Pensadores Iluministas

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Deus não é um juiz.

1632/1677

O homem é uma parte da natureza.

1632/1677

Um entendimento finito não pode compreender um infinito.

1632/1677

Deus sive natura.

Se a pedra lançada tivesse consciência do seu movimento, e da s⁠ua tendência a perseverar no movimento, julgar-se-ia livre, na medida em que ignoraria o impulso que produziu o seu movimento, que determinou de uma certa maneira a sua faculdade de estar em movimento ou em repouso. Do mesmo modo, aquele que na cólera, na embriaguez ou em sonho, crê agir livremente, é porque ignora as forças que o impelem contra a sua vontade.

Baruch Spinoza
MOREAU, Joseph. Espinosa e o espinosismo. Lisboa: Edições 70, 1982.

Deus age somente sob circunstâncias de sua natureza sem ser constrangido por ninguém...

Prejudica-se mais o progresso do espírito atribuindo mal as recompensas do que suprimindo-as.

A liberdade é o direito de fazer tudo quanto as leis permitem: e, se um cidadão pudesse fazer o que elas proíbem, não teria mais liberdade porque os outros teriam idêntico poder

Quem cuida pouco da própria salvação dificilmente convencerá o público de que se preocupa de verdade com a dos outros.

⁠O mais precioso de todos os bens é o poder sobre nós mesmos.

A moda, em geral, nada mais é do que a ostentação da riqueza.

A liberdade do homem na sociedade não deve estar edificada sob qualquer poder legislativo exceto aquele estabelecido por consentimento na comunidade civil; nem sob o domínio de qualquer vontade ou constrangimento por qualquer lei, salvo o que o legislativo decretar, de acordo com a confiança nele depositada.

John Locke
LOCKE, J. Segundo Tratado Sobre o Governo Civil. Rio de Janeiro: Vozes, 1994.

Não existe nada na mente já não tenha passado pelos sentidos.

Penso que a sociedade é feita para preservar e melhorar os bens civis dos seus participantes. Chamo de bens civis a vida, a liberdade, a saúde física e a libertação da dor, e a posse de coisas como terras, dinheiro, móveis etc.

⁠Liberdade é estar livre de contenção e violência de outros.

Mesmo que se alguém quisesse, não poderia nunca crer por ordem de outra pessoa. É a fé que dá força e eficácia à verdadeira religião que leva à salvação.

Mas sabemos que Deus não tem deixado um homem assim à mercê um do outro, de forma que este possa deixá-lo passar forme se o deseja: Deus, o Senhor e Pai de tudo não deu a nenhum de seus filhos uma tal propriedade em sua porção particular das coisas desse mundo, mas ele tem dado a seu irmão necessitado um direito ao excedente de seus bens; de forma que a seu irmão esse direito não pode ser negado quando sua necessidade urgente demanda: e, portanto, nenhum homem poderia jamais ter um poder justo sobre a vida de outro homem pelo direito de propriedade na terra ou em possessões; uma vez que seria sempre um pecado, para qualquer proprietário, deixar seu irmão perecer por falta de disposição em ajudá-lo por meio de sua fartura. Como a justiça dá a todo homem um título ao produto de seu negócio honesto e à justa aquisição de seus ancestrais que descendeu a ele; assim a caridade dá a todo homem um título à totalidade da fartura do outro que o excluiria da extrema pobreza, em que ele não possui qualquer meio de se subsistir de outra forma: um homem não mais pode justamente fazer uso da carência do outro, forçando-o a tornar seu vassalo, por meio da recusa daquela ajuda — Deus requer que ele provenha à necessidade de seu irmão — do que aquele que tem mais força pode confiscar do mais fraco, forçá-lo a obedecê-lo, e, com um punhal em sua garganta, oferecê-lo a morte ou a escravidão.

Os vícios que tornam necessárias as instituições sociais são os mesmos que tornam inevitável o abuso delas; e como as leis, geralmente menos fortes que as paixões, contêm os homens sem modificá-los, seria fácil provar que um governo que seguisse sempre exatamente o fim de sua instituição, sem se corromper nem se alterar, teria sido instituído sem necessidade e que um país onde ninguém desrespeitasse as leis nem abusasse da magistratura não teria necessidade nem de magistrados nem de leis.

Nada é mais dessemelhante a mim mesmo que eu mesmo; daí por que seria inútil tentar definir o meu caráter por qualquer outra coisa que não a variedade; a mutabilidade é uma parte integrante de minha mente de um modo tal que minhas crenças se alteram de um momento para outro: algumas vezes sou um sombrio misantropo, em outras me sinto intensamente feliz em meio aos encantos da sociedade e aos prazeres do amor. Há momentos em que sou austero e piedoso[...], então subitamente me torno um franco libertino. [...] Em suma, um protéico, um camaleão e uma mulher são todos criaturas menos mutáveis que eu.

Todas as paixões são boas quando somos senhores delas, e todas são más quando se assenhoreiam de nós.