Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Isso é o que eu chamo de amor platônico: Duas pessoas se comendo com os olhos, com o pensamento. Fazendo nada valer a pena a partir do momento em que decidem nada fazer sobre.

Eu nunca fiz amigos tentando ser interessante. Todos os amigos mais íntimos que fiz foi porque me interessei verdadeiramente por eles. Me interessei pelo que doía, pelo que o fazia gargalhar, pela forma como banalizava histórias tristes, pelo jeito com que dramatizava fatos aparentemente banais...Todo mundo quando descobre certa receptividade no outro abre seu coração com tamanha generosidade, que fica difícil não fazer o mesmo. Porque a escolha é sempre nossa. A gente se abre, o outro percebe e se abre simultaneamente_ sempre nessa expectativa do encontro. E quando flui, tudo nos parece mágico.Mas depois vem o que fazemos com tanta informação, com aquela confissão, com aquele momento de entrega. É isso que vai solidificar o que quer que tenha começado. E quando isso não é um dom, é um exercício...

Eu vou envelhecer, mas nunca perderei o gosto pela vida, porque a última curva da estrada será a melhor.

Henry Van Dyke

Nota: Tradução de trecho do poema "Three Best Things" de Henry Van Dyke

AR DE NOTURNO

Tenho muito medo
das folhas mortas,
medo dos prados
cheios de orvalho.
eu vou dormir;
se não me despertas,
deixarei a teu lado meu coração frio.

O que é isso que soa
bem longe?
Amor. O vento nas vidraças,
amor meu!

Pus em ti colares
com gemas de aurora.
Por que me abandonas
neste caminho?
Se vais muito longe,
meu pássaro chora
e a verde vinha
não dará seu vinho.

O que é isso que soa
bem longe?
Amor. O vento nas vidraças,
amor meu!

Nunca saberás,
esfinge de neve,
o muito que eu
haveria de te querer
essas madrugadas
quando chove
e no ramo seco
se desfaz o ninho.

O que é isso que soa
bem longe?
Amor. O vento nas vidraças,
amor meu!

Federico García Lorca
Obra Poética Completa

Permita-me um pedido: Quero uma vida em branco! Isso mesmo, em branco, onde eu possa colorir uma nova história, com personagens de olhos bem arregalados para que o novo desenho nasça sem erros. Quero muitas cores. Muitas mesmo. Quero tantas quantas forem possíveis para esquecer o cinza da quarta-feira que fere. Além das cores quero também perfumes. Quero cheiro da manhã bem como daquilo tudo o que é novo, que acaba de nascer, que tem força...
O risco de me perder neste novo desenho é mínimo, pois não faltarão luzes a me guiar pelas linhas traçadas a mão livre e forte.
Aviso que esta vida em branco terá como seu primeiro traço a linha do horizonte, daqueles a perder de vista, para que assim eu caminhe muito conhecendo novas pessoas. E quanto a você, não se preocupe. Terás seu lugar nesta nova vida, mas corra, pois as vagas são poucas. Serás bem vindo, desde que traga sua sinceridade e disposição para continuar a ser chamado de amigo.
O que? Se nesta vida as mágoas terão espaço? Ah, não, essas não combinam com o novo colorido. O lugar que antes era reservado às mágoas agora será dedicado ao cuidado de saber quem realmente quer figurar nesta nova moldura.
Agora se não for possível dar-me uma vida em branco, dê-me uma borracha, para que eu apague lembranças e sorrisos que um dia feriram esta alma que hoje suplica o direito de recomeçar.

Você está triste, Coelha? Fica contente, amor, fica contente. Eu queria tanto que as pessoas todas fossem mais contentes, é tão bom ficar contente. A gente vê na rua todo mundo tão triste, por que as pessoas estão tristes? Ahn? Queria tanto sair por aí alegrando as pessoas, olha, não fique triste, segura minha mão e vem comigo que te mostro o jardim da alegria com Deus lá dentro, vem...

Lygia Fagundes Telles
As meninas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

Eu te amo tanto que já nem sei mais quem sou, pois tu estás no ar que respiro, no sol que me aquece, na chuva que me umedece, na terra que me dá o alimento, sem ti me falta o ar, o sol, a chuva, fico sem o chão que me mantém de pé, por isso eu sei que não consigo mais viver sem você.

Antigamente quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:
"Ele é uma criança, não entende nada"
Por dentro eu ria, satisfeito e mudo
Eu era um homem e entendia tudo.

Hoje só com meus problemas,
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico sério:
"Ele é um homem e entende tudo"
Por dentro com a alma atarantada
Sou uma criança, não entendo nada.

Erasmo Carlos
Erasmo Carlos e Roberto Carlos, "Sou Uma Criança, Não Entendo Nada

Nota: Música do álbum "Projeto Salva Terra" (1974)

...Mais

Se eu o amasse menos, eu poderia ser capaz de falar mais sobre isso.

Jane Austen
Austen, J., "Emma", 1815

Eu sou o Doutor. Tenho 904 anos de idade. Eu venho do planeta Gallifray, da costelação de Kasteborus. Eu sou como a tempestade, eu trago a escuridão, e...

"É, pois é. Eu fiz sim coisas horríveis para sobreviver, mas diferente de você, pobre e delicada Elena, eu não desliguei, eu dou conta! E você não duraria um dia como vampira sem todo mundo paparicando você. Mas eu adoraria ver você tentar..." ⁠

Em meu abismo particular somente eu tenho treinamento para sobreviver entre mistérios, armas, armadilhas, loucuras e perturbações naquela terra gelada e escura. Outros que descerem ao meu abismo não poderão retornar... Estão fadados ao fracasso.

Eu... eu sou uma menininha. — respondeu Alice, bastante insegura, lembrando-se do número de mudanças que sofrera aquele dia.

Lewis Carroll
CARROLL, L., Alice no País das Maravilhas, 1865

Eu tentei agradar a todos, mas aí cansei de ser idiota, simples assim…

Eu vou deixar você vir
no tempo que você considerar apropriado,
no momento oportuno,
na situação que você achar melhor.

Minha porta estará aberta,
mas ao chegar
não vá você reclamar
se encontrar outro alguém por lá.

Eu vou deixar você ir
sem rancor, sem mágoa,
levando contigo apenas meus presentinhos meigos,
meus versos bobos, e sentimentos bons.

Eu vou deixar você ir, simplesmente,
porque não posso te obrigar a ficar.
E vou deixar você vir pelo mesmo motivo,
mas não pense você
que me encontrará sem ninguém
quando você voltar.

Às vezes acho que seria melhor eu ficar sozinha, mas às vezes me sinto muito sozinha e preciso de alguém, mas na verdade eu percebi que, quando acho que tenho alguém, eu não tenho ninguém.

⁠Eu amo você. Com espinhos e tudo.

⁠A verdade é que eu nasci brilhante, nasci má e um pouco maluca.

Eu e as minhas incertezas, aquela tradicional batalha entre a razão e a emoção. Por vezes me perco pelos labirintos da minha mente, às vezes nem sei quem sou, e quando procuro uma resposta, me aparecem mais perguntas... coisas do coração nem Freud explica!

Eu acho que estamos passando por um período em que muitas pessoas têm entendido que se elas estão com um problema é dever do governo lidar com ele. ‘Eu tenho um problema, eu conseguirei um auxílio. ’ ‘Eu estou sem casa, o governo tem que me dar moradia’. Eles estão colocando o problema na sociedade. E, você sabe, não existe essa coisa de sociedade. Há homens e mulheres individuais e há famílias. Nenhum governo pode fazer nada a não ser através de cada pessoa, e as pessoas precisam olhar para si mesmas em primeiro lugar. É nosso dever olhar para nós mesmos, em seguida, para o nosso próximo. As pessoas tendem a ser muito conscientes dos seus direitos, mas não de seus deveres, pois não há algo como direito ao menos que alguém tenha primeiro encontrado um dever.