Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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"Quem desiste ao primeiro sinal de dificuldade não ama menos — simplesmente não amou o suficiente para lutar."

"A verdadeira nobreza não está em saber ir, mas em saber ficar e reconstruir quando tudo parece ruir."

"Renunciar é aceitar o fim. Amar é lutar para que o fim não chegue antes de haver esperança."

"Não confunda desapego com desistência. Um é sabedoria. O outro é simplesmente cansaço de lutar."

"Enquanto houver um fio de possibilidade, o amor não se despede. Ele busca caminhos."

Amar Não É Pecado


Amar jamais será errado, jamais será pecado, jamais será perversão. O amor entre duas pessoas capazes nunca será um crime, ainda que leis retrógradas, ignorantes, preconceituosas e criminosas tentem assim torná-lo. Não há barreiras que impeçam sentimentos, desejos e relações consensuais entre adultos conscientes ou adolescentes iniciando suas vidas sexuais e afetivas.
Não importa se a relação é entre duas mulheres, dois homens, um homem e uma mulher, se são pessoas não binárias ou binárias com não binárias. Nada disso impede ou torna um sentimento, um desejo ou uma relação menos digna, menos real, menos válida e, muito menos, menos verdadeira. O amor não vê gênero, classe, cor da pele, o valor que se tem guardado no banco e nem a aparência. O amor apenas é, e não tem como fugir dele. Ainda que tente, o máximo que conseguirá é a tristeza e o arrependimento de não ter vivido o que era seu por direito, assim como a tristeza de uma vida falsa, camuflada e dominada por medos inúteis.
A vida no armário não é vida, assim como fugir do que sente não apaga o sentir, apenas o amplia. Como mostra a psicanálise há séculos, tudo o que reprimimos cresce. A sombra, que é tudo aquilo que escondemos, muitas vezes até de nós mesmos, devora aqueles que tentam, com todas as forças, reprimi-la. É como uma mola que você aperta e, fatalmente, terá que soltar em algum momento, só que, ao invés das suas mãos e possivelmente também os seus braços, machucará a sua alma, e esses cortes podem nunca cicatrizar.
- Marcela Lobato

Não há nada mais bonito que uma arte nascida de uma dor genuína. Por isso "artistas torturados" costumam ser gênios em suas artes.
- Marcela Lobato

Quimeras


Uma nuvem noturna pairava sobre ele
Dia e noite
Noite e dia.
Não via solução pras dores de seu coração.
Já tentara de tudo:
Gritara... ficara mudo.
Sorrira... chorara...
Nada adiantava.
No meio de tudo isso,
deu-se conta de que ninguém se importava...
Começou a duvidar de que a vida não era nada do que sonhara...
Quimeras...
Quem sabe a realidade de todos eram puros devaneios?
Tentavam todos se equilibrar na corda bamba...
Lutar contra a corrente...
Escapar da areia movediça que aos poucos os engolia.
Talvez fosse pura utopia a existência de um lugar onde reinasse dia e noite a alegria.
Aceitou então seu trágico destino: viver entre faces confusas, jogar os dados, consolar-se com perguntas sem respostas... um trevo de quatro folhas de ouro no pescoço... torcer para ganhar as apostas...
Um laço invisível, astúcias astuciosas sempre em ação...
A bater no ritmo da roleta, então, acostumou-se, seu coração.

*Aquilo que o tempo não consegue levar.*


O bar tinha apenas três mesas ocupadas. Um casal discutia em voz baixa no canto, um homem dormia abraçado ao copo como se aquilo fosse uma espécie de documento de identidade, e eu estava no lugar de sempre, perto do balcão, ouvindo uma música antiga sair do junkbox com aquele som cansado de quem também já viveu mais do que deveria.
O dono do bar limpava um copo que nunca parecia ficar limpo. Talvez fosse uma mania. Talvez fosse uma forma de passar o tempo sem precisar pensar nele.
Pedi outra dose.
Não porque precisava beber. Isso seria uma explicação simples demais. Às vezes a gente não procura o álcool. Procura um intervalo. Um lugar onde ninguém pergunte quem você se tornou depois de tantos anos tentando ser alguém.
Fiquei olhando aquelas pessoas espalhadas pelo salão e pensei que todo bar é uma pequena sala de espera.
Cada mesa tem alguém negociando consigo mesmo.
Tem gente tentando esquecer uma conversa que nunca teve coragem de iniciar. Tem gente comemorando uma vitória que já perdeu o sentido. Tem gente rindo alto apenas para não ouvir o próprio silêncio.
Eu conheço bem esse tipo de gente.
Conheço porque já sentei em todas essas cadeiras.
Existe uma despedida que acontece sem barulho. Ela não chega anunciada. Não leva malas. Não deixa bilhete em cima da mesa.
Ela apenas começa a diminuir alguma coisa dentro da gente.
Um dia você percebe que já não ri como antes. Que alguns sonhos perderam a força. Que aquela vontade quase irresponsável de mudar tudo foi substituída por uma lista de desculpas bem organizadas.
É assim que a vida costuma vencer.
Não destruindo.
Adaptando.


Ela não precisa arrancar sua coragem. Basta oferecer conforto suficiente para que você mesmo entregue.
A tragédia não está nos cabelos brancos, nas rugas ou nos anos acumulados.
A tragédia é quando alguém olha para dentro e percebe que virou exatamente aquilo que prometeu nunca ser.
Uma pessoa aceitável.
Uma pessoa que aprendeu a engolir a própria indignação para manter a mesa organizada, o emprego seguro e a fotografia da família sem rachaduras.
Aos poucos, a tempestade vira previsão do tempo.
E depois a culpa vai para os anos.
Como se o calendário tivesse assinado os contratos por nós.
Mas a verdade é menos bonita.
Foram pequenas escolhas. Pequenas desistências. Pequenas covardias guardadas como se fossem maturidade.
O homem do canto pediu mais uma bebida. O casal foi embora sem se despedir. A música mudou no junkbox.
Eu continuei ali.
Pensando que talvez o maior perigo da vida não seja perder tudo.
Talvez seja conservar tudo e perder a si mesmo no processo.
Porque o tempo realmente leva algumas coisas.
Leva a juventude.
Leva a força.
Leva o corpo devagar, sem pedir permissão.
Mas existe uma parte que ele não consegue tocar.
A parte que ainda deseja.
A parte que ainda se revolta.
A parte que ainda é capaz de errar por vontade própria.
Essa parte não morre com o tempo.
Morre quando a gente abandona.
Então eu levantei o copo, não como uma celebração, mas como um aviso para mim mesmo.
Ainda havia alguma coisa ali.
Alguma coisa imperfeita.


Alguma coisa que não tinha aceitado completamente a derrota.
E talvez seja isso que mantém alguns de nós de pé.
Não a esperança.
A esperança é uma palavra muito bonita para uma noite tão cansada.
Talvez seja apenas a recusa silenciosa de entregar tudo.
Porque no fim das contas, o tempo leva apenas o corpo.
O resto...somos nós que deixamos para trás.

Não é egoísmo pensar em si.


Às vezes, passamos tanto tempo nos colocando em segundo lugar, fazendo pelos outros, compreendendo, ajudando e abrindo mão das nossas próprias necessidades… que esquecemos de nós.


E então percebemos algo importante: nem todo mundo vai fazer por nós aquilo que fazemos por eles. Não necessariamente por falta de amor, mas porque cada pessoa está ocupada vivendo a própria história, cuidando das próprias necessidades e fazendo suas escolhas.


Por isso, cuidar de si não é deixar de amar o outro. É simplesmente parar de se abandonar em nome dele.


Você também merece a mesma atenção, cuidado e consideração que oferece ao mundo.

⁠Homens não morrem por algo
de que duvidam. Não é preciso um homem inteligente para olhar ao redor e saber que no mundo falta alguma coisa. Não sou eu, é o próprio Cristo que olha para você e estilhaça suas defesas. E nesse momento você entenderá que é totalmente conhecido de Deus e se sentirá completamente amado.

Jogo cigarros mortos na calçada como quem atira ao chão pequenas versões de si mesmo que já não deseja carregar.

No futuro, seremos apenas uma lembrança. Não exagere nos apegos!

Há dias em que a solidão não está na ausência de pessoas, mas na sensação de ser estrangeiro até dentro da própria casa

Passo as noites lambendo feridas antigas, não porque ainda sangrem, mas porque já me acostumei com a dor.

Ninguém alimenta o cavalo que não monta.

Entre nobres há lealdade.
Entre normais há transparência.
Entre canalhas não há garantia alguma.

⁠Os nobres honram a palavra.


Os normais negociam com transparência.


Os canalhas não honram a palavra e nem se apegam à verdade.

"Homens grandes não respondem a homens pequenos, porque não perdem o foco na visão do futuro."

O ego adora ficar cego.

Não subestime.

Nem se emocione.