Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Nós
A gente se vê e não se incomoda com a linguagem das palavras, nem com a dos corpos.
Na minha visão, somente a sua voz é o meu foco.

Nossos sinais não precisam de explicação: são feitos pela energia, pela telepatia — como o cheiro de doce sob uma lua vermelha, intensa em seu vermelho de magia constante.

Nesse momento, a felicidade torna-se intrigante, e a gente vê e respira poesia em tudo.
Um salve silencioso, cheio de surpresas é transmitido, como energias gritantes, que gritam sem som.
Então, eu acredito na felicidade —
e Deus me livre sair dessa sintonia.

Mas pensamentos pairam como nuvens de chuva e tempestade:
histórias escondem felicidades e tristezas, assim como a vida esconde aquilo que não se pode ver, amar, nem tocar.

Não mate tudo aquilo que depositei em você.
Não se iluda, pois o inferno existe — é insano, mas real.
Não se engane: feche os olhos, sorria e me siga.

Dúvidas
Às vezes, construímos muros e esquecemos por onde sair — ou talvez não queiramos lembrar.
Nessas horas, chuvas de dúvidas persistem e trazem pensamentos tempestuosos.
São esses pensamentos que oscilam a paz do ser humano.
A cada esquina, ruas se formam, e nós continuamos aqui, vivos, em nuvens de interrogações que cobrem a nossa mente.

Máscara
Disfarça e segue, até porque a neve não está caindo.
A inexistência de frio é marcante; apenas o seu coração permanece gelado.

A minha vontade é vê-lo puxar a janela do seu âmago e atirar ao chão a sua máscara, para que, lá embaixo, eu enxergue os seus olhos frios. Mas, ao me levantar e encarar a sua face, percebo que tudo não passa de uma farsa libidinosa para me atrair — um anjo sem escrúpulos.

É isso que séculos de escuridão fazem: transformam uma chuva de verão em tempestade fria. Vou dar um tempo, até que a brisa quente chegue. Temo, às vezes, que ao dormir eu escute o barulho da chuva cair em flocos, que a tempestade gélida retorne e o tremor me atinja.

Meu dom!
Deus nos concedeu um dom. Cabe a nós explorá-lo, meu amigo.
Não é insanidade — é mérito.

Meu melhor remédio
Às vezes, não é questão de medicação; basta vê-lo.
Ao fechar os meus olhos, ouço a sua voz a me dizer coisas.
Entre o corredor da lembrança e da saudade, sigo ouvindo, entorpecida, a letra daquela melodia — aquela música marcante.
Sinto-me forte, até porque você é o meu melhor remédio.

Entre a Claridade e a Escuridão

Você, com toda a sua graça, não conseguiu subir os degraus do meu olhar para enxugar a tristeza que derretia em mim — de um amor assim dito por ti aos quatro cantos do mundo, e que agora se tornou uma hoste de imensa tristeza.

Sim,
hoje saio da sua vida, até porque a gente não rima mais.

Entre a claridade e a escuridão, existe você — alguém sem memória. Acho que ela se dissipou no ar gélido do seu olhar.

Olhe nos meus olhos.
Se você não reconhece o significado de amar, tampouco reconhecerá o rio que desce as montanhas — intenso, inevitável, verdadeiro.

Sonhei que, a qualquer momento, tudo mudaria.
Mas sei que você não vai chorar.
Você já não sabe mais o que o amor representa.
Você não sabe o que é faltar o ar por um amor contido.

Você me fez morrer várias vezes.
Saiba que a fênix é imortal — mas você não.

Agora vejo você aqui, nu em seus sentimentos, em súplica.
Mas o universo está ao meu lado.

Quanto a você, receba o meu silêncio.
E seja feliz.

Correntes Invisíveis
Quando não há confiança e cumplicidade, o abraço não se fecha, e correntes insistem em prender algo inexistente.

O invisível torna-se um sopro em lágrimas que se dissipa no ar. A união vai se tornando cada vez mais distante, e já não se consegue ser o “eu” transparente, pois correntes ausentes parecem prender os pés, o corpo e o coração. Ainda assim, o ser humano consegue seguir, sem entender como foi capaz de tal proeza.

E nós, aqui de fora, lemos o histórico como coadjuvantes de uma história que tenta se manter de cabeça erguida.

Confiança é tudo.

Não era amor

Da janela, olho a praia imensa nesta manhã e ouço conversas, frases sombrias ditas por ti.
Deletei, porque não associei a mim —
ou, pelo menos, não quis acreditar.
Não sofri.
Acho que a praia inteira ouviu,
mas o sentimento dito não era de um amor genuíno.
Foi naquele dia que vi a fila andar.
“Me mate ou se mate.”
Não era amor.
Sinto muito, você está doente.
Sabe, o sofrimento também é evolução.
Você veio, no final, se redimir,
mas a fila já andou.
E, se dói, desperta,
vai para longe e siga o seu caminho.
Sei que falei que esse amor poderia ser também um rio imenso e lindo.
Mas nem mesmo o rio é sempre beleza:
ele tem barrancos e curvas,
galhos e excrementos.
Menina, olha o rio…
ele já nem corre mais.
Então decidi não entrar em suas águas turvas e profundas.
Sinto muito, mas não doeu.
“Me mate ou se mate.”
Não era amor.

Onde a alegria mora

Não fica assim, menina.
A extensão desta vida é incerta, e não há replay.
Tudo fica guardado na memória.

Eu sei que dói quando o rio desce, quando as lágrimas transbordam.
Mas, se doer muito, lembre-se de que um dia você foi muito feliz.

Hoje, as lágrimas ocupam um espaço que um dia foi sorriso.
E, se continuar a doer ainda mais,
me abrace e perceba que eu ainda sou seu amigo.

Amanhã, a sua manhã pode ser uma surpresa.
E, se outro sem noção aparecer, barre-o, para não permitir que ele desperte gatilhos.
Não deixe que a tempestade encontre morada na sua alegria.

Às vezes, um grande amor pode estar ao seu lado nas horas alegres —
e, principalmente, nas horas tristes.
É aquele que se enverga para que você não seja atingida;
é aquele que estende as mãos quando você já não tem forças para estender as suas;
é aquele cujos ombros lhe servem de apoio.

Me abrace e perceba que eu ainda sou seu amigo.

Amo você

Entre o Sim e o Não

Quando o “não” chega ás nossas vidas, como anunciá-lo ao coração e fazê-lo compreender? Como explicar a quem sempre teve o “sim”, nas mãos que, às vezes, o não é a única opção.

Silenciaram a voz, não a verdade
🇧🇷 Justiça para Yu Menglong 🇧🇷

Entre luzes e brilhos, deixei-me levar pela crença de que no mundo existiam seres humanos e anjos.
Meus olhos foram cegados para a maldade humana. Acreditei na amada e nos amigos que diziam ser.

Meu desejo era apenas viver a felicidade de cantar e atuar, assim como cuidar do bem-estar da minha família.

Cordas invisíveis da maldade mantiveram meu corpo preso em uma rede de perigo e horror que eu não acreditava existir. Meus gritos foram abafados entre risadas e danças maquiavélicas. Quando abri os olhos e tentei mandar sinais, mesmo com os machucados camuflados na pele, já era tarde demais.

Levaram dentes, pele, pedaços de mim e até minha dignidade. Ceifaram minha vida acreditando que eram deuses e que o Deus da justiça não os atingiria.

Agora, sentado no maior pódio que o universo tem e brilhando como uma estrela — pois sou uma — assistirei até que a justiça seja feita.

🇧🇷 Justiça para Yu Menglong 🇧🇷

Quando o Jardim silencia

Sempre que olho para um jardim cujo cuidador não tem a nobreza de podar, mexer a terra, adubar e nem mesmo regar, sinto-me triste; um arrepio atravessa-me diante da delicadeza de uma flor negligenciada.

Ao vê-las assim, é como se estivessem doentes, tristes, chorando de dor e sede. Eu também me entristeço — é como ouvir seu lamento por não poderem correr em busca de socorro.

Acredito que a empatia deve estar acima de tudo, diante da essência e da beleza da nossa natureza.

Olhos rasos

Não se deslumbre com os olhos de quem só enxerga beleza no que já é considerado belo. Há quem seja capaz de encontrar o belo até naquilo que muitos chamariam de imperfeito.

Isso porque, um dia, o tempo leva tudo — inclusive aquilo que você julga ser o mais importante: o seu corpo.

Mas acredite: existem olhares que apenas veem… e existem aqueles que escolhem, cuidadosamente, encantar-se com a beleza que o tempo amadurece.

Amor não se dissolve

Sempre pedi ao universo um amor puro e verdadeiro, justo e transparente.
Mas eu me negaria a receber um amor líquido — que Deus me proteja —, pois esse tipo de amor inconsequente seca minha garganta, cega meus olhos, gela meu corpo e sela minha boca.

Esse amor sem compromisso, leviano, não flui em mim.
Prefiro os toques que permanecem, os beijos que acalentam e os abraços que aquecem — algo duradouro, de verdade.

E viva a força do amor.

Além dos olhos

Não sou de olhar nos olhos, pois sei que a hipocrisia se instala com facilidade nessa janela… ainda assim, sempre reconheço para onde o seu olhar insiste em vagar.

No Centro do Caos, Nós

Pensando aqui… aqueles que estão no poder não têm poder; são apenas figuras meramente ilustrativas. De um lado, humanos agindo como demônios; do outro, demônios tentando ser humanos — e, no centro, estamos nós.

Nosso mundo está infestado de máscaras. Há, assim, muitos “mortos” se deliciando no mundo dos vivos, tentando corroer a decência humana. E eu, aqui, sigo no meu próprio ritmo, mesmo que, muitas vezes, precise enxugar o choro ao presenciar tantas injustiças.

E como não falar das vezes em que, escondida nas entranhas do universo, está lá a senhora mentira, representando os desejos não realizados de muitos? A nossa luta é tão intensa que, de repente, nos vemos como sombras escondidas na luz. O cansaço domina, e então paramos — não porque nos faltem armas, mas por falta de esperança, por duvidarmos se ainda vale a pena.

E, com isso, a vida de cada um vai passando lentamente por entre nós, provando que, mesmo assim, em sua perfeição imperfeita, a vida é linda… e vale, sim, vale muito a pena.

O Despertar da Verdade

O sistema controla tudo, mas não o meu coração.

Fico pensando que, no vale, também há luz e tempestade; sendo assim, acredito que ele seja uma mansão de sentimentos, e não um depósito de ilusões. Digo isso porque você mente tanto que chego a duvidar até das águas passadas.

Mas, ainda assim, digo a ti: não se pode jogar a verdade na valeta dos escombros, até porque, um dia, ela desperta e luta, exigindo o que é seu.

Ecos de um Amor que Não Volta

Cada amor tem uma história.

E, se as ondas de lembranças invadissem o coração, talvez levassem embora o eco do vazio de uma vida inteira.

É certo que, às vezes, a linha do tempo fica desordenada, fragmentada. Nesses momentos, chega a ser curioso, porque há ocasiões em que nem o próprio dia parece compreender que a escuridão de um lindo manto brilhante chega todas as noites.

Então, penso: se a gente ama e o amor vai embora, devo aceitar a frase “você ama, então o amor volta”?

Não, não volta. Até porque, se voltasse, seria visto de outra forma — não seria o mesmo. Carregaria algo diferente junto com aquele sentimento. E, ainda assim, se realmente voltasse, talvez não houvesse tantas desilusões e sofrimento.

Fico em dúvida: será que minha visão está diferente? Houve mudança?
É… pode ser que sim.

Raiz, Não Rótulo

Ouvi dizer que fui narcisista.
Nunca concordei, e hoje tenho a certeza de que sempre fui raiz.

No amor, há muitos amores,
e cada vida é única em seus ensinamentos e espelhos.

Tudo teve, e ainda tem, o sabor de um amor sincero.
E a minha sensação, tão importante para mim,
carrega o gosto sereno de missão cumprida.