Peito Apertado
Não há dor maior do que arrancar na marra um amor do peito, um amor que só está ali para machucar e nada mais.
Ultimamente, tenho vivido no modo automático. Respiro, mas não sinto. Caminho com um vazio no peito que ninguém enxerga. É como se minha alma estivesse exausta de mim mesmo.
O silêncio da noite me envolve, mas não me acalma. Estou aqui, mas ao mesmo tempo, tão distante. É uma presença ausente, carregando um fardo que os olhos não alcançam.
Resta o vazio... quando tudo o que um dia fez sentido desaparece e só a solidão permanece.
E no final, me pergunto: quem sou agora? Porque aquele que eu era... já não existe mais.
Têm dias que o coração não cabe dentro do peito, há algo a identificar, a mensurar por todas as regiões da nossa consciência, nesses momentos o jeito é se recompor é assim tentar fazer com que o coração converse e entre em sitonia com a mente.
Quando o coração dói.
Há um nó na garganta, um sufocamento no peito, um peso, um vazio, um vácuo no coração, o corpo fica pesado, parado, estático, te cansa até de ficar deitado, andar dói o corpo, os músculos, há uma falta de sede, uma falta de ar, há um vácuo no peito, há um nó na garganta, há um desconforto no estômago, cabeça não pensa direito, fica tudo lento, tudo confuso, tudo que se quer é o escuro, nem música anima, nem passear fascina, nem ver gente simpatiza. Nem mesmo o eu se estima.
Não se abandone, não se deixe de viver, não se deixe de cuidar-se.
O coração dói por vários motivos, sei disso, mas insista em recomeçar mesmo sem motivo, mesmo sem amigos, mesmo sem conhecidos, você precisa fazer isso, independente de não haver sentido, motivo.
Procure sentir o que você precisa para sair disso, para saber quais são seus novos reais motivos.
Escrita para viver.
Lua
Silenciosa como a noite,
profunda como o mar.
Carrega medos no peito,
mas nunca deixa de brilhar.
Minha Lua
Noite que passa
Frio que me abraça
No peito a dor do bandido
Vagando no mundo perdido
A lua e sua canção
Lembrança a melhor emoção
Esperança aquele que fica
Saudade aquele que vai
Liberdade aprisionada
Minha palavra sufocada
Até logo irá confortar
Sonhar um dia reencontrar
Lua como foi doce a sua canção
E quão feliz fez meu coração
Boa noite lua tão bela
Ela é minha e eu sou dela
sentimentos dolorosos
Me falta algo no peito
Em um lugar escuro e sombrio
Apenas um acorde de um som vazio
Em seu pior momento
Uma dor que perfura e destrói a alma
Imensurável incapaz de numerar
Apenas a solidão e uma alma vagando
Coração de gelo quebrado com o passado
Um passado com final obscuro
Alma destruída por uma só pessoa
Em seus sonhos não cogitou
Que usariam máscaras
Meu defeito
É ser intensa
Pois carrego no meu peito
Um amor imenso
Esse defeito
É que faz a diferença
Não me doo pela metade
Quando amo, sou inteira
Compro as brigas
E vou à luta
Mais tenho outro defeito
Sou justa,
Tenho esse direito
E sei que sofro o seu preço!
Sinto em meu peito uma ruptura longínqua que dói tanto... Uma vontade de esquecer algo que não é, e, nem me lembro mais, sinto...Uma força que me arrasta aos tempos (laçados) por tantas páginas, ainda colossais.
Meus braços estão cansados; meu peito cerrado; minhas pernas em bases; meu coração se mudou... algo me diz: Tenha calma a tempo para os perdiz.
Se te sinto aqui no peito, tomara que nosso ar, também seja pelo tao, às curas dos rarefeitos.
Claudeth Camões
O inverso é um cosmo digno de res-peito no qual dita as regras com clareza, faça o que somente você pode fazer e não àquilo que destinam-te a rever, o tempo.
Há existência és ponto colorido a iluminar nosso peito acalmando o amor, lentamente e constante, florindo o que não podemos admitir.
No peito se carregam, às vezes, o cansaço de mil sóis, novos tempos perfazem dignos fôlegos para escrever-te na lua.
Saudade é sentimento guardado no peito, uma jóia do aconchego de quem conhece, presente do tempo de quem também esquece, lembranças.
