Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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"Como eu poderia ser a mesma depois tudo que eu passei?
Seria um insulto à minha dignidade e à mulher fantástica que resgatei."

Eu me recuso a ser diferente de mim mesmo, sou como sou e amo ser eu mesmo e sempre serei eu mesmo, ninguém além de mim.
Levei anos para me aceitar como sou, mas agora, amo tudo isso.
Se os outros não gostarem, que assim seja.

Eu???
Eu sou imenso, sou um turbilhão de emoções.

Eu..., eu sou um raio de sol, uma gota de orvalho, eu..., eu sou um rio, um grão de areia, uma praia, um mar, um mar de emoções, eu..., eu sou uma letra, uma palavra, uma palavra ainda por inventar, eu..., eu sou a luta, a luta que não acaba, eu..., eu sou amor, amor que banha um coração.
Eu vivo para amar, lutar, sou coração quebrado..., por ti, por mim, por ilusões, eu.... Eu sou...
Eu vivo...
Sou brisa que bate em teu rosto em dias de lágrimas e as seco.
Eu..., eu luto, eu sô quero viver, viver e amar...
Viver e amar, nada mais simples.

Porque é que te vivi?
E deixei de ser quem eu era
Para nunca mais o poder ser?
É quando eu acho que tenho tudo sob controlo
Que controlar-me é suficiente
Que me perco
Acho que esse é o problema do fogo
Tu não te queimas a menos que acredites que ele não te vai magoar
Quando te aproximas o calor é conforto
Mas só quando entras é que percebes quе também ardes
Ardemos os dois
Será quе ele percebe que me queima?
Será que é só a mim?
Será que também sofre por não saber o porquê da cinza?
São estas dúvidas que me agarram a mão
Onde acaba ele e começo eu
Quando é que deixa de arder?
Se arde espera que cure
Mas mesmo o que cura deixa cicatrizes
Eu não tenho ar para todas neste ato.

Você se foi, me abandonou e nem avisou a saudade, que sem você eu morreria... Morreria de saudades, morreria de amor e de tristeza! Você se foi e ficaram as lembranças arquivadas na memória, de quem nunca aprendeu a esquecer um amor que até hoje me faz chorar, com a ausência de quem se foi, sem ao menos se preocupar que a saudade jamais me deixaria!

Um belo dia a felicidade bateu em minha porta e eu te abracei para nunca mais te deixar. Mas alguma coisa errada aconteceu e você partiu sem ao menos me dizer adeus, simplesmente desapareceu e como herança sua ficou a saudade que me prendeu para sempre em uma corrente chamada solidão.

A mente humana
é o complexo
indecifrável,de
um conjunto de
ideias que nem eu
entendo.

Pelo pouco tempo que eu te conheço, você é interessante.

E eu me perdi; Na imensidão do teu abraço, na sinceridade dos teus lábios, no brilho do teu olhar, na proteção que tem lhe amar […]

Só eu sei o quanto a minha mente se inflamava de ideias, quando consumia suas ideias. Brotava em mim um floral de reflexões que me faziam viajar em autores conhecidos e chegar aos novos desconhecidos e fortalecer minhas rédeas de ideias..
Como é bom suas ideias postas em letras no papel branco.

Quarto sem testemunhas

Amar foi escrever cartas
sem endereço de volta.
Eu as deixava na mesa do mundo
e o mundo nunca respondeu.

Meu nome não ecoa em ninguém —
é só um som que gasto
para provar que ainda existo
quando falo sozinho.

Os dias passam como móveis velhos,
ocupam espaço,
não contam histórias.
O relógio trabalha mais do que eu.

Não tenho sonhos:
apenas intervalos de sono.
Não tenho amigos:
apenas pessoas que passam
sem notar que passei também.

Há uma cama que me reconhece,
sabe meu peso,
minha forma de desistir da noite
sem fazer barulho.

Tenho medo não do fim,
mas do apagamento —
de virar objeto entre objetos,
lembrança nunca inaugurada.

Amar sozinho
é aprender a diminuir
até caber no canto da própria vida.

Ainda assim,
às vezes a manhã insiste
em abrir a janela
sem pedir licença.

E quando a luz entra,
mesmo sem promessa,
ela prova baixinho
que nem tudo desistiu de mim.

Ela foi, mas quando alguém me toca com carinho eu choro.
Ela foi, mas quando transo com alguém não me satisfaço.
Ela foi, mas quando beijo, o beijo é só físico não toca a alma.
E é isso.

O termo GENTE DO BEM deveria se chamar GENTE DO EU.
Eu acho... eu penso... Eu espero...
Minha família... Minha regra...
- Não tem nada de BEM no EU.
Gente do bem, faz o bem ao próximo! Pra mim, o bem é coletivo.

⁠eu te amo muito nunca vou esquecer de vc.

Alguns compram aplausos, eu invisto no futuro. Aplausos são barulhentos e passageiros. O futuro plantado hoje é a certeza da colheita de amanhã.

Eu nunca fui realmente insano,
apenas atormentado
pela minha própria mente.
Consumido pelos extremos,
rendido ao esquecimento.
Perdoei quase tudo 
exceto as raras vezes
em que meu coração foi tocado
com mãos que não sabiam cuidar.
Trago comigo uma estranha devoção:
a morte não como fim,
mas como pensamento constante,
sombra fiel que nunca me abandona

Senhor Romeo

Senhor Romeo,
eu fiz isso de novo.
Um ano em cada dez
consigo lidar com isso.
Sou uma espécie de milagre ambulante
minha pele ainda intacta,
como se não tivesse aprendido
a lição do fogo.
Diga-me:
quantas vezes se pode morrer
dentro da mesma casa
sem que a vizinhança desconfie?
Colecionei pequenas mortes
como quem guarda cartas não enviadas.
Dobrei cada tentativa frustrada
e a escondi na gaveta do criado-mudo,
junto aos comprimidos
e aos retratos
onde ainda corríamos
como dois atores mal pagos
ensaiando eternidade.
Você dizia:
“amor é resistência.”
Eu resisti
até virar ruína.
Sempre havia um copo quebrado na pia,
uma frase suspensa no ar,
um silêncio armado
apontando direto para o meu peito.
Tentei ser um incêndio manso.
Tentei ser água morna.
Tentei ser o homem que não sangra
quando cortado por palavras.
Mas cada tentativa
Era um ensaio de funeral.
O primeiro amor morreu de frio
faltaram cobertores e coragem.
O segundo morreu de excesso
amor demais é veneno doce,
colherada de açúcar
numa garganta já em chamas.
O terceiro?
Ah, Senhor Romeo
o terceiro fui eu.
Enterrei minha voz no jardim.
Plantei rosas sobre os gritos.
Aprendi a sorrir de dentes cerrados
para que ninguém visse
a hemorragia discreta
escorrendo pela alma.
Quantas vezes se pode voltar?
Quantas vezes se reconstrói
uma casa incendiada
com os mesmos fósforos?
Você me chamava dramático.
Eu me chamava de sobrevivente.
Havia espetáculo na minha dor,
confesso.
Eu me levantava das cinzas
com as roupas ainda fumegando,
a barba desgrenhada
como se fosse condecoração.
Olhem
eu ainda estou aqui.
Mesmo depois de vocês.
Mas sobreviver
não é o mesmo que viver.
À noite
deito ao lado do vazio
e ele respira melhor que qualquer amante.
O vazio não promete.
Não mente.
Não diz “para sempre”
com a boca cheia de vento.
Senhor Romeo,
há um cemitério em meu peito
onde cada “nós” fracassado
Tem uma lápide discreta.
Aqui jaz
a tentativa de diálogo.
Aqui jaz
a paciência.
Aqui jaz
o homem que acreditava
que amor era salvação.
Aprendi tarde demais:
amar não ressuscita ninguém.
Amar não cura abismos.
Amar não transforma homens
em porto seguro.
Às vezes,
amar é apenas outro nome
para se oferecer em sacrifício
num altar que ninguém pediu.
E ainda assim
olhe para mim, Senhor Romeo
eu me levanto.
Com as mãos queimadas.
Com o coração em carne viva.
Com a dignidade remendada
como roupa antiga.
Eu me levanto
não por eles,
não por você,
mas por essa centelha obscena
que insiste em pulsar
mesmo depois de tantas mortes pequenas.
Talvez eu seja feito
de matéria reincidente.
Talvez eu goste
do gosto metálico do recomeço.
Ou talvez
apenas talvez
eu tenha descoberto
que a única relação que não fracassa
é esta:
entre mim
e o homem
que se recusa
a permanecer enterrado.

⁠Para agradar a minha esposa, eu me casaria com ela uma segunda vez. Uma terceira. Quantas vezes fossem necessárias para deixá-la feliz.

Bridgerton (série)
3ª temporada, episódio 1.

Minha insegurança eu escondo entre as indefinidas cores de minhas lembranças; entre as sortidas texturas dos meus pensamentos; entre a vaga loucura dos meus desejos. Minha insegurança é uma dissimulação da minha segurança em mim, que eu escondo nas entrelinhas do meu olhar...no meu secreto EU.

Flávia Abib