Passear
Domingo é dia de esquecer a agitação do dia a dia e passear sem pressa alguma no prazer silencioso da nossa própria companhia.
Se penso, sou eu!...Se não penso, é porque estou a passear a mente ,pelas
caudas nublosas do horizonte.., pelo que me abstrai e transforma a minha alma.., irracional, amorfa ,desabitada,,, Em estrela cadente
Rimou , rimou sim viu , primeiro grupo dos patinhos foram passear na libertadores para apanhar kakakaka
É igual um passeio entendeu!foi passear e voltou! Pronto, só isso não aconteceu mais nada peia e peia!
Belém linda e inesquecível como o adão e Eva que nos faz passear pelas ruas, ao apreciar o nascer do sol até á madrugada do dia seguinte.
Andamos pelos palácios e temos o privilégio de conhecer uma flor rara e especial do jardim de jasmin que faz as ondas do mar dançarem, uma extraordinária escritora, que simplesmente encanta os oceanos com os seus olhos cintilantes lindos como uma Safira, com um sorriso contagiante como o amor e amizade e que transmite a sua beleza interior e exterior até aos confins do universo. Que pureza, que Encanto de um fruto proibido transformada numa deusa grega, que simplesmente é um privilegio conhecer uma Pessoa única e fantástica como tu Durante 15 minutos do que conhecer alguém errado durante uma vida inteira. Até os passaros cantam de alegria de só sentir a tua beleza e a tua essência pura como os flocos de neve a cair numa noite de natal. Aqueles sábados para se recordarem quando estivermos em belém.
Levei meu sobrinho para passear comigo, há tempos ele vinha me pedindo, animado, seriamos só nós dois. Crianças abaixo de cinco anos nunca foram meus favoritos, só venho lidando com crianças de vinte dois anos ou mais.
Só que pensei ser uma boa oportunidade, saímos e eu descobri uma inveja dessa energia juvenil, a gente perde tanto quando cresce. Tudo bem, não digo perder, sacrificamos muito para conseguir zelar por nossa sobrevivência. E nesse exato momento, eu almejava um pouco dessa vitalidade que a vida me tirou. Mal me lembro da sensação de ver o mundo pela primeira vez.
Voltei meus olhos para o meu sobrinho e ele pulava, sorria, caía e levantava sem muitas preocupações na vida. Tudo o que tinha era o presente e só isso bastava. Os frutos do futuro não lhe interessavam. Essas preocupações cabiam aos seus pais, este é único período da vida em que temos o direito de entregar nossos destinos nas mãos de outros, todavia, conheço adultos que ainda insistem em fazer isso. Tolos, não sabem que depender dos outros é um luxo que não podemos nos dar. Porque a vida maltrata com socos no estômago. Quando crescemos, o presente é invadido por possíveis futuros, a maioria deles irreais.
Somando todas as invejas que senti de meu pobre sobrinho, aquela foi uma das mais marcantes. Pensar na maneira como já tive o presente e perdi fez dessa a maior perda de uma vida. Agora mesmo, enquanto meu sobrinho brinca nos brinquedos do parquinho, eu checo meu celular pela quinta vez, procurando por pessoas que definitivamente não estavam ali. Preocupando-me com compromissos que ainda virão. Já não sei como recuperar o luxo do presente e só. A vida te pede para ficar.
Então voltamos para casa. Caminhamos por entre as pessoas, ele grudado no meu braço, e me puxando para que cessasse meus passos, como se toda a sua vida dependesse disso. Meu sobrinho queria voltar, pois algo lhe roubara sua atenção, algo no mundo era digno de seu afeto. Queria pegar uma tampinha de garrafa dourada no chão.
— é só uma tampinha de garrafa. — disse eu.
— eu nunca tinha visto uma dessa cor.
E foi aí que eu me dei conta que crescer é uma grande perda e me dói saber que meu sobrinho logo será um adulto como muitos outros, lamentando a perda de quem foi um dia.
Qual é o caminho da tua mente?
Faço-te esta indagação
por querer passear pelos os teus pensamentos,
mas tenho a sensação
de que, talvez, eu já tenha descoberto
com a tua intensidademostrando-me
a direção
por meio dos meus sinceros versos
onde coloco a minha emoção
e como deixo o teu sorriso aceso.
Quadra
(Remadas)
Passear de barco com a namorada
É romantismo que rola há tempos
As águas brilham os olhos d'amada
Para esta hora não há contratempos.
Eu não sou fã de seguir coachs, nem almejo a riqueza ostentatória, passear em iates ou residir a beira mar. Desde pequena, nunca fui ambiciosa ou interesseira. No entanto, não gostar de uma vida luxuosa não significa que eu aprecie viver na pobreza.
De um lado existe uma legião de iludidos que seguem coachs e pastores da teologia da prosperidade, porém do outro lado possui uma legião de pessoas conformadas com sua realidade: seja nos relacionamentos, na família, no trabalho ou na moradia.
As pessoas se conformam e se acostuma com a sujeira, a bagunça, o mal cheiro (seja de esgoto, fluidos corporais, mofo etc). “Ah mas tem gente rica que é suja, não toma banho, não arruma a casa”. Sim, existem, porém, lugares pobres e quentes é muito mais comum.
Hoje, quero focar nessa questão de moradia, pois é algo que traz uma grande frustração para minha vida: Sempre viver em casas pobres e periféricas. Moro a cerca de 28 anos na mesma casa, apenas uns 4 anos morei em outras casas, mas continuou sendo feias e periféricas.
As pessoas se conformam com o ditado "mais vale uma casa simples onde reina a paz, do que uma casa luxuosa onde há discórdia”. E ainda a esse pensamento existe a famigerada frase "tem tão pouco e é feliz". Sinceramente, tenho uma visão diferente sobre isso.
PARA MIM, ISSO É UMA ROMANTIZAÇÃO DA POBREZA E DA PRECARIEDADE.
Aqueles que se dizem "felizes" sendo pobres, sem ter acesso a nada, morando em morro, favela ou grota, simplesmente desconhecem as oportunidades que o dinheiro pode oferecer. Não estou me referindo à vida fútil e ilusória de festas, bebidas e ostentação, tão sonhada e valorizada no instagram.
Refiro-me à oportunidade de ter acesso à cultura, viver em um ambiente limpo, ter higiene pessoal, saneamento básico, morar em um local agradável, com arborização e acesso à água potável.
Vou compartilhar um pouco da minha realidade: moro na cidade de Maceió, Alagoas, onde a temperatura geralmente oscila entre 27 e 30 graus (exceto em um pequeno período quando é inverno), com sensação térmica de 33 a 35 graus.
Para se sentir bem num clima como esse, só quem possui ar condicionado em casa, no trabalho e no carro e/ou frequenta muito a praia e a piscina (eu não gosto de praia, nem tampouco me bronzear). Nesse calor, sofro bastante. A casa onde moro é extremamente escura, meus pais nunca fizeram reformas para colocar cerâmica; a entrada tem apenas um corredor por onde entra vento e luz. Na raiva chamo de CAVERNA de tão quente e escura que é.
A lâmpada precisa ficar acesa o dia inteiro, caso contrário tudo fica escuro, sem ventilação e sem luz solar. Não é somente a minha casa, olho ao redor e vejo poucas pessoas com um lar limpo e bem cuidado. A maioria são casas mal cuidadas e se for para o interior é pior ainda, com aqueles mercados e feiras públicas, a maioria são pessoas bronzeadas pelo sol. Muitas mulheres só se preocupam em fazer unhas, cabelo, comprar roupas e fofocar, até as que trabalham vivem assim nessa mediocridade de picuinhas no trabalho... já a maioria dos homens em ser peões e no fds tomar cachaça e fazer churrasco e trair suas esposas com as “raparigas” tão cultural aqui nas bandas do nordeste.
Eu me sinto mal todos os dias que fico em casa. Não trabalho fora, sou mais caseira e não tenho nenhuma amizade (tb não quero fazer, isso já é outro assunto), então passo a maior parte do tempo em casa. Desde a infância, estou na mesma casa, fiquei em outras casas somando tudo uns 4 anos, mas voltei para casa dos meus pais e anseio pela oportunidade de comprar meu próprio apartamento.
Não precisa ser luxuoso, só desejo um lugar limpo, bem iluminado, com uma boa pintura e com cerâmica. Sei que isso não garantirá minha felicidade, mas para aquelas sensíveis a ambientes desordenados, sabem o quanto uma casa suja, escura e desorganizada pode afetar o ânimo e a motivação.
ASSIM É A ALMA DO POETA
Marcial Salaverry
A alma do poeta tem vida própria,
costuma passear em eteridade,
por toda a eternidade...
Diz-se que quando um poeta morre,
sua alma segue poetando,
e pelas estradas da poesia segue caminhando...
É preciso saber entender a alma poetal...
Para assim, saber sentir suas palavras poéticas...
Acordei sem criatividade
e o q me resta é passear nessa cidade.
Pego minha bike azul marinho. E vou…
Descendo essa ladeira. Eu vou…
Queria te encontrar pelo caminho, seria tão bom, mas eu vou
Pelas ruas das mangueiras, minha cidade morena. Rodeada por paisagens tão belas. Eu vou…
E por alguns minutos fico sentada aparentemente, tranquila.
Te encontro, observo e você nem percebe, no entanto essa é a ideia.
O meu olhar de soslaio, disfarço.
Mas o seu pescoço, delicado…
Fico admirada com você deitada
nesse gramado úmido de lágrimas brilhantes…um vício
…
Seguindo no meu caminho
sinto o vento entrando nos poros do meu corpo e as árvores continuam
agitadas…gosto de vê o seu rosto
É muito bom, como quem não quer nada, levar nossas ilusões para passear e deixá-las perdidas pelo caminho, apreciando a paisagem que elas mesmas criaram
Que sempre tenhamos um espaço reservado na agenda, pra levarmos nossa criança interior pra passear.
É revigorante!
Ah, como é bom passear pelos campos, sentir a brisa no rosto, sentar em um banco e ler uma bela poesia de Cristina Gonçalves Farias.
Tenho certeza de que ela tem as medidas certas para entrar em um coração fervoroso, passear por uma mente quieta, quiçá, permenecer em tais lugares ou pelos menos, aparecer mais vezes, se merecerem a sua permanência, a sua visita, uma beldade atraente, exultante, intensa, inteligente, um carisma abundante entre outras qualidades apresentadas somente para aqueles que a respeitam e mais ainda para quem lhe tem como prioridade, deslumbrado com sua beleza física e amando a sua essencialidade, uma dedicação genuína sem espaço para a superficialidade.
"Finalmente, é a hora do poema.
Vou sair, levar a caneta para passear,
fazer linhas na folha em branco."
Sorte a minha entender em intensidade, passear pelas sentidos tendo esse pleno universo em materializar o pensamento. Em meio a tantas distrações não se sabe o valor de um simples abraço, um ouvir para um instante, uma jovem época de pessoas falantes, pouca concentração e menos compreensão. É como o ser humano substitui o comportamento contraditório, sem certeza, vagando sobre a grandiosa imaginação de que é possível dominar tudo e a todos. Se perde a razão em viver em resultados premeditados, presumidos, e pouca liberdade. A identidade se apaga aos poucos, e os que nada estão preparados caminham para um outro resultado sem controle e consequentemente sem qualidade das suas escolhas em conduzir-se a ter e viver numa vida simulada atrás de posses, que com ela nada se compra de tão importante nesse lugar de aprendizado e passageiro onde estamos.
