Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Se meus olhos não sentissem tanto o mundo, talvez viver fosse mais fácil…
mas não seria tão verdadeiro.

Não espere do mundo aquilo que nasce, silencioso e poderoso, dentro de você. Há batalhas que ninguém pode travar por suas mãos, nem caminhos que outros possam percorrer por seus pés.


A dependência dos homens, quando se torna abrigo constante, enfraquece a alma como vento que apaga lentamente a chama — e, com ela, vai se esvaindo também a fé, que precisa de autonomia para respirar.


Não entregue suas vontades ao teatro das expectativas alheias. Não se torne marionete de aplausos passageiros nem refém de julgamentos frágeis.


Seja a mão que escreve o próprio destino, a voz que define seus limites, o espírito que constrói, com coragem, suas próprias leis

Confiar e esperar no momento certo de Deus é ter a paz que o mundo não oferece.

E se não entender, há outro caminho além da igreja para regressão, o Mundo Pagão da boemia e deixe a vida te levar sem você criar seu destino como fosse uma criança.

Debaixo de um sol que molda o couro e a alma,
Nasce o gigante que o mundo não conheceu.
Não há elmo de viking, nem frio de europeu,
Que vença a fibra de quem planta na calma
E colhe a vida onde o chão parece que morreu.
É um povo arretado, de punho cerrado e forte,
Mas que não usa a força para a destruição.
Se o destino fosse guerra, seria o dono da sorte,
Venceria batalhas, do sul até o norte,
Pois traz o vigor da rocha dentro do coração.
Mas sua maior glória não é o aço ou a espada,
É a humanidade que transborda no olhar.
É o amor que acolhe na beira da estrada,
Mesmo quando a mesa parece minguada,
O nordestino ensina o que é compartilhar.
E quando a seca aperta e a fome vira nó,
Vem o sacrifício que a história não apaga:
Enviaram seus filhos, restando apenas o pó,
Para terras distantes, enfrentando o pior,
Pra que o pão na família nunca fosse uma chaga.
"Tristes partidas", ecos de um cais ou de um chão,
Lágrimas que regam a saudade e a esperança.
Gente que parte levando o sertão na mão,
Trabalhando o dobro por cada irmão,
Com a fé de um velho e o sonho de uma criança.
Nordeste é o brilho de um povo vitorioso,
Que não se curva ao tempo, nem ao esquecimento.
É o amor que vence o destino rigoroso,
E mostra ao mundo um brilho majestoso:
A maior resistência é o sentimento.


Michel Dias

É possível esconder
sua intenção
de todo o mundo.
Mas, do coração, não!

Há homens que não querem apenas viver no mundo. Querem possuí-lo.


O primeiro erro de quem deseja governar o mundo é não compreender que o mundo não é um trono, é um organismo. Não é um objecto de comando, mas uma soma viva de vontades, culturas, interesses, medos e resistências.


Quem tenta governar tudo, precisa controlar tudo. E para controlar tudo, precisa destruir o que não controla. Assim começam as ruínas. A história ensina que o desejo de domínio absoluto sempre terminou em cinzas.


O mundo não se curva; ele absorve, desgasta e, por fim, derruba. Basta lembrar o colapso do projecto imperial de Adolf Hitler ou o império expansionista de Napoleão Bonaparte ambos tentaram moldar o mundo à sua imagem e encontraram a resistência da própria realidade.


Governar o mundo exige eliminar diferenças. Eliminar diferenças exige violência. Violência constante gera medo. E o medo nunca constrói, apenas adia o colapso. Quem tenta governar tudo acaba por destruir o próprio espaço que deseja comandar. Porque o mundo não é um território. É um equilíbrio frágil.

O bem e o mal não se mostram nas perguntas, mas nas respostas que você oferece ao mundo.


Renê Fernandes Dantas.

Feliz é quem faz vínculos com gente simples, que trata todo mundo bem, que não se importa com status. Gente leve, que torce e vibra por você sem esperar nada em troca.

A feliz notícia de que Ele ressuscitou não muda o mundo contemporâneo. Mas a Páscoa nos dá o poder espiritual para fazer o trabalho, aceitar a disciplina, e fazer o sacrifício.

Não podemos negociar nada com Deus, porque o Senhor não faz acordos com o mundo; Ele Abre as Portas da Eternidade aos que O buscam com amor, humildade e verdade no coração.

Negue para o mundo,
mas quando seus olhos encontram os meus… não negue nada.


Guarde segredos para as ruas,
para os nomes que você esquece nas esquinas,
para as bocas que provaram de você
sem entender o perigo do seu gosto.


Mas para mim…
deixe cair as máscaras,
como roupa esquecida no chão de um quarto silencioso.


Ainda sinto você
no limite da memória dos meus lábios,
um gosto doce demais para ser inocente,
um gosto que começa como vinho jovem
e termina profundo, quase amargo,
daqueles que a gente bebe devagar
só para prolongar o erro.


Maldito seja seu sobrenome
que encaixa tão bem no meu.
Maldito seja o jeito
que sua boca aprende a minha
como se já soubesse o caminho.


Há algo em nós que não pede licença
Não pede promessa
Não pede futuro


Só pede mais um instante


Mais um toque lento,
mais um segredo sussurrado
como quem acende um fósforo
sabendo que pode incendiar tudo.


Somos assim
um vício servido em taça cheia,
corpo envelhecendo em desejo,
cada encontro mais denso,
mais perigoso,
mais impossível de negar.


E mesmo sabendo
que outros sabores virão…

O maior desafio é admitir que não é o mundo que nos inferioriza, mas nós mesmos que nos recusamos a enxergar nossas limitações.

Por que as coisas no mundo não deram certo? Por causa das pessoas!
Por que as coisas no mundo deram certo?
Por causa das pessoas!

Nós ficamos diferentes quando fazemos a diferença, não seja todos seja você mesmo o mundo está cheio de cópias seja o autêntico/a

O Mito Grego

⁠A mitologia grega, é uma forma de interpretar o mundo, uma forma de pensamento e não um delírio Pré-filosófico. A mitologia grega é uma interpretação seríssima, importantíssima e belíssima que parte da arte como mediação e , não da verdade. Então, como sei que nunca vou saber como o tempo é, tenho clareza que a vida é muito superior a mim. A relação do homem com o mundo é uma relação de submissão, a vida como esse jogo de forças intensivas-infinito, é muito superior ao homem. O que o homem precisa fazer, é criar uma interpretação sobre o mundo, mas ele jamais possui a intenção de conhecer o mundo, e isso era quase uma heresia, ( heresia é uma coisa meio cristã), era quase uma afronta.
Então, o que homens poderiam fazer, perspectivas de interpretação do mundo utilizando os Mitos. É muito possível imaginar que os gregos não acreditavam verdadeiramente no Mito e, nem deixavam de acreditar. Pois era a única coisa que possuía para relacionar com o mundo, então o mito era uma realidade .Como sei que nunca vou saber como o mundo é, porque sou apenas um ser humano, eu crio coisas que faça com que eu entenda o mundo. Segundo os Mitosde criação gregos, no início dos tempos só existiam o Caos, um vazio sem forma do tamanho do universo do qual se originou Gaia ( terra),Tártaro ( submundo) e Eros, que era o amor e mais belo de todos os deuses.
Do Caos saíram Érebo, a escuridão do submundo e Nyx que era a noite. Da união de ambos , nasceu o dia e Gaia deu luz a Urano ( céu estrelado) e com ele teve diversos filhos entre os quais Oceano( mar), Cronos( tempo, mais jovem e terrível de seus filhos).Chronos sob ordem Gaia, castra Urano e se casa com sua filha Réia, com quem tem filhos e mais tarde se revoltam contra ele e assumem o poder. Estes novos deuses dividem entre eles a autoridade. Zeus fica com o céu, Posseidon com os mares e Hades com o submundo

Mas o mundo não fala difícil. Ele se oferece em silêncio: no canto tímido de um pássaro, na claridade que atravessa a janela, no riso solto de uma criança que nada deve à razão. A vida é simples — somos nós que a cobrimos de véus, como quem teme enxergar o que é demasiado claro.

Sou errante no mundo do amor
Onde sou só passageiro, onde não tenho lugar, não tenho morada
Sou errante, nômade sem casa
Vagando sem rumo no mundo do amor.

Errante

Epoché
Agilson Cerqueira

Recolher-se não é simplesmente afastar-se do mundo, mas suspender, ainda que provisoriamente, o regime de evidências que o mundo impõe. É um gesto de interrupção. Um desacordo silencioso com a pressa das coisas, com a necessidade constante de responder, agir, significar.

Ao voltar-se para dentro, não se encontra um refúgio estático, mas um campo em permanente elaboração. A consciência, longe de ser um recipiente passivo, revela-se como um espaço onde o pensamento se forma e se desfaz antes mesmo de adquirir linguagem. Escutar esse movimento exige mais do que atenção: exige desaceleração.

O ruído exterior — vozes, tempo, acontecimentos — não desaparece;

ele apenas perde centralidade. O que se desloca é o eixo da experiência. E nesse deslocamento, o silêncio deixa de ser ausência para se tornar condição. Não um vazio, mas uma presença não ocupada.

É nesse ponto que algo decisivo se insinua: a percepção de que a interioridade não é um lugar, mas um processo. Um caminho que não se percorre avançando, mas suspendendo. E que só se revela à medida que o sujeito abdica da urgência de compreender.

Assim, o recolhimento não conduz a respostas, mas a uma outra forma de relação com o desconhecido — mais próxima da escuta do que da interpretação, mais próxima da presença do que da definição.

E talvez seja nesse estado, rarefeito e atento, que a maturidade racional — se assim podemos nomeá-la — encontre não um destino, mas a possibilidade de continuar se desvelando.

Não me preocupa tanto deixar este mundo; o que não permitirei é ter passado por ele sem provocar, sem arranhar e sem espernear.