Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
É mãe (Liliany De Almeida), acontece que eu não consigo ver nada melhor do que esse texto para, no dia de hoje, transmitir tudo que sinto por você...Acontece que hoje, com meus vinte de dois anos, jovem, muito jovem é claro, vejo nesse texto algo muito além. Hoje vejo com outros olhos o que há onze anos atrás eu escrevi num pedacinho de papel, no chapeuzinho vermelho. Você foi a primeira a me ensinar a amar, a respeitar, a dar valor à vida, aos amigos, aos familiares. Toda vez que dividiu suas angustias, medos, e principalmente felicidade.Todas as vezes que estava do meu lado quando eu passava pelas mesmas coisas e ultimamente estamos passando ainda mais, pela Arquitetura.
Oamor de mãe, pra mim é a coisamais singular que existe no mundo, o amor acolhedor, o amor que ensina, que provoca risos, lágrimas, que faz com que eu me sinta especial, protegido. Nos seus braços eu sinto o verdadeiro amor, aquele que não existe em quase lugar algum.
Saiba de uma coisa; eu te amo, e muito. Amo mais que conseguiria amar qualquer outra coisa, qualquer outro alguém. A ligação que temos, é forte demais. É o mesmo sangue, a mesma carne, a mesma profissão (hahaha).
Agora, espero que toda vez que lembrares daqueles meus textinhos com desenho, daquelas mal escritas, cheio de garranchoveja o seu significado com outros olhos. Sei que não existem palavras suficientes pra descrever tudo que sinto por você, e mesmo que houvesse, ainda assim não seriam suficientes. Nosso amor é transcendente, está acima de tudo aqui. Espero que com essas palavras tenha conseguido te mostrar apenas uma fração de tudo que por ti sinto, de tudo que sou agradecido. Escrever issosignificam para mim muito mais do que te dar qualquer outro presente, pois isto aqui, vem do coração, vem com sinceridade, vem com amor. Feliz dia das mães. :)
Eu me sentia como se estivesse no inferno.
E compará-lo com o inferno de outra pessoa não diminui em nada a dor do meu.
"Meu anjo da guarda é forte, comédia não ganha espaço, se eu caio três vezes, ele me levanta quatro."
Amar é completamente diferente de viver dizendo eu te amo. Quem ama muito, não fala. Quem fala muito, não ama.m
Fico aqui sonhando acordado
O tempo passa
E eu não tiro você do pensamento
Sentimento aqui bem guardado
Gosto do teu abraço
E o teu perfume no vento
Meu coração não cansa de te amar assim
Cada vez mais
O melhor sonho,
Encontro em você tanta paz
Vou pedir ao nosso meigo Salvador
Quero estar contigo seja onde for
O Criador fez assim...
Desenhou você pra mim
É brilho no olhar,
Por isso eu vou cantar assim...
Ah! Eu te amo...
Quero ficar do teu lado
Pra sempre te amo!
Eternos apaixonados
Pra sempre te amo!
"Não fique parado esperando essa dor passar, não fique parado esperando ele ou ela voltar, eu quero que você a partir de hoje você siga em frente, tá me entendendo? Uma hora você vai encontrar alguém que te ame de verdade e que te faça feliz. E se for preciso, procure outras pessoas que já foram importante pra você ou lute para conseguir novas, o segredo está em confundir o seu cérebro, tente gostar de outra pessoa somente pra que o seu cérebro mesmo que por alguns não sabe quem ele quer, quando você está gostando de duas pessoas ao mesmo tempo quer dizer que nesse momento você não está amando nenhuma das duas e isso acredite, já é um grande começo. Substituir um sentimento é muito mais rápido e fácil do que simplesmente destruir ele."
—
Não creio, senhor, que tenha o direito de me dar ordens; apenas por ser mais velho que eu, ou porque viu mais do mundo do que eu; sua reivindicação à superioridade depende do uso que fez de seu tempo e experiência.
Eu sou o tipo de amigo que te ajuda até a esconder um cadáver, mas se pisar na bola, não se esqueça que eu sei como esconder um cadáver.
Não Importa se os outros não oram, eu vou orar! Não importa se os outros não leem a bíblia, eu vou ler!
Você ta pensando que o amor é fácil ? Pois eu te digo que não é, pra amar temos que superar obstáculos e temos que saber perder, porque ai quando você ganhar, vai saber dar valor na sua vitória ! “
Eu não busco a perfeição em ninguém
Não quero que busquem isso em mim.
"Hoje será um grande dia,o dia do meu suicídio. Eu não sei oque as pessoas vão pensar ao me ver jogada no chão sangrando. Eu não sei se elas iriam chorar por horas,querendo me ter de volta perto deles. Mais agora é tarde demais pra pensar nisso. Não tive culpa,não fui a culpada de nada oque aconteceu. Eu sempre quis que meus pais tivessem orgulho de mim,do mesmo jeito que eu vejo com os pais das meninas do colégio. Meus amigos? Não sei se sentiriam minha falta,talvez até sentiriam,mais logo vai passar. Não sei oque eles vão pensar quando descobrirem que eu morri,eles não podem pensar em nada agora,eles foram os culpados. Sim,eles foram! Eles sempre fizeram piadinhas de mau gosto comigo,e eu ri pra não deixar eles sem graça na frente de outras pessoas,mas por dentro só eu sabia o quanto aquilo acabava comigo. As meninas do meu colégio? Ah,eu sempre quis ser amiga delas,mas pelo jeito elas não queriam pois viviam me chamando de palavras que é de partir o coração. Mais já passou. Os meninos do meu colégio? Riam de mim. Riam da minha dor. Eles me faziam chorar,me trancavam no banheiro,e me diziam coisas horríveis como se eu fosse um monstro,mas eu sabia que eu não era,mas eles queriam que eu pensasse que fosse. Eu espero que saibam que eles que foram os motivos de eu estar querendo fazer isso. Eu não queria,juro que não queria,mais foi preciso. Espero que eles se arrependem,pois não vou me arrepender do que estou decidida a fazer. [….] Agora são 23:45hrs,estou fazendo meu primeiro corte,está doendo muito. Está começando a piorar,agora é o segundo,daqui a pouco o terceiro,o quarto e logo em seguida estarei cheia de cortes pelo meu corpo inteiro. Disseram pra mim cortar na vertical,seria mais rápido e menos doloroso. É isso que estou fazendo agora. Ah,Minhas forças estão se acabando,acho que chegou a minha hora. […] A hora dela tinha chegado,e ela sabia disso. Pois as últimas palavras dela foram ” eu sinto muito papai e mamãe"
— Não, eu não vou suicidar. Mas uma pessoa a cada 30 segundos está fazendo isso.
Eu não deixaria o amor passar, nem por vaidade, nem por orgulho e nem por medo de deixar de viver. O que ninguém percebe é que amar não consiste em abster-se e que estar sozinho nem sempre significa ser livre.
Não confunde-se solidão com liberdade.
Amor que não é entregue, por qualquer que seja o motivo, é desperdício. Mais do que isso, é egoísmo.
Há na vida, muitas coisas que são prescindíveis ou remediáveis, mas o amor, não!
Não importa o que você diga sobre amor
Eu continuo querendo mais
Deixo minha mão no fogo
Mais cedo ou mais tarde, eu consigo o que estou pedindo
Não importa o que você diga sobre a vida
Eu aprendo toda vez que sangro
A verdade é uma estranha
A alma está em perigo
Eu tenho que deixar meu espírito ser livre
Para admitir que eu estou errada e depois mudar de idéia
Desculpe-me, mas eu tenho que seguir em frente e te deixar para trás
Eu não posso perder tempo, então dê um momento
Eu percebi que nada está quebrado
Não preciso me preocupar com tudo que eu fiz
Vivo cada segundo como se fosse o último
Não olho para trás, tenho um novo caminho
Eu te amei uma vez, precisava de proteção
Você ainda é uma parte de tudo que eu faço
Você está no meu coração como uma tatuagem
Como uma tatuagem
Eu sempre terei você
Eu sempre terei você
Cansada de jogar todos esses jogos
Não se trata de tomar um lado
Quando eu olhei no espelho, não aliviou
Machucou o suficiente para pensar que eu poderia parar
Admito que eu estou errada e depois mudo de idéia
Desculpe-me, mas eu tenho que ser forte e te deixar para trás
Se eu viver cada momento,
Não mudará momento algum
Ainda uma parte de mim em você,
Eu nunca me arrependerei de você
A lembrança de você ainda
Marca tudo que eu faço
A única coisa que eu queria agora
era colocar a minha mente no modo não perturbe
e desativar os sentimentos,
só por um instante.
Silenciar esse barulho dentro do peito,
deixar o coração em repouso,
como quem fecha uma janela
para que a tempestade passe lá fora.
Não para deixar de sentir para sempre,
mas apenas para respirar um pouco
sem o peso de tudo que transborda.
Porque há momentos
em que a alma só precisa
de silêncio
para não se partir. 🌙
Carta de mim para mim
Um lembrete para que eu não esqueça o quanto sou amada e protegida por Deus, até nos mínimos detalhes.
Mesmo quando, por tantas vezes, não consigo me perceber assim.
Sou especial.
Uma joia única, lapidada pelas mãos Dele, carregando em mim uma essência rara e uma cultura singular que me atravessa e me forma.
Já percebi, em muitos momentos da vida, que sou como as meninas dos olhos de Deus.
Mesmo quando o mundo parece desmoronar, existe um certo cuidado ao meu redor, uma proteção silenciosa que me sustenta.
E eu sei: isso é obra Dele.
Mas às vezes a gente se perde…
fica sufocada em meio a tantas coisas, tantos pesos, tantos silêncios.
É fácil se sentir pequena diante do barulho do mundo, diante das dores que atravessam a alma e confundem o coração.
Por isso é preciso parar.
Respirar.
Lembrar.
Lembrar de tudo aquilo que já atravessei.
Lembrar das vezes em que pensei que não suportaria e, ainda assim, fui sustentada.
Lembrar que há uma presença cuidando de mim, mesmo quando meus olhos cansados não conseguem enxergar.
Então deixo este lembrete.
Esta carta de mim para mim mesma.
Para que, nos momentos de escuridão, quando a fé vacilar e o coração se apertar, eu consiga trazer à memória o meu valor.
Que eu me recorde de quem eu sou, de quem me sustenta e do amor que me guarda.
E que, mesmo nos dias em que tudo parecer desmoronar, eu nunca esqueça:
sou profundamente amada,
cuidada em silêncio,
e protegida por Deus.
E ainda assim reforço a mim mesma: sou amada e protegida por Deus até nos mínimos detalhes.
Mesmo quando o mundo parece desmoronar ao meu redor, há um cuidado silencioso que me envolve, uma presença que me sustenta quando minhas próprias forças vacilam. Já percebi tantas vezes que sou guardada como as meninas dos olhos de Deus.
Mas a vida, às vezes, pesa. Há dias em que a alma se sente sufocada em meio a tantos ruídos, tantas dores que tentam me fazer esquecer quem sou.
É nesses momentos que preciso parar.
Respirar.
E lembrar.
Lembrar que existe uma mão invisível me guiando, um amor que me protege mesmo quando não consigo ver.
Por isso deixo mais uma vez este lembrete, esta carta de mim para mim mesma.
Para que, quando a escuridão tentar me envolver, eu consiga trazer à memória o meu valor, recordar o quanto sou amada e reconhecer, mais uma vez, que nada do que sou nasceu por acaso.
Fui pensada, cuidada e guardada por Deus, até aqui. ✨
Carta para quem talvez nunca tenha imaginado o quanto
Eu não sei exatamente em que momento você começou a morar aqui. Talvez tenha sido antes de eu perceber. Talvez tenha sido naquele primeiro instante em que alguma coisa em você me chamou a atenção de um jeito que eu não soube explicar. Não foi necessariamente uma frase, um gesto, uma beleza específica. Foi qualquer coisa mais difícil de nomear. Uma espécie de reconhecimento sem memória. Como se meus olhos tivessem encontrado alguma coisa que meu coração já conhecia.
E isso é estranho. Porque eu sempre desconfiei dessas coisas que chegam sem pedir licença. Sempre achei um pouco perigoso aquilo que nos tira do lugar, aquilo que começa pequeno e, quando percebemos, já encontrou uma gaveta dentro de nós onde ninguém mais tinha entrado. Você fez isso. Entrou sem fazer barulho. E talvez seja por isso que demorou tanto para eu admitir. Eu poderia dizer que foi apenas curiosidade. Que gostei de conversar com você. Que achei interessante a maneira como você pensa, a maneira como olha, a maneira como existe no mundo. Poderia. Seria mais fácil. Mas há uma diferença enorme entre aquilo que é fácil de dizer e aquilo que é verdade.
E a verdade é que eu me interessei por você. Mais do que deveria, talvez. Mais do que eu pretendia. E, principalmente, mais do que eu deixei transparecer. Porque existem interesses que são leves. A gente conhece alguém, gosta da companhia, sente vontade de conversar outra vez. E existem aqueles que começam a ocupar um lugar diferente. Você ocupou esse lugar. Comecei a querer saber coisas que não eram necessárias. O que você pensa quando está sozinho. O que te faz sorrir de verdade. O que te entristece e você não conta. O que você procura quando ninguém está olhando. Que tipo de silêncio você prefere. Que música te encontra quando o dia pesa. Que lembrança ainda consegue tocar você.
E comecei a perceber que meu interesse já não era apenas por aquilo que você me mostrava. Eu queria conhecer aquilo que você escondia. Talvez seja aí que o sentimento comece. Quando a curiosidade deixa de ser sobre a superfície e passa a desejar profundidade. Eu quis conhecer você. Não a versão que aparece para o mundo. Você. E isso me assustou um pouco. Porque conhecer alguém é uma forma silenciosa de se colocar em risco. A gente começa querendo descobrir o outro e, quando percebe, está oferecendo partes de si também. Foi assim comigo. Enquanto eu tentava entender você, você foi encontrando caminhos para dentro de mim. E eu nem percebi quando aconteceu.
Há coisas que eu nunca te disse. Não porque não existissem. Justamente pelo contrário. Algumas coisas permaneceram caladas porque eram grandes demais para caber numa conversa qualquer. Eu pensei em você muitas vezes. Em momentos completamente inadequados. No meio de alguma tarefa. Enquanto ouvia uma música. Quando alguma coisa me lembrava uma conversa nossa. Quando eu via determinada paisagem. Quando acontecia alguma coisa que eu imediatamente pensei: isso faria sentido para ele. E talvez você nem imagine a quantidade de vezes em que esteve presente em pensamentos que nunca chegaram até você. É curioso como alguém pode estar tão ausente da nossa rotina e, ainda assim, tão presente dentro dela.
Você não estava aqui. Mas aparecia. E eu acho que esse é um dos mistérios mais bonitos e mais cruéis do afeto. A presença nem sempre precisa de presença. Às vezes, basta uma lembrança. Uma voz. Um jeito de olhar. Uma frase. Uma possibilidade. Sim, uma possibilidade. Talvez tenha sido isso que mais me prendeu. A possibilidade. O que poderia existir entre duas pessoas quando elas finalmente deixam de medir tanto os passos. O que poderia acontecer se ninguém tivesse medo. Se ninguém tentasse parecer menos interessado do que realmente está. Se ninguém esperasse o outro dar o primeiro sinal. Se não houvesse orgulho. Se não houvesse distância.
Se simplesmente pudéssemos dizer: eu gosto de você. Eu quero conhecer você. Eu tenho curiosidade sobre nós. Eu penso em você. Eu sinto sua falta. Eu gostaria que você estivesse aqui. Talvez seja muito. Talvez seja exatamente o necessário. Eu não sei se você percebeu algumas das minhas tentativas. Talvez tenha percebido. Talvez tenha interpretado como outra coisa. Talvez eu mesma tenha feito questão de esconder tão bem que até você acreditou que não havia nada ali. Mas havia. Havia interesse. Havia expectativa. Havia aquele pequeno movimento interno toda vez que seu nome aparecia. Havia a vontade de prolongar uma conversa que já poderia ter terminado. Havia a vontade de saber mais. Havia aquela espera disfarçada de indiferença.
E havia também medo. Medo de gostar mais do que deveria. Medo de demonstrar e descobrir que o sentimento não era correspondido na mesma medida. Medo de criar uma história inteira a partir de pequenos sinais. Porque quem sente também inventa. Às vezes, inventa futuros. Inventa encontros. Inventa conversas que nunca aconteceram. Imagina como seria ouvir determinadas palavras da boca de alguém. Imagina uma mão encontrando outra. Um abraço demorando um pouco mais. Um olhar que não precisa fugir. Um silêncio que não constrange. Eu também imaginei. Mais do que você poderia imaginar.
E talvez essa seja uma das minhas maiores confissões. Eu imaginei você perto. Não necessariamente de uma maneira grandiosa. Não precisei imaginar grandes acontecimentos. Às vezes eu só imaginava você chegando. Sentando perto. Falando qualquer coisa. Me olhando daquele jeito que talvez você nem saiba que tem. E eu descobria, dentro da minha própria imaginação, que algumas presenças não precisam fazer nada extraordinário. Elas simplesmente tornam o lugar diferente. Você tem esse efeito em mim.
Eu também pensei nas coisas que não aconteceram. E isso é estranho porque normalmente sentimos saudade do que vivemos. Eu sinto, às vezes, saudade de coisas que nem chegaram a existir. Saudade de uma intimidade que não tivemos. De conversas que não terminamos. De encontros que poderiam ter acontecido. De momentos que ficaram apenas na possibilidade. Talvez exista uma espécie de saudade do futuro. Uma saudade antecipada daquilo que poderia ter sido. E talvez seja isso que acontece quando alguém desperta em nós uma possibilidade bonita demais para ser ignorada. A gente começa a sentir falta antes mesmo de possuir.
E eu não quero possuir você. Essa talvez seja outra coisa que preciso dizer. Eu quero encontrar você. Há uma diferença enorme. Possuir é querer garantir. Encontrar é querer conhecer. Eu não quero colocar você dentro de nenhuma definição. Não quero transformar o que sinto em cobrança. Não quero transformar carinho em obrigação. Não quero que você fique porque percebeu que alguém gosta de você. Quero que fique se também houver em você essa vontade. Porque, para mim, reciprocidade sempre foi mais bonita do que insistência. Eu não quero convencer ninguém a me escolher. Quero ser escolhida.
Talvez por isso eu tenha ficado tantas vezes em silêncio. Não por falta de sentimento. Mas porque algumas coisas perdem a beleza quando precisam ser imploradas. Você sabe o que é mais curioso? Eu não queria gostar de você desse jeito. Não havia nenhum plano. Nenhuma decisão. Nenhuma intenção. Foi acontecendo. E talvez seja justamente isso que torna tudo tão verdadeiro. Eu não sentei diante da vida e disse: agora vou gostar dessa pessoa. Não. Aconteceu enquanto eu estava vivendo. No meio de outras coisas. Enquanto tentava entender meus próprios caminhos. Você simplesmente apareceu em algum lugar entre um pensamento e outro. E ficou.
Talvez tenha sido por isso que eu demorei tanto para chamar pelo nome. Porque nomear um sentimento é também reconhecer que ele existe. E eu não estava pronta. Ainda não sei se estou. Mas hoje consigo dizer. Eu gostei de você. Eu gosto de você. E existe alguma coisa em mim que ainda gostaria de descobrir até onde isso poderia chegar. Pronto. Está dito. E olha como o mundo não acabou. Talvez algumas verdades só pareçam assustadoras enquanto permanecem presas dentro da gente. Quando saem, respiram.
Também preciso confessar que houve momentos em que eu quis que você percebesse sem que eu precisasse dizer. É uma expectativa meio infantil, eu sei. Mas existe. Eu queria que você notasse uma mudança na minha voz. Um cuidado diferente. Um silêncio mais comprido. A maneira como eu olhava. Queria que você entendesse certas entrelinhas. Que percebesse quando uma pergunta era, na verdade, vontade de proximidade. Quando uma conversa aparentemente casual escondia a vontade de ficar mais um pouco. Quando um simples "como você está?" queria dizer: me conta tudo. Me deixa entrar. Me deixa conhecer esse lugar onde você se esconde.
Mas talvez eu tenha esperado demais dos seus olhos. Talvez ninguém seja obrigado a decifrar aquilo que não foi dito. Talvez eu tenha confundido delicadeza com comunicação. Porque amar ou gostar também exige coragem. E eu nem sempre tive. Algumas vezes eu fui covarde. Fingi não esperar. Fingi não me importar. Fingi que tanto fazia. Quando não fazia. E você talvez nunca tenha sabido.
Há uma parte de mim que gostaria de perguntar: Você também pensou em mim? Em algum momento, meu nome apareceu no seu pensamento sem motivo? Você já quis me procurar e desistiu? Já abriu uma conversa e ficou olhando para a tela? Já teve vontade de me dizer alguma coisa e decidiu guardar? Já imaginou como seria se a gente tivesse mais tempo? Já sentiu falta sem saber exatamente de quê? Eu gostaria de saber. Não por vaidade. Por humanidade. Porque existe uma solidão muito particular em sentir algo sozinho.
E talvez eu esteja escrevendo esta carta justamente para atravessar essa distância. Não para exigir respostas. Mas porque, às vezes, a verdade precisa existir fora da nossa cabeça. E a minha verdade é que você me despertou. Despertou curiosidade. Desejo. Ternura. Vontade. E uma espécie de esperança que eu não pedi. Você me fez olhar para algumas partes de mim que estavam quietas. E isso, por si só, já significa alguma coisa.
Eu não sei o que faremos com tudo isso. Talvez nada. Talvez esta carta seja apenas uma carta. Talvez amanhã a vida continue exatamente como estava. Talvez você leia, sorria, fique em silêncio e siga seu caminho. E eu seguirei o meu. Mas existe uma beleza estranha em saber que, pelo menos uma vez, eu não escondi. Eu não diminuí. Não disfarcei. Não fiz parecer menos importante para parecer mais segura. Eu simplesmente disse.
Eu gostei de você. Eu me interessei. Eu pensei. Eu imaginei. Eu quis. Eu esperei. Eu senti. E talvez tenha sido uma das coisas mais bonitas que me aconteceram. Porque nem todo sentimento precisa virar história para ter sido verdadeiro. Alguns sentimentos existem para nos lembrar que ainda somos capazes de ser tocados. Ainda somos capazes de desejar. Ainda somos capazes de esperar. Ainda somos capazes de olhar para alguém e sentir que existe alguma coisa ali que não sabemos explicar.
E talvez você tenha sido isso para mim. Uma coisa inexplicável. Uma dessas pequenas desordens bonitas que a vida provoca quando quer nos lembrar que ainda estamos vivos. Se um dia você me perguntar quando tudo começou, talvez eu não saiba responder. Talvez eu diga que foi aos poucos. Talvez tenha sido naquele primeiro olhar. Talvez numa conversa. Talvez em alguma coisa que você nem percebeu que fez. Ou talvez tenha começado antes, naquele lugar misterioso onde as pessoas se encontram antes mesmo de saberem que estão se encontrando.
Não sei. Mas sei quando percebi. Foi quando comecei a esperar. E esperar por alguém é uma das formas mais silenciosas de confessar interesse. Porque a gente pode dizer que não espera. Pode ocupar as mãos. Pode seguir a rotina. Pode conversar com outras pessoas. Pode fingir que não olha o telefone. Mas o coração sabe. Ele sabe exatamente quem espera. E eu esperei você algumas vezes. Talvez ainda espere. Só não sei mais se devo chamar isso de espera.
Talvez seja apenas uma porta que eu não fechei. Porque ainda existe em mim uma curiosidade bonita sobre nós. Não uma promessa. Não uma exigência. Uma possibilidade. E, se algum dia você quiser atravessá-la, talvez encontre alguém que não estava procurando por você, mas que ficou feliz quando você apareceu. Alguém que não precisa que você seja perfeito. Que só gostaria que você fosse verdadeiro. Alguém que não quer ser perseguido nem perseguir. Que gostaria apenas de sentir que existe vontade dos dois lados.
Alguém que não quer uma história inventada. Quer presença. Olho no olho. Conversa. Cuidado. Desejo. Riso. Silêncio. Abraço. Verdade. Talvez seja simples. Talvez seja tudo.
E agora que escrevi tudo isso, sinto vontade de apagar. Não porque não seja verdade. Mas porque algumas confissões ficam enormes depois que saem da gente. Enquanto estavam dentro, pareciam pequenas. Agora ocupam sete páginas. E talvez seja isso que o sentimento faça. Ele começa como uma palavra. Depois vira pensamento. Depois saudade. Depois vontade. Depois silêncio. E, quando finalmente encontra coragem para sair, percebemos que sempre foi muito maior do que imaginávamos.
Então não. Eu não vou apagar. Vou deixar que exista. Como existem todas as coisas que, de algum modo, tocaram a nossa vida. Você existiu em mim. Existe. E talvez amanhã exista de outra maneira. Mas hoje, pelo menos hoje, eu queria que você soubesse: eu não fui indiferente. Nunca fui. Só fui cuidadosa demais com aquilo que sentia.
E talvez, no fundo, eu estivesse esperando que você tivesse coragem de descobrir sozinho. Agora você sabe. O resto... o resto eu deixo para a vida. Porque algumas histórias não precisam ser empurradas. Se forem verdadeiras, encontram um jeito de continuar. E, se não continuarem, ainda terão sido verdadeiras enquanto existiram.
Quanto a mim, fico com a parte mais bonita: a de ter encontrado alguém que, sem sequer perceber, fez meu coração sair um pouco do lugar. E talvez você nunca saiba o tamanho disso. Mas agora, pelo menos, sabe que aconteceu. E isso já é uma forma de encontro.
Jorgeane Borges
Publicado em 8 de outubro de 2026
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