Pe Fabio de Melo os que te Amam
Palavras ferem.
Pedras podem edificar.
Silêncio pode gritar e
a fala silenciar.
O abraço apresenta o aconchego ou a despedida.
Você?
Não sei.
O vazio que você deixa em minha alma é
a presença que mais incomoda nesta hora que não passa.
Arranco os ponteiros da minha solidão e
ela vocifera com gritos que dilaceram meus olhos.
Lições pingadas manchando as mãos que acenam com gestos desiludidos.
Passo.
Outro fim sem começo.
As vezes é melhor colocar em um papel tudo oque você sente, do que Desabafar seus sentimentos com uma pessoa que te Julgará
Se precisar fique contra o mundo para ser quem você é, mas jamais fique contra você mesmo para ser simplesmente o que o mundo quer.
Foi no Caminho da Noite que eu te Encontrei
Lua Brilhante e Alma Sozinha a qual me Agarrei
Como uma Brisa Suave e Doce Vieste ao meu Ouvido Sussurrar
Emoções Fortes que me levaram a Tudo por ti Arriscar
Acariciaste- me com o Silencio do teu Véu
E com as tuas Asas Levaste me ate ao Céu
Sentia em Mim que Estava a Felicidade a Chegar
E Eternamente Desejei que Ela Viesse para Ficar
Encontrei na tua Autenticidade a Parte de Mim que me Faltava
Presente Vivo de uma Emoção Rara nunca Atingida e Sempre Procurada
Foi no Encosto do teu Ombro que eu Protegi meu Coração
Sentia o Quente do teu Abraço Unir os Nossos Corpos num Ultima Paixão
Via a Minha Vida Desarmada mas o que Podia Naquele Instante me Importar
Corria nas Minhas Veias Toda a Força que Contigo queria Partilhar
Queria Viver cada Respirar teu como se disso Dependesse a Minha Existência
Procurava Mil Razões para Tocar toda a tua Essência
Ardia por Dentro de Mim até Chegar a Madrugada
Passava Longas Horas Esperando para te ver Acordada
Inspirava me Enfim no Levantar do Sol nos teus Olhos assim Esquecia as Desilusões
Desfrutava do Prazer Único de tocar tua voz que me trazia Tantas Recordações
Implorava sem Palavras que os Teus Lábios me Tocassem sem Demora
Ar Suave e Perfumado Mantinha me Vivo ao ver a Beleza Infinita que me Conquistava a Cada Hora
Foi Assim que eu Vivi
Foi Assim que eu Permaneci
È Assim que Ainda Hoje Continuo Aqui …
Estava eu a pensar sentado na minha cama
Em ti mulher por quem sinto amor
E uma carta resolvi escrever
Para ver se encontro o grande ardor
Tenho saudades da paixão
Que tanto sentia por ti
Mas magoas-te o meu coração
E ela por ti perdi
Chorei e chorei
As lágrimas não consegui parar
De tanto chorar adormeci
Na esperança da paixão encontrar ao acordar
Palavras podem machucar, ações podem decepcionar, mas o silêncio pode multiplicar indescritivelmente sentimentos negativos...
"A expectativa é que o ano novo sempre nos traga coisas novas... Só não percebemos as vezes, que o que entra de velho no ano que inicia, são coisas que não largamos no minuto em que o presente virou um mero passado no ano que se findou"...
Quando deixamos escapar uma oportunidade, só mostra o quanto não se importamos tanto com ou como aquilo resultaria.
Quão fátuo é o lírico! um visco,um viso!
uma cópula entre a aorta e o escrito!
Quão distendido!
além da margem do sulfite,
além do que narra o grafite,
o esferográfico,o alegórico,o arremate,o arrebite,
abruptamente, o descomedido surge do atrito,
entre o psíquico e o somático,entre a íris e a epiderme,
entre eu e você...o revérbero!
O tanger da alma , fez-me ver que o desejo é auspício,
é preciso friccionar o contexto do lido e do não dito,
do que não cabe no verso,que é mero resquício,
réquiem do substantivo,
que não cabe na palma da mão!
Meu anjo telúrico de exéquias guirlandas,
meu anjo exímio da mímica,
sou letrada em tua pálida fisionomia,
todavia não me prendo a adjetivos,
eles limitam a forma como sentimos o outro,
a palavra é uma argila fina,
nas mãos do poeta é escultura abstrata,
nas mãos de um tolo é uma lápide!
A nódoa da mágoa,
é uma póstuma lira,
que desafina,
ao escorrer da pálpebra!
emana da retina,
translúcida película,
da mácula!
há uma elipse nos teus olhos,
nos côncavos recônditos há o lapso,
do lacrimal!
o declive dos lábios,
e o corpo transpassado de amarras,
que se entrelaçam na narrativa hemorrágica!
sintaxe incompreensível?
será possível?
o corpo ser subjugado ao exílio...das palavras!
a morfologia do quebradiço,
dos cacos que não se encaixam,
resquício psicografado de um coração fragmentado,
cuidado com as palavras!
elas vestem a alma...de significado!
fomentas o regurgitar de sílabas decrépitas,
mas sorri latente como de costume,
dizes:"Está tudo bem!"
mas aquilo que não é dito lhe corrói profundamente,
fácil agarrar-se ao sentido do tátil!
difícil é compreender o inaudível,
sim a palavra as vezes é gesto,
que perdeu os fonemas,
e de alguma forma se veste do evasivo,
poucos percebem que letras são coadjuvantes,
da leitura do anímico!
poetas convertem o emotivo em símbolos,
mas do ângulo do outro tudo é assimétrico,
por isso nem sempre o que digo se encaixa no meu sorriso,
não me interprete ao pé da letra,
e sim na sutileza de asteriscos...
