Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
As reflexões gritam,
eu as libero
Elas criam asas
e vão
Ouve quem quer,
filtra, abstrai
ou ignora.
Simples assim!
Pula corda
Joga eu, joga Maria
Joga a corda devagar
Cada uma, em uma ponta
Que a Rosinha vai pular.
Um homem bateu em
minha porta, e eu ...
Sai Rosinha entra Maria
Meninas boas no pulo
Não erram, mas se cansam
E assim param de pular.
Senhores e senhoras ...
E vá para o olho da rua...
É verdade, que entre o meu eu lírico e eu, abriu-se um abismo. E na tentativa de nos entender, percebemos que há também entre nós, um moinho. Este, alterna-se com o abismo. E entre a distância -entre nós, e o moinho que nos mistura, estão os mais eloquentes versos.
Desacelerei de verdade agora. Estou sem pressa nenhuma. Meus 47 anos, estão exigindo que eu viva intensamente cada instante, cada momento. Não posso perder de vista meu amanhã, e nem poderia deixar de viver e sentir o agora, que é urgente, mas o vivo sem pressa. Deixando que meu corpo e minha mente, sintam a paz do respirar, do sentir o ar nos pulmões, do calor de um abraço, do beijo ardente ou maternal, do sorriso na face do outro, e do riso que amo sentir brotar de mim. E assim, dentro da minha serenidade necessária, a paixão pela vida é fogo ardente em mim, vivendo o hoje, na certeza de um amanhã sempre feliz.
Em meus devaneios poéticos, sempre ouço meu eu lírico dizer: _Toma mais esta dose de versos, que passa!
Se te perguntarem como é após o tombo, responda:
_ É só vitória! Porque eu caí sim! Mas levantei. O vento levou a poeira, o tempo veio, e com ele, o caminho para minha vitória.
(Re) encontro
Estavas tu
A minha espera
E eu furtivamente
Ia ao teu encontro.
Meu coração
Da angústia
Fez-se euforia
Na sofreguidão
Daquela espera
Na voracidade dos meus furtivos versos,
eu te trago em cálice quente,
do qual jamais poderá escapar.
Ando como um pedinte, sem ter a quem pedir, atravessando meu deserto solitário. Mas eu vejo um oásis bem próximo adiante. E logo ao amanhecer, depois que eu descansar e vencer este dia, chegarei lá. Eu creio!
Certamente eu reconheço o quão pequena sou. E isso me faz saber que cada dia mais, irei precisar de uma mão, um ombro amigo ou quem sabe um colo. Não, não é "vitimismo"! É a mais pura consciência de quão imperfeita sou, e que provavelmente nunca estarei completamente pronta. Ando trilhando um caminho hoje desconhecido... e quem sabe onde o mesmo vai dá? Todos os dias novos rumos precisamos trilhar, e isso nos torna pequenos, apenas meninos diante do mistério que é a vida.
Permita Senhor...
Que a força da fé permaneça comigo
Que eu continue serena, levando paz onde quer que eu vá
Que a minha dor não transborde a ponto de ser espinho, de ferir, de magoar
Que a serenidade da fé em ti, me faça continuar a sorrir.
Elementos essenciais
Sou eu a esperança
viva no colo da mãe
que amamenta sua criança
viva no coração do profeta
que semeia esperança.
Para muitos, movo o mundo
para outros estou perdida
por contas das injustiças
que massacram muitas vidas.
Se você precisa de força
contra toda a injustiça
então estou eu aqui
podemos mudar o mundo!
vem! te ajudo a prosseguir.
Se me junto a esperança
tudo podemos mudar
mesmo com as injustiças
nunca iremos fracassar.
União é sempre necessária
por isso eu, estou aqui
união, força e esperança
juntos de mãos dadas
fica fácil conseguir .
Somos elementos essenciais
o que a humanidade precisa
sem falar na fé, e no amor
que o amor de deus justifica.
Esperança, força, e união
somos mais que a injustiça
juntando a fé e o amor
promovemos a ajustiça.
Sem querer às vezes
Eu saio de mim
E sem que eu perceba
Te observo, te busco
Te querendo pra mim.
BMelo ✍️
Astúcia
Ela chegou sorrateira
De repente, eu sofri
E quando pensou
Que havia vencido
Eu a peguei...
Dei-lhe um beijo
Ela sorriu...
E o que era tristeza
Passarinho virou.
Uma semente
Sou eu a semente,
pedaço de gente,
que sonha que sofre,
sou carne sou mente.
Sou eu a semente,
querendo o ausente,
germino somente,
em estado de amor.
Sou eu a semente,
buscando em mente,
esquecer-te enfim,
arrancando o de mim.
Sou eu a semente,
um bicho com fome,
na rua sem nome,
em estado de dor.
Sou eu a semente,
em sonhos nocivos,
me perco em medos,
nos sonhos perdidos.
Sou eu a semente,
em sonhos de amor,
sonho em segredos,
e suspiro de dor.
Sou eu a semente,
no canteiro jogada,
sozinha encontrada,
mas que germinou.
Sou eu a semente,
do fruto usada,
um resto de gente,
que sem rumo ficou.
Sou eu a semente,
que venceu de repente,
de forma contente,
buscando o amor.
Sou eu a semente,
sofrida magoada,
que despedaçada,
no amor superou.
Se sou poeta?
Sei lá!
Eu sei rimar,
poetizar,
com as palavras
brincar.
De uma lágrima
faço rima,
de um sorriso,
faço rima,
das tristezas,
faço rima,
dos dilemas,
faço rima.
E como diria Lispectro,
com o cal do meu dia,
faço minha poesia.
(...)
Então, sou poetisa?
Adepta aos quereres mais intensos, eu me entrego sempre ao "nós dois". Me entrego ao amor que furtivamente, a vida me trouxe, sarando e curando velhas dores, e fazendo de mim, um novo eu.
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