Pedra nos Rins
Inconstância
Essa distância me faz sentir segura, como pedra rude e forte, interditada a possíveis sentimentos.
Mas como uma boa ariana, vivo de amores profundos, por conviver com essa realidade, sei que amar demanda certo tempo, ou no meu caso, basta estar viva.
Escrevo com tantas incoerências, tanta cerimônia, medo, tudo isso, para simplesmente admitir um possível “acho que estou gostando de você”, certamente nunca irá saber, pois minha alma sóbria, essa é doente, encontra-se condenada em estado terminal, inacessível ao amor.
Só sei que tudo é tão meu!
O meu sofrimento. Só eu sinto. Só eu sei...
Minhas experiências, não são de rosas perfumadas, mas de espinhos afiados, como espadas.
E a única coisa que consigo recordar, é das noites vazias, das lágrimas, inundando meus olhos, escorrendo em meu rosto, sem ninguém para enxugar.
Quanta vez aquietei meu coração, abraçando meu corpo, me embriagado na solidão.
Meus olhos transmitem imagens de abandonos, me sinto como lâmina gelada, sem coração.
E peço encarecidamente, não me inveje, gostaria de amar incondicionalmente, tenho feridas abertas, incapazes de cicatrizarem.
Portanto, me condene e sinta pena, mas no final me compreenda, e se um dia chegar a amar alguém assim, lembre-se de mim.
Minha condenação foi acreditar em contos de fadas, esse foi meu grande erro.
Mas se ao ler isso, sentir compaixão idealize um amor seguro, puro e verdadeiro, onde traga luz ao meu ser, me inundando de Paz.
Desejarei do fundo de minha sofrida alma, outra chance quem sabe, de esquecer o nunca mais e me contentarei com um simples talvez.
"Ninguém lança pedra em árvore que não dá frutos,por isso me considero uma macieira,cujo clima tem feito frutificar e me tornando exuberantemente frondosa.Obrigada meu DEUS"
Coração de pedra? Eu chamo isso de inteligência rara! Ser inteligente suficiente para dar valor a si mesmo e não dar valor a pessoas que pouco se importam com você!
Não deixe que tentem decidir alguma coisa por você. Afinal, só você sabe quando há uma pedra em seu sapato, em seu caminho. Seus medos e seus anseios habitam em você, e mais ninguém. Seu doce bálsamo pode ser um mortal veneno para outrem.
Tenho uma vontade enorme de voltar nos meus tempos de criança,correr,brincar,jogar pedra na casa do vizinho,essa vontade é maior que a ilusão
A NÉVOA DE PANDORA
Assentadas na colina pênsil sobre a selva de pedra,
Pessoas lançam seu olhar ao firmamento
E veem numa marcha frenética
Se aproximar delas a sádica névoa do tormento.
Os olhos transidos,
Como a injetar um ânimo febril no cérebro,
Esquadrinham particularíssimas congostas
Onde sabem que afloram escaninhos seguramente sombrios.
Alheia a tal ardil,
A névoa desprende de si
Diminutos cilindros de chumbo que descerram
Escarlates cataratas sem calma ou fecundam
Sementes, flores, florestas, floras do crepúsculo.
Quão, quantos
Cristais, Pérolas, Seivas potencialmente producentes
Que não serão
Carmelas, fulgurantes Auroras, Auréolas,
Diamantes de lume pungente, A Ébana Florescência mais Bela...!
No entanto, em vez disso,
Ela evoca tétricas noites diurnas
Que transformam airosas rosas betúmicas
E açucênicas aquarelas européia-iorubânicas
Em cálidas sepulturas.
Finalmente,
É assim a jacarandânica câmara de gás contemporânea...
É assim a aura da vil-metálica chama...
É assim que caminha a extrordinária e magnânima civilização humana!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
O mesmo homem, pode se chocar contra a mesma pedra ao pular no mesmo rio por várias vezes. Tem que ser desatento, masoquista ou idiota pra conseguir o feito, mas é possível
Loucura mesmo, é pensar ter um coração de pedra!!! A sementinha do am♥r sempre acaba dando um jeitinho de brotar e florescer novamente!!!
Minha Raridade
Sou a sombrinha na chuva fina
O feio pato que virou cisne
Na selva de pedra sou graciosa sina
Segredo salvo na pele de linho
Em cada passo nas ruas tortas
Minhas rachaduras não escondo
Veja beleza na vida que desapareceu
Minhas cicatrizes são o meu tombo
Minha raridade é minha coroa
De faço loucura minha canção
No turbilhão minha alma voa
Sou o avesso da razão normal
De olhos fechados vejo o brilho
Do meu mundo todo colorido
Na dança louca sou o trilho
De um trem desenfreado e querido
Carrego estrelas nos bolsos
Uma galáxia no meu riso doce
Raridade escondida em destroços
Transforma o pouco em ouro macio
Minha raridade é minha coroa
De faço loucura minha canção
No turbilhão minha alma voa
Sou o avesso da razão normal
Ilha de pedra
Desesperou-se em fuga e remou forte, com muito peso de bagagem em tempestade naufragou
Flutuava sobre as águas inconstantes, adormeceu, o que sonhava em paz por instantes acordou
Não sabia onde estava, era frio incessante, doía nos ossos, sua alma amedrontou
O nascer do sol levava calor, sede, fome e esperança a quem se perguntava “quem sou?”
Não cessou seu inferno solitário, era muito quente, sua intensidade rugia e se desfazia
Não se pode ficar tanto tempo exposto ao sol, garganta seca, pouco gritava, pouco dizia
Neste mar de pedra não há abrigo que resfria, que agonia
Ali adiante haviam as águas e um vasto precipício de onde saltar
O medo das pedras afiadas exaltavam o grande risco de se detonar, machucar
O quão profundo e seguro seriam aquelas águas pra se mergulhar?
Quanto tempo sobreviveria ao sol a desidratar e queimar?
O impiedoso tempo indagava e obrigava uma escolha sábia tomar
Não se sabe como partiu
No fim desta história sabe-se apenas que foi o sol ou mar
Se você por uma pedra em uma lata qualquer movimento faz barulho, mas ao abrir a lata não haverá nada importante. Ao encher uma lata com trigo você pode balançar a lata a vontade e não haverá barulho, mas ao abrir a lata você mata sua fome.
O mesmo ocorre no cenário evangélico
Quando o Senhor tem um propósito para nossa vida, tornamo-nos uma pedra preciosa, lapidada com Amor pelo Pai, e nada pode impedir que o Plano Perfeito de Deus se cumpra em nós
