Pe Fabio de Melo os que te Amam

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O ciúme supõe você bastar pro outro em tudo. Ter ciúme até de sua própria sombra, do sol que lhe "alumia". Outro dia vi aqui na TV o padrasto que matou o enteado com ciúme da companheira, mãe do outro, de caso pensado, um crime premeditado, numa emboscada. Mas, que tinha uma coisa a ver com a outra, cada um no seu quadrado, recebendo amor, atenções especificas, um era companheiro, o outro era filho, vá entender? Não é pra entender mesmo, não. Tem também ciúme de um irmão com o outro, do bicho de estimação, etc. Mas, ai, dirão, ciúme doentio, se bem dosado... Como se tivesse vários tipos de ciúmes, como se emoção fosse fácil de controlar, tivesse uma torneirinha pra fechar e abrir, viesse feito colírio em conta-gotas, cachorro amarrado que só pode ir até aonde a corrente alcança. Ciúme reclama exclusividade, toda atenção do outro, ser os outros, o suficiente em tudo, antes de tudo, único, dominar todos os assuntos, não ter par nesse mundo como o ar na hora de respirar, a água na hora da sede. Supor que você não precisa de mais ninguém, ser seu tudo, em tudo lhe bastar, ser pleno, onipresente, encaixar perfeitamente como na bandeja o ovo. Há quem reclame de excesso de ciúmes, sinta-se sufocado e, noutra ocasião, cobrar mais atenção, resmungar de indiferença, sentir-se carente. Complicado.

A grande verdade a respeito do tempo é que ele passa. Aproveitá-lo bem não é uma opção, é uma obrigação

Soube aqui na TV, no noticiando, que a modelo Renata Banhara adquiriu uma bactéria num procedimento corriqueiro de canal feito a nove anos, assistida por ótimos profissionais de saúde, planos renomados , que ainda assim, não a impediu de contrair esse microrganismo nefasto, ainda desconhecido. Que lição que tiro disso, que a vida é frágil, é um sopro, um acidente, uma oportunidade, um privilegio, uma vela na tempestade. Que é patético ter orgulho, andar com o nariz empinado, ridículo se sentir melhor que os outros. Quanto tempo desperdiçado com vis arrogâncias, presunções, preconceitos de toda espécie. Gente que zomba dos outros, guarda rancor por qualquer motivo, coleciona inimigos, tem ódio no coração. Acho que devemos ser mais leves, dizer palavras qua afagam com mais frequência, a palavra que abraça, que agrada, que suaviza a vida, que clama em ser dita, o gesto a ser feito embora os julgamentos alheios, uma cortesia, um sorriso, um agrado, afago, sermos mais expansivos, simples, acessíveis. Viver da melhor maneira possível. A vida é agora, é nesse instante, é a nossa única garantia o presente dia, o amanhã é uma icognita, é muito incerto, é uma aposta, mas não é garantido, embora façamos projetos tidos como certos.

De um casal apaixonado se enxerga a vida nos olhos, cada gesto é uma festa, uma celebração. É a vida a pulsar, entrar em combustão. É o mutuo afeto, são rios que se encontram e se misturam naturalmente, como se o tempo todo fosse o mesmo rio. É uma pausa na existência, hora do recreio, é um desafio a transitoriedade, é a vida parecer perfeita para aqueles dois que estão em pause, que estão e não estão, que são eles e mais ninguém por perto. E que esse mundo torto se revolva em suas crises, que os infelizes os observe, critique, se escandalize, esse mundo essencialmente triste, perigoso, trágico, sujo, cinza, vibram em outra frequência, tão nem ai, alcançaram a rara condição do comum acordo, do só ir se o outro for, e se ficar tanto faz, seja como for, desde que o outro esteja perto. Tudo é graça, é riso, estão felizes.

Quando perguntam alguém na TV o que faz, respondem logo: - Sou Funcionário Publico, agricultor, carteiro, microempresário, tenho um banco na feira, etc... Só isso, só trabalham na vida, o tempo todo. Não respondem jogo bola no final de semana, ouço musica com frequência, passeios, praia e trabalho na empresa tal, inclusive. Ficando assim mais do que caracterizado que a gente vale mais pelo que tem do que pelo que é. E ironicamente como festejam quando chega a sexta-feira, vai entender.

Se passarmos o tempo todo buscando só rostos, corpos bonitos, passaremos a vida toda participando de um interminável concurso de miss, avaliando uma beleza mais bonita que outra. Mas existe também quem conquiste pelo jeito, modo de pensar, expor sua visão toda própria de mundo, e com sua maneira nos encanta, conquista, dispara o gatilho da sedução. Beleza física é importantíssima sim, sem essa que não se põe na mesa, que gaiola de ouro não alimenta passarinho, tolo é quem tenta ludibriar o olho, tão forte apelo. Seduz num primeiro momento, abre portas, é um cartão postal, enfeita. Mas e depois? Se não tiver enchimento, algo além que a embalagem, será miragem, chuva de verão, fogo de palha que logo arde, troféu para exibir, planta artificial, sem graça, sem brilho próprio, que não precisa de água, adubo, que não preocupa, mas, não nos instiga, desafia, provoca mais nada, pedra travestida de planta, anta, definitiva, toda pronta, fabricada, enjoativa, que logo cansa.

Às vezes tudo que a gente precisa é um chimarrão, uma rapadura e um abraço apertado!

"A santidade é construída no nosso dia-a-dia com pequenos gestos concretos de amor"

Aprecio gente a flor da pele, tem uns que não fedem, nem cheiram, que vão tirar um dia pra fazer algo (tire não, que vai fazer falta no calendário, principalmente esse mês que é tão curtinho) - Vai quando? Um dia? - Que dia? Dia 23 desse mês? 30 do outro? Esse ano ainda? Nem conte que esse dia não chegará nunca, espere sentado. Gosto de gente saltitante, que faz gosto ver, dinâmica. Que tem susto, melindres, que ri alto, que vive rindo, que chora por qualquer motivo, uma manteiga derretida, impulsiva. Que se emociona e emociona a gente, passional, não um tronco plantado, um cofre hermeticamente fechado, extremamente comedido, metido a infalível, medido e embalado, previsível. Gente que surpreende, quando a gente pensou que foi embora, volta, feito naquele lance que acontece no final dos shows do cantor que a gente gosta, fechando com chave de ouro, nos surpreendendo com a nossa canção preferida. “15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! 16 Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.”, Apocalipse 3. (Fábio).

O isentão típico é assim: votou, até ontem, na esquerda e agora, que ela ficou suja e decadente, finge estar em cima do muro, dizendo que ninguém presta, nem direita, nem esquerda. A tática é boa, mas não me engana.

Não é o falar muito que quer dizer tudo.

A vida é essencialmente trágica, não se pode ter tudo, a morte nos avizinha feito uma intrusa que entra sem ser convidada, um calo no sapato da existência. Pra nos defender inventamos as festas, os carnavais fantasiosos, enganosos, de como a vida deveria ser, como queríamos que fosse, as festas de aniversario, a festejamos, inventamos motivos, alívios, válvulas de escapes, os jogos, passatempos para esquecermos, os fogos de artifícios contra o céu negro, o medo, a inventarmos risos, motivos. No final tudo cansa, o tédio é uma constância, salvo aqui, ali, o frágil lume de algum vaga-lume a contrariar a noite

A magia acontece quando acreditamos nos nossos sonhos.

Cada palavra uma dose da cura
É o remédio certo para o incerto amor
A medida exata que anestesia a alma
A vontade imediata de curar essa dor.

Sou gaúcho, sim, senhor
Laço e domo amiúde,
E nesse frio me encanta
Tomar um banho de açude!

Há se existisse estação de trem para Pasárgada,
seria uma imensa fila.
Estação sem volta, bilhete só de ida.

O que fazer para ser um profissional cobiçado? Primeiro: ser profissional. Segundo: fazer diferente!

O recrutamento e seleção é a melhor divulgação que uma empresa pode ter, necessário que o selecionador tenha carisma para atrair os candidatos.

Não me digam que o céu é o limite quando eu vejo pegadas na Lua!

Quando o chimarrão tem gosto de saudade o coração chora em silêncio.