Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Desde criança eu carregava um mapa
que ninguém via
uma casa aberta no meio do mundo,
gente chegando cansada
e saindo com um pouco mais de vida.


Enquanto os outros sonhavam viagens,
eu sonhava abrigo.
Sonhava mãos dadas,
cadeiras puxadas pra perto,
um lugar onde ninguém fosse peso.


O tempo passou
e disseram que crescer
era esquecer essas ideias grandes.
Mas meu peito nunca aprendeu a ser pequeno.


E então a vida colocou pessoas no caminho
que acenderam o desenho antigo.
Não como salvação,
mas como espelho:


“olha, isso ainda mora em você.”


Conhecer alguém
não criou o sonho
só deu nome à coragem
de tirá-lo da gaveta.


Meu instituto não é prédio,
é promessa.
É a criança que fui
estendendo a mão pra adulta que sou
e dizendo:


“a gente ainda pode.”


Quero construir um lugar
onde a dor não seja vergonha,
onde intensidade seja força,
onde gente quebrada
descubra que ainda é casa.


Se um dia isso existir
não será milagre.
Será soma:
de quedas,
de encontros,
de amor que não coube em mim
e precisou virar mundo.

CRÍTICAS
Ah, como seria o mundo se eu deixasse de criticar?
Será que viveria feito um cego que pode olhar? Escutar... Falar...
Mas que por covardia resolveu se calar!
Como é belo o ar? Mas não posso ver nem tocar, fica a dica pra quem não aprendeu o que é amar...
É difícil de você entender?
Que amar é muito mais que crer, bem mais que amar sem ver! Por isso que para amar o próximo, primeiro ame você!
E tudo o que se diz pode ser uma crítica? Azedo ou doce, feito fruta cítrica!
Tudo vai depender de quem diz, mas o compreender de quem já ouvira e não delira, pois, melhor que comprar uma arte, é fazer obra prima, uma poesia, muito rica... que bonita!!!
Ah, eu já conheci o mar, e posso te falar? Que coisa linda....
É uma mistura de mar com o ar, e tudo tem SAR, para temperar a vida...
Já agradeceu o seu hoje? Também a Aquele que aqui lhe trouxe?
Que manhã mais florida...
Ah, muito obrigado!
Pode ser doce ou salgado...
É tão gostoso comer milho...
E é de um amarelo ouro, parece um tesouro... Dentro de uma espiga...
E é... acredite se quiser... Não tem fortuna maior do que ter comida dentro da barriga...
É difícil acreditar, que muitos deixam estragar, em vez de doar para quem tanto merecia...
Merecia e ainda merece, mas poucos reconhecem que a sociedade está adoecida
Uma doença que tem nome, já veio até com sobrenome, é só você ler a bíblia
Muitos nem sabem o que é isso
Alguns até riem disso... se perdendo todos os dias...
Mas quem diria né? Que eu acreditei um dia em papai Noé, que fez uma arca por pura fé, talvez sem Ele, nem estava de pé... é a história mais antiga...
Eu vivo em um mundo de maldade, onde para se fazer as coisas, não tem idade, dezoito é só um número e faz parte da minha e sua vida...
Ainda prefiro falar sobre o tempo, tão perfeito e imperfeito, ou eu me adapto a ele ou ele me lapida! Fica uma das maiores e melhores dicas sobre a vida... que dizem que é bonita...

Nas asas da imaginação...posso ser o que eu quiser,ganho o céu e viajo o mundo.

E Se eu me atrasar dois minutos?


E se eu me atrasar dois minutos,
o mundo continua girando?
a cidade implode?
alguém desiste de mim?


ou talvez —
só talvez —
esses dois minutos sejam meus
pela primeira vez.


dois minutos pra respirar sem meta,
pra não responder,
pra olhar pro teto
e não chamar de perda.


e se nesses dois minutos
eu lembrar o nome do que sinto?
se o choro vier
sem legenda,
sem trilha de stories,
e for sincero demais
pra caber no horário comercial?


e se eu me atrasar dois minutos
e descobrir que a vida esperaria?
que ninguém morre por um atraso,
mas às vezes morre
por nunca parar?


dois minutos.
não peço mais.
só isso:
um pequeno desvio
no mapa desenfreado,
pra lembrar
que o tempo
ainda pode ser meu.


Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ

UM DIA EU ACREDITEI....🍃


"Um dia você pensa que tudo é possível e que esse mundo é um park de diversão,e no outro,você já é um adulto que muitas vezes se encontra apoiado em uma janela de um transporte público e se perguntando "como tudo começou a ficar tão estranho?. Quando você percebe que todos mentiram sobre a vida,enchendo sua cabeça de possibilidades ilusórias em um mundo que nunca existiu e agora você é pressionado a fazer quaquer coisa que te dê um certificado.Você está cara a cara com o abismo,o encarando todos os dias,tentando preenchê-lo com distrações e prazeres instantâneos. Esse é o mundo real,e agora,é você que escolhe se você segue enfrente sem temer o abismo,ou ser dominado por ele."

Tudo Por Um Pintinho


Demétrio Sena - Magé


Lá vou eu, mundo afora, em busca de um pintinho para fotografar. A solicitação estranha foi do Isac Machado de Moura, para mais uma capa de um livro seu. De pronto, parecia um pedido muito simples, mas aí percebi que no meu arquivo de milhares de fotos havia só uma, de um pintinho. Estava nas costas da mãe, quando cliquei. Então fui às ruas, e logo dei por mim que os aviários não vendem mais galinhas, frangos, pintos, patos nem outras aves de consumo alimentar vivas.


Para resumir, acabei conseguindo, mas muito às escondidas. Quem vende bichos nas ruas e nas feiras-livres está sempre muito desconfiado. Não usei minha máquina fotográfica, por atrair atenção, e o meu aparelho de celular não é dos bons. Tive que fotografar sem qualidade, para depois editar manualmente (jamais utilizo inteligência artificial). Foram várias fotos, diversificadas de seis originais. O Isac teve a sua encomenda e eu sobrevivi.


Na verdade, quase não sobrevivo, em razão de uma imprudência imperdoável, no meio do processo: Em dado momento, eu já bem cansado e desiludido, vi uma "Kombi de ovos". Daquelas onde vendem trinta ovos quase pelo mesmo preço de uma dúzia, no aviário, sendo que, tirados os ovos podres, resta realmente uma dúzia ou pouco mais. Pois bem; meio sem graça chego mais perto e, com um fio de voz pergunto, inadvertidamente: "Por favor; o senhor tem também pinto, ou só tem os ovos?".
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Todo mundo tem sombras e luz, você também tem, eu também tenho, quando vibramos baixo, só enxergamos as sombras, quando vibramos alto, só a luz, quando vibramos em harmonia, conseguimos compreender ambos e naturalmente decidir com suas próprias escolhas onde quer estar.
Ate que você esteja em harmonia, o acaso está decidindo a sua vida.
Seu poder está adormecido.

Você é a única pessoa que eu amo, Diana, e nada no mundo mudou ou mudará isso. Um dia, eu tive medo de você porque eu não sabia o que eu sentia, era uma explosão e eu não conhecia, eu conhecia tudo, todas as conexões, menos o amor
E quando conheci você, o amor nasceu em mim, até lá eu apenas sentia medo e achava que era amor, mas com você, pela primeira vez eu senti amor. Oh sensação prazerosa e diferente de tudo, era estar em harmonia com tudo o tempo todo, o mundo era feliz, colorido, a vida fazia sentido, o seu cheiro era o mais penetrante, sua pele a mais macia, seus olhos os mais bonitos, tamanha perfeição que nunca vi igual, aquela nova vibração, abriu um novo estado de consciência puro, o amor, mas quando você ia para longe, minha vibração altera novamente para a vibração baixa, do submundo, e eu voltava a ser apenas o Wesley.
Triste, depressivo, sofrendo, só que 100x mais do que o normal, pq sentia falta do amor completo, e então, criou todo esse caos a nossa volta, impulso primordial, me perdoe por isso.

Eu criei a maior montanha-russa do mundo e depois decidi entrar para testar, que delicia é o percurso! Viver entre mim.
Uma pitada de adrenalina caótica com véu de esquecimento reencarnado.

Eu sou um coração partido 💔 nesse mundo louco.

O que mora em mim é essa vontade louca de consertar o mundo...mas quem sou eu que ainda nem consertei a mim mesma e quero consertar logo o mundo,só o que posso fazer é orar por todos nós que Deus nos ilumine.

Eu odeio coisas superficiais. E por isso tenho rancor deste mundo, pois ele é composto por coisas rasas e sem profundidade, mas adoro testemunhar a reviravolta do genuíno. Afinal, os humanos sempre estão atrás do melhor, não é?⁠

A Dança da Caneta e da Tinta


​Eu quero muito escrever,
Quero poetizar o mundo.
E quando eu escrever versos,
Que a caneta seja eu.


​E que eu ouse juntar as linhas,
Sair delas sem rumo,
E que você seja a tinta fresca
Escorrendo sobre a direção,
O rumo tomado pela caneta.
​Que haja palavras e letras em revolução
No instante em que a tinta e eu
Estivermos em transe;
Que haja sopro de prazer e almas
Quando as linhas se chegarem
Diante das veredas dos traços livres.


​Que os livros velhos voem como pássaros,
Que o invisível tenha coragem
De se despir da couraça estúpida,
Do breu da ignorância e do medo,
Mostrando-se como tal e qual.


​E se as linhas voltarem à linearidade,
Que ousem se juntar, uma a uma:
Ponta a ponta, ponto a ponto.
Uma linha robusta, infinita, única,
Onde nada fica nas entrelinhas.
​Onde tudo cabe, inclusive nós:
A caneta e a tinta que somos.


E que se firme espiralado,
Do horizontal ao vertical, infinitamente,
Se abrindo na base o tanto preciso
Para que o broto esteja sempre vivo.


​E assim, a escrita fica mais flexível,
As palavras mais fluidas,
A caneta mais sensível à arte,
E a tinta com mais espaço para brincar
De escorregar das vias de regras.

Se o mundo pesa, eu respiro e deixo ir
Nem toda resposta dá pra descobrir
O tempo ensina, mesmo sem avisar
Quem planta verdade, mais cedo ou mais tarde vai colher o que é real
- música Nasci pra ser selvagem do dj gato amarelo

Eu tenho todos os sonhos do mundo, guardados dentro de mim.
Sonhos bons, de amor e paz.

E mais tudo aquilo que o dinheiro não traz.

Hoje o mundo ficou lá fora, e eu fiquei aqui.

As vezes enxergo o mundo tão feio por ver tanta falta de amor ao próximo que eu peço a Deus que ele me faça enxergar mais além para entender porque as pessoas são assim.

Mulher
Eu aprendi cedo
que ser mulher é equilibrar o mundo
sem deixar cair a própria alma.
Já engoli silêncios,
já ouvi “não é o seu lugar”,
mas transformei cada limite imposto
em degrau.
Carrego lutas que nem sempre aparecem,
mas também carrego sonhos teimosos
que ninguém conseguiu arrancar de mim.
Sou delicadeza, sim —
no jeito de cuidar, de ouvir, de amar.
Mas sou também voz firme,
passo decidido,
coração que não aceita injustiça.
Ser mulher, para mim,
é acordar todos os dias
e escolher existir inteira —
com força, com doçura,
com coragem.

#"Ainda que eu conseguisse descrever todas as maravilhas do mundo, jamais conseguiria descrever a maior delas:
O Amor"

Eu fiz tanto.
Fiz muito.
Me doei até doer, e depois doei mais um pouco, só pra ver se o mundo parava de te esmagar.


Eu segurei tua mão no momento mais difícil da tua vida.
Eu fiquei.
Eu fui presença quando era mais fácil ser desculpa.
Eu fui constância quando você me empurrava para fora da tua vida como quem empurra uma cadeira que tá ocupando espaço demais.


E eu aceitei.
Porque eu te amava daquele jeito perigoso: o amor que acha que paciência resolve tudo, que carinho convence, que cuidado abre portas.


Avisa quando chegar.


Eu repeti isso mil vezes, como quem tenta manter alguém inteiro por telepatia.
Não era só “me avisa”.
Era “não some”.
Era “não morre”.
Era “não me deixa do lado de fora sem nem saber se você ainda existe”.


E aí eu fico com essa pergunta suja, que ninguém gosta de dizer em voz alta porque parece cobrança, mas não é:
eu merecia respeito.


Merecia uma conversa final.
Uma conversa de verdade.
Cara a cara, sem a covardia confortável de uma tela.
Sem eu ter que ler o fim como quem lê notificação de banco.


Eu merecia mais do que uma mensagem.


Porque eu não fui pouco.
Eu não fui distração.
Eu não fui “qualquer um”.
Eu fui o cara que ficou quando era feio, quando era pesado, quando era madrugada, quando era silêncio, quando era cansaço por dentro.
Eu fui o que você teve coragem de usar como abrigo.
E depois, quando o tempo virou, eu virei excesso. Virei incômodo. Virei algo que você precisava remover.


Avisa quando chegar.


Eu também engoli o outro tipo de dor, aquela que não dá pra explicar sem parecer pequeno:
você nunca me assumiu.
Nunca postou que estava comigo.
Nunca colocou meu nome com orgulho em lugar nenhum.


Eu era presença no teu dia, mas não existia no teu mundo.


E isso é um tipo de abandono que começa cedo.
Começa enquanto ainda tem beijo, ainda tem rotina, ainda tem “boa noite”.
Só que o amor vai ficando clandestino.
Vai ficando escondido.
Vai ficando com cara de coisa que você não tem certeza se quer.


E quando você não assume, você deixa a outra pessoa sempre pronta para ser descartável.
Porque descartável é quem não aparece.


Eu olhava e faltava foto.
Faltava “nós”.
Faltava o básico que não é vaidade, é lugar.


E eu fiquei tentando ser lugar com gesto.
Com cuidado.
Com música.
Com texto.
Com ritual.
Com presença.
Como se eu pudesse compensar o que você não tinha coragem de afirmar.


Avisa quando chegar.


Eu te dei mão, e você me devolveu parede.
Eu te dei paciência, e você me devolveu dúvida.
Eu te dei o melhor que eu tinha, e você me devolveu silêncio.


E o silêncio, no começo, eu romantizei.
Eu achei bonito.
Achei maduro.
Achei que era “teu jeito”.


Mas depois eu entendi: tem silêncio que é só falta de escolha.
Tem silêncio que é a pessoa deixando você se acostumar com a ausência antes de ir embora de vez.
Tem silêncio que é treino para o fim.


E o fim veio do jeito mais injusto para quem se doou:
sem cerimônia.
Sem conversa.
Sem aquela dignidade mínima de olhar no olho e dizer “acabou” como gente adulta.


E aí entra a parte que você falou, e eu não vou fingir que não existe:
pra mim, isso pareceu punição.


Não porque eu tenho certeza do que você quis.
Mas porque foi assim que bateu no meu corpo: como castigo.


Como se todo meu esforço tivesse virado um erro.
Como se eu ter ficado tivesse sido um exagero vergonhoso.
Como se eu ter sido leal merecesse ser cortado rápido, pra não dar tempo de eu falar nada, de eu perguntar nada, de eu existir por mais cinco minutos.


Avisa quando chegar.


Eu lembro do começo, eu lembro do meu jeito de tentar fazer dar certo:
eu oferecendo encontro, oferecendo conversa, oferecendo rua, oferecendo tempo.
“Quer que eu vá aí?”
Eu queria resolver com presença, porque eu sou desse tipo: eu apareço.
Eu não sumo.


E é exatamente por isso que me destrói:
eu fiquei, e você saiu por mensagem.


Eu não estou pedindo eternidade.
Eu não estou pedindo que você volte.
Eu não estou pedindo que você mude o que sente.


Eu estou dizendo o básico, o mais básico:
eu merecia ser encerrado com respeito.


Porque tem uma diferença enorme entre “terminar” e “descartar”.
E eu tô com a sensação de descarte atravessada na garganta.


Eu fui cuidado.
Eu fui mão.
Eu fui constância.


E eu não virei memória bonita.
Eu virei algo que você removeu.


Avisa quando chegar.


Hoje, quando o celular acende, dá raiva.
Porque eu sinto o impulso do hábito e lembro que não tem mais “cheguei”.
Tem só eu, com essa frase sobrando, repetindo ela como quem tenta chamar de volta a humanidade de alguém.


E o pior é isso:
eu ainda me importo.


Mesmo zangado.
Mesmo humilhado.
Mesmo cansado.
Mesmo com vontade de arrancar de mim tudo que eu te dei.


Eu ainda me importo.
E isso me dá nojo e saudade ao mesmo tempo.


Então eu vou te dizer a última coisa que eu sei dizer sem me diminuir, porque essa frase foi minha casa e agora é meu corte:


Avisa quando chegar.