Pedra nos Rins
Fé
Eu não vi a luz.
Mas caminhei.
Eu não ouvi a voz.
Mas respondi.
A pedra não se moveu.
Mas eu acreditei no caminho.
Cada passo era silêncio,
cada silêncio, um grito contido.
O céu não abriu.
Mas o dia nasceu.
E o frio ficou.
Mas eu fui calor por dentro.
Eu caí.
Eu sangrei.
Eu calei.
E mesmo assim, eu disse: amém.
Porque fé não é ver.
Fé é arder sem fogo.
É andar sem chão.
É segurar uma mão que não se vê —
mas se sente.
E se a noite vier, virá.
E se o medo soprar, soprará.
Mas o que pulsa dentro, não se apaga.
Porque no mais profundo da ausência, mora a presença que não falha.
E mesmo sem sinal,
mesmo sem prova,
eu sigo firme na fé.
De pedra em pedra a gente vai se melhorando, com muito esforço e coragem. Cada erro ensina, cada queda fortalece. De passo em passo a gente chega lá, o segredo é não parar. Quem insiste, vence. Quem acredita, alcança. Tudo cresce com tempo e cuidado — inclusive você. A força vem dos dias difíceis, não desista agora. Tijolo por tijolo, a gente constrói um futuro melhor. Não precisa ser rápido, só precisa continuar. Mesmo cansado, vá, porque o cansaço passa e o resultado fica. Tudo que é bonito leva tempo pra florescer — tenha paciência e fé. O caminho é longo, mas cada passo é uma vitória.
Lapidação Humana
Nem toda pedra que brilha nasceu pronta.
Algumas precisaram suportar golpes, perdas e recomeços até refletirem luz.
A dor não apaga o brilho — ela revela.
Ser lapidado dói, mas permanecer bruto custa o brilho que o mundo precisava ver.
Lapidação, Reflexão da Alma, Purificação, Lapidação Humana, Engenharia da Alma, Brilho Interior
— Purificação
Com Deus ao nosso lado, cada pedra do caminho deixa de ser obstáculo e se torna alicerce. Juntamos uma a uma, com fé e perseverança, para construir o castelo da nossa vida, onde a Graça do Senhor é muralha que nos protege, e o Seu Amor, o teto que nos abriga todos os dias.
Há corações que se tornaram endurecidos como pedra. Mesmo diante dos milagres, permanecem cegos às maravilhas que Deus realiza todos os dias. No entanto, o Senhor, em sua Infinita Bondade, continua a derramar Graça, Amor e Misericórdia sobre aqueles que O reconhecem como Pai.
Quando for amor de verdade, vai demonstrar e mostrar a todos que você se tornou uma pedra preciosa, presente dado e guardado por Deus no cofre do coração.
Há pessoas que tem uma pedra fria no lugar do coração e por não haver mais vida nelas, não conseguem ver a vidasofrida do seu irmão pobre necessitado.
Despretensiosamente
Para castro
Uma pedra no caminho
Para mim
Um mar de pedras
Vinte e dois milhões cento e doze mil e vinte e cinco delas
Claras e sob o sol
Também sob o branco azul e vermelho
Entre a oitava e a nona
Daquela quase não manhã
Do quase não dia
Não queria
Pois pretendia recrear
O vento da Fé me levou
Onde a garota leva o nome
Despretensiosamente
Dona da minha mente
A deixei onde o Canella reinava
Voltei para o bairro Santo
Com Fé garrafa e Saudade...
Arthur Jesus, 03 de Dezembro de 2025
Todo fim é recomeço
Mas é preciso despedir-se do passado...
é preciso por uma pedra...
fechar os buracos...
costurar os rasgos...
doar as roupas velhas...
zerar a contabilidade
e recomeçar...
"Seja como a pedra que guarda sua luz e transcende sabedoria; porque a imbecilidade é pertencente ao ser humano."
ANDAR COM FÉ
Se há pedra no caminho
Cuidado para não topar
Se tem cacto de espinho
Calma pra não se furar
Mas não deixe de seguir
Pois você não vai ruir
Se com fé você andar
Fato da vida: quando você foi pedra, a marreta te quebrou sem piedade; ainda assim, mesmo em pedaços, você continuou útil, pois a resiliência é a tua marca.
O que está escondido não deseja ser revelado.
Revirar a pedra adormecida em seu repouso
pode despertar surpresas indesejadas.
Nem tudo que existe deve ser visto,
pois há mistérios que pertencem ao silêncio.
Tudo se renova: a pedra, o metal.
O mistério não explica, mas a mudança acontece.
Da transformação nasce a edificação — para a evolução,
seja espiritual ou material, que sempre segue adiante.
O livro sagrado revela em metáforas e parábolas,
para que ninguém detenha todo o saber.
O universo não conhece fronteiras,
e, assim como ele, há coisas enterradas
para não serem vistas, mas guardadas no silêncio.
A mão que agora te agride, um dia conhecerá o golpe;
a pedra que arremessas retorna com força — cuidado.
E quem se perde no mundo faz de qualquer vereda um destino.
O Criador não reside em templos erigidos por mãos humanas,
pois nenhuma obra de pedra ou madeira pode conter a infinitude de sua presença.
Se o homem constrói, ali não está a verdadeira morada de Deus,
porque ele não se limita a paredes, altares ou ornamentos.
Deus habita o templo que a si mesmo edificou,
um santuário vivo, feito de espírito e consciência,
onde cada batida do coração é um cântico,
e cada respiração é uma oração silenciosa.
Sua morada eterna é o interior do ser,
na pureza da alma que o reconhece,
na mente que busca a verdade,
e nas mãos que praticam o amor.
Não é nas alturas das torres que o encontramos,
mas na profundidade da fé que nos sustenta.
Não é no ouro dos altares que ele se revela,
mas na simplicidade de um gesto de compaixão.
Quando a água fria vem do vulcão mais próximo do coração, uma lágrima de pedra desliza suave a dor no rosto sombrio.
O musgo e o polvo
Ah! como adora
o seu leito de pedra à sombra da mata,
o musgo verdinho.
Já o polvo no pote de barro, engana-se.
Sua morada é curta
assim como a sua vida!
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A pesca artesanal do polvo, ainda é feita, utilizando-se potes de barro
que são lançados no fundo do mar.
Um haicai de Matsuo Bashô:
Jarros de polvo-
Um sonho efêmero,
luar de verão.
Poema de J.A.Lopes
No silêncio antigo daquele mosteiro, onde o tempo parecia rezar junto com as paredes de pedra, nossos olhos se encontravam mais do que deveriam. Não era toque, não era palavra — era desejo contido, um incêndio discreto aceso apenas pelo olhar. A gente se olhava o tempo inteiro, como se cada segundo fosse uma confissão muda, um segredo dividido sem absolvição.
Entre cânticos e passos contidos, o desejo caminhava conosco pelos corredores frios. Era estranho e intenso: amar sem poder, querer sem permitir. O mosteiro, feito de regras e silêncio, tornava-se palco de uma ficção viva — como se estivéssemos presos dentro de uma cena projetada na tela da própria alma.
Às vezes, eu pensava que aquilo não podia ser real. Parecia cinema: dois corpos imóveis, duas almas em tumulto, e um amor que não pedia permissão para existir. Nossa visão se cruzava como quem escreve uma história proibida sem usar palavras, como quem desafia o sagrado não por rebeldia, mas por humanidade.
E assim seguimos, desejando em silêncio, vivendo na fronteira entre o que é permitido e o que é verdadeiro. Se aquilo era ficção, então a realidade tinha aprendido a sonhar. Se era pecado, era também a forma mais pura de sentir. Porque naquele mosteiro, onde tudo deveria ser ausência, nasceu um amor inteiro — visível apenas no encontro dos nossos olhos.
🖤 A Ponte e o Rio
O cais que se curva, sombra côncava de pedra e sonho,
Onde o Tágide vasto espelha o céu de chumbo,
E a arquitetura, curva abstrata, forma-me um antro
Para a solidão que me é de berço e de túmulo.
Pedalamos por um limite, entre a terra e a água,
Dois vultos na margem, eu em cada um e em nenhum,
Busco o sentido na travessia da ponte longa e vaga,
Mas o Sentir é o único destino que me é comum.
O vento é a saudade que nunca se soube porquê,
A nuvem é o peso de todos os mundos que não vi,
E o eu que vive é o rascunho imperfeito do eu que devia ser,
Pois toda a realidade é a margem de um rio que não está aqui.
Marco Silva
