Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Aquilo que chamamos de realidade talvez seja apenas o nome provisório que damos ao que ainda não conseguimos interpretar.

A razão não elimina o mistério: apenas transforma a ignorância em pergunta.

Na verdade, não sei desenhar. Minha tela são as palavras escritas com as tintas da vida.

Debbie Villela

"A verdadeira força de uma pessoa não está na recusa em pedir ou oferecer ajuda, mas na coragem de construir coletivamente."

⁠Nossos ideais não devem lesar as ideias alheias.

Debbie Villela

"Quem apoia sua vida na santidade de Jesus não se abala com falsas ilusões."

"Brincadeiras de mau gosto e deboches não são 'curtir a vida', são apenas desculpas para esconder a falta de respeito pelo sagrado."

"É hora de mudar essa mentalidade: brincar com o inferno e debochar do Criador não é liberdade, é uma cega ignorância."

"Viver de verdade é colocar o amor e a santidade em prática, e não se entregar a prazeres efêmeros que destroem a alma."

"Viver na bagunça e no excesso pode parecer atraente, mas não agrada em nada o coração de Deus e só divide a pessoa do propósito que Ele tem para ela."

⁠⁠Talvez os mais infelizes não sejam os que se acham Cheios de Verdades, mas os que acreditam neles.


Porque há algo de perigosamente sedutor em sentir-se dono de uma certeza — ainda que fabricada.


Deve ser muito confortável…


Organiza o mundo, simplifica os conflitos, elimina dúvidas incômodas.


A verdade, quando vendida como produto acabado, quase sempre vem embalada com promessas de liberdade, paz e segurança — e muitos a compram sem perceber o preço oculto: a renúncia ao questionamento.


Os que se acham Cheios de Verdade, ao menos, ainda revelam um excesso visível — quase um transbordamento que denuncia suas fragilidades.


Mas os que acreditam cegamente neles… esses se tornam território ocupado.


Já não pensam a verdade; são pensados pelos donos dela.


Já não dialogam; defendem.


Nem escutam; reagem.


E é aí que mora o risco mais silencioso: quando a verdade deixa de ser caminho e passa a ser trincheira.


Os donos da verdade sempre existiram — e, infelizmente, sempre existirão.


Mas os vendedores são ainda mais sutis.


Eles moldam narrativas, oferecem respostas rápidas para perguntas complexas, e distribuem certezas prontas para mentes cansadas de duvidar.


Não impõem: convencem.


Não obrigam: confortam.


E, assim, vão povoando as cabeças abandonadas à própria sorte e o mundo com convicções que não nasceram da reflexão, mas da conveniência.


Talvez a verdadeira lucidez esteja menos em possuir verdades e mais em saber conviver com as perguntas.


Em entender que a dúvida não é fraqueza, mas movimento.


Que mudar de ideia não é incoerência, mas maturidade.


E que toda verdade que não suporta ser questionada carrega, em si, o germe da manipulação.


No fim, não são as certezas que libertam, pacificam e protegem — são os olhares inquietos.


Porque quem acredita demais em uma única verdade corre o risco medonho de nunca mais se permitir enxergar qualquer outra.

Não somos apenas herdeiros da história; somos também responsáveis pelas categorias com que decidimos recordá-la.

O pensamento que não suporta contradições ainda não encontrou sua própria profundidade.

Não sou escritora, não sou poeta, não tenho a pretensão de está correta... Sou apenas alguém que gosta de compartilhar o que pensa. E a cada novo pensamento, brotam sentimentos, inspiração, tormentos... e a vontade sublime de externar e compartilhar o que vem da alma, do coração, da razão. Afinal, o que é o homem sem pensar?

Nem todos os dias são bons, a vida não é um conto de fadas... Contudo, os dias difíceis é que nos fortaleçe, trabalha a nossa resiliência e nos impele à reflexões... Se vivêssemos em um eterno "mar de rosas " estaríamos fadados ao conformismo e jamais cresceríamos como pessoas. A dificuldade forma o caráter e diz de que minério somos formados.

⁠Sou uma menina malvada, às vezes malcriada quando se fala em paixão. Não respeito, não entendo, não aceito ou compreendo as loucuras que cometem para manter uma relação. Sou assertiva, sou serena, sou prática como os empresários são... Quando acaba o sentimento, levanto vôo e nem penso... Simplesmente parto, sem dar margens a brigas, sofrimentos e muita argumentação...

⁠Encontros, desencontros.. Não podemos deixar que os dissabores sejam a tônica das nossas vidas.. É preciso ser forte, ter foco, determinação. Tudo tem seu tempo e seu momento, levanta a poeira e vai.

Orfandade a Dois

Existe uma orfandade que ninguém vê,
não é de pai, não é de mãe —
é do zelo que se perdeu no meio do caminho.

É deitar ao lado
e sentir frio mesmo com o corpo quente ali.
É ter companhia
e ainda assim conversar com o silêncio.

Sinto falta do cuidado miúdo,
do “vai dar certo” dito nos dias nublados,
do olhar que encoraja
antes mesmo das palavras nascerem.

Sinto falta do afago sem pressa,
do beijo que pousa na testa
como quem promete:
“eu fico”.

Há uma fome de carinho
que não se mata com presença,
porque presença sem ternura
é casa sem luz.

É orfandade de incentivo,
de mãos dadas nas batalhas,
de alguém que veja
e celebre o que há de bom em mim.

Não peço excessos,
peço zelo.
Não peço promessas,
peço cuidado.

Porque pior que estar só
é sentir-se só
no lugar onde o coração
esperava abrigo.

Entre Nós e o Tempo

O tempo passou…
e não passou leve.
Passou pesado,
arrastando aos poucos
tudo aquilo que um dia fomos.

Trouxe a distância —
não só dos corpos,
mas das almas.
A tristeza de deitar ao lado
e ainda assim sentir falta.
A dor de estender a mão
e tocar apenas o vazio.

Trouxe diferenças
que cresceram como muros silenciosos.
Palavras que já não encontram abrigo,
sentimentos que falam sozinhos.

E a indiferença…
ah, a indiferença é a mais cruel.
Ela não grita,
não quebra nada —
ela apaga.
Apaga o brilho do olhar,
apaga o cuidado,
apaga o “eu te vejo”.

A falta de afago machuca.
Machuca porque o corpo lembra
do carinho que existia.
Machuca porque o coração
ainda espera o abraço
que já não vem.

O que era riso virou silêncio.
O que era conversa virou obrigação.
O que era amor virou hábito.

Já não somos encontro de almas —
somos rotina compartilhada.
Somos dois caminhos
que insistem em andar lado a lado
mesmo sabendo
que já não se cruzam por dentro.

E existe uma tristeza funda,
daquelas que não fazem barulho,
mas pesam no peito.

A tristeza de saber
que ainda estamos aqui…
mas já não estamos um no outro.

E dói.
Dói porque foi verdadeiro.
Dói porque um dia foi amor —
e hoje é apenas permanência.

"Se a vida não te desse uma shimada, você continuaria acelerando."