Pensadores Alemães
Não se pode captar Deus a não ser pessoalmente. Cada homem tem sua vida e seu Deus. Seu advogado e seu juiz. Sacerdotes e ritos não passam de muletas paliativas de paralisia de uma alma cada vez mais incapaz de viver e experimentar
Há um certo número de coisas que não podemos atingir a não ser dando deliberadamente um salto na direção contrária. É preciso partir para o estrangeiro, a fim de encontrar a pátria que abandonamos,
"Que espécie de homem é então o senhor? Pede-me que seja sensato e comporta-se da maneira mais insensata que se pode imaginar"
[Para alcançar a sabedoria basta] “escutar, estar tranquilo, silencioso e solitário. Livremente, o mundo se oferecerá a você sem máscara, sem escolha, se abrirá em êxtase a seus pés”.
A eterna juventude é impossível. Ainda que não houvesse outros impedimentos, a introspecção a impossibilitaria.
Não somos culpados só porque comemos da árvore do conhecimento, mas também porque não comemos da árvore da vida.
A primeira manifestação de consciência nascente é o desejo de morrer. Esta vida parece insuportável, e inatingível qualquer coisa. O desejo de partir deixa de ser vergonhoso: chegamos a rezar para que sejamos conduzidos da velha cela, que tanto odiamos, a uma nova, que ainda não aprendemos a odiar. Há nisso um traço de fé, pois sempre esperamos que durante a mudança de uma para a outra o Mestre haja por bem passar no corredor, contemplar o prisioneiro e dizer: 'Jamais fechem essa porta de novo, pois ele deverá vir quando eu o chamar' ",
Reflexões calmas, inclusive as mais calmas, são melhores que as desesperadas.
Alguns negam a existência da miséria apontando para o Sol; ele nega a existência do Sol apontando para a miséria.
Duas tarefas no início da vida: estreitar cada vez mais sua órbita, sem deixar de verificar se você não está escondido fora dela.
Necessitamos dos livros que nos afetam como um desastre, que nos afligem profundamente como a morte de alguém que amamos mais que a nós mesmos, como estar perdido sozinho num bosque, como um suicídio. Se o livro que lemos não nos desperta com um soco no estômago, para que lê-lo?
