Pensadores Alemães

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Eu sou o romance. Eu sou minhas histórias.

Um quadro de minha existência mostraria uma inútil estaca de madeira coberta de neve, cravada, numa escura noite de inverno, inclinada e sem muita firmeza, num campo lavrado à beira de uma imensa planície.

Há dois pecados capitais no homem, dos quais se originam todos os demais: a impaciência e a indolência.

Eu preciso da solidão para a minha escrita; não como a de um ermitão — isso não seria o suficiente — mas como a de um homem morto.

Tento constantemente comunicar algo incomunicável, explicar algo inexplicável, falar de algo que sinto apenas em meus ossos e que só pode ser experimentado nestes ossos…

Associar-se a outras pessoas leva inevitavelmente à auto-observação.

A amargura de um homem é, com frequência, o aturdimento petrificado de uma criança.

Um primeiro sinal do início do conhecimento é o desejo de morrer.

A literatura é sempre uma expedição à verdade.

Existe uma meta, mas não há caminho; o que chamamos caminho não passa de hesitação.

Depois de ter dado abrigo ao mal, ele não mais pedirá que você acredite nele.

Há problemas que jamais teríamos resolvido se realmente fossem nossos.

"Nossa salvação é a morte, mas não esta".

(O aforismo mostra nossa possibilidade de morrer e renascer no decorrer de uma mesma vida.)

Ninguém que creia de verdade viverá milagres. De dia não se veem as estrelas.

A vida é tão imensamente vasta e profunda quanto este abismo estrelado acima de nós. Só se pode atirar um olhar a ele através desta minúscula abertura que é a nossa existência pessoal. E, por esta abertura, sentimos mais do que vemos. Por isso temos de nos certificar de que esta abertura está sempre limpa.

A eterna juventude é impossível. Ainda que não houvesse outros impedimentos, a introspecção a impossibilitaria.

Não somos culpados só porque comemos da árvore do conhecimento, mas também porque não comemos da árvore da vida.

A primeira manifestação de consciência nascente é o desejo de morrer. Esta vida parece insuportável, e inatingível qualquer coisa. O desejo de partir deixa de ser vergonhoso: chegamos a rezar para que sejamos conduzidos da velha cela, que tanto odiamos, a uma nova, que ainda não aprendemos a odiar. Há nisso um traço de fé, pois sempre esperamos que durante a mudança de uma para a outra o Mestre haja por bem passar no corredor, contemplar o prisioneiro e dizer: 'Jamais fechem essa porta de novo, pois ele deverá vir quando eu o chamar' ",

Você se preparou de maneira ridícula para este mundo.

Não vivemos num mundo destruído, vivemos num mundo transtornado. Tudo racha e estala como no equipamento de um veleiro destroçado.