Pássaros
Ah, como amo o silêncio, o observar da natureza, o canto dos pássaros.
Gosto do meu silêncio e pouco sou de conversar ou falar, pois percebi o quanto minha liberdade de pensamento ofende os que habitam na prisão da inconsciência.
Não quero nada da vida senão a liberdade de existir, de pensar e viver viajando pela superfície dessas bagunças.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Alguns pássaros jamais voaram pelos céus da bajulação, se ego depender deles para se alimentar, vai morrer de inanição.
A vida é um pássaro na mão,
os sonhos são dois pássaros voando
e a morte pode ser
uma revoada de anjos
(ou de demônios);
vai depender daquilo
que tu fizeres
com o pássaro que agora
tens em mãos.
[...]
Responda-me,
Senhor dos pássaros
Sob o olhar daquela árvore
o pássaro respondeu:
Estou esperando
um sinal do céu
*
-- Ainda é tarde
Oh! Dona árvore ,
sua hora de canção é meia noite
na plenitude das horas
que somente tu sabes
A imagem dos teus solos
TU VENS...
Olho os pássaros a voarem,
Quem me dera ter asas,
Voaria ao teu encontro todos os dias,
Receberia teus doces beijos e carícias,
Sei que você me ama,
Nós não nos encontramos do nada
Apenas o olhar nos apresentou, sintonizou,
Estava escrito nas estrelas, você falou,
As mais belas e iluminadas da noite,
Nós conhecemos de outras vidas,
Basta a sintonia do nosso olhar.
As estrelas nos guiam passo a passo
Invadem meu quarto quando não vens
Eu te espero como se fosse adolescente,
Posso te tocar sempre, porque sei que vens,
Há momentos que temos que ficar longe,
A saudade aumenta o amor,
Quando nos vemos a loucura aflora,
Para amar, falar, acarinhar, sonhar...
Quero viver o momento único…
Viver o presente, nada mais…
Pássaros de papel
Ainda que ela caminhasse desmotivada
Carregava em si inúmeras faíscas desconhecidas,
Por mais que pelo medo fossem ocultadas,
Nunca se sentiu impedida de olhar para cima.
Era só observar aquela vista
Que uma misteriosa vontade surgia,
Embora não soubesse de onde vinha,
Sentia que a despertava em tomar uma iniciativa.
Até que um dia, aquela imagem lhe fez um convite,
Como também trazia uma mensagem sublime.
Que no começo era necessário uma transformação,
Para que o final fosse de constante evolução.
Aquela altura, não havia nada que pudesse impedir
Um espírito oculto, que clamava para sair.
Ela se fez de início para algo inovador,
E deixou que a luz mostrasse o seu melhor.
O vazio ignorado, esbranquiçado
Pelas palavras era preenchido,
Marcado pela alforria de um talento escondido
Que muitas vezes, por ela foi duvidado.
A ele, foi dado tudo que precisava
Com o formato para cruzar o infinito,
A coragem destacava no rosto pequenino,
Já a esperança, num belo par de asas.
Atraída pela magia da empolgação,
Ela soltou o primeiro exemplar,
Viu-o saltar de sua mão
E logo resolveu que faria mais.
A distinção se coloria,
Oriundas de uma criatividade singular,
Não era algo irrelevante que logo acabaria,
Eram seus sonhos que pairavam no ar.
E quando menos esperava,
Um deles retornou atingido,
Tomou todas as dores da criação que se despedaçava,
Por causa de algo desmotivador que acabou ferindo.
Embora fragilizada pelo menosprezo que foi afetada,
A persistência atou em suas partes sofridas.
O tempo assumiu a cura; e quando sua força foi ressarcida,
Descobriu, que mesmo em pé, haveriam dias de asas quebradas.
Então, continuou em mandá-los voar para bem longe
O máximo que conseguirem,
Pois só assim é que levariam seus encantos,
A fim de cativar bons corações que ainda existem.
Afinal, sabia que ter sonhos faziam parte,
Porque a inspiravam em explorar o desconhecido.
Sabia que todo o ser carrega em si a mais bela arte,
Então fazia dela o destaque do seu próprio brilho.
Cada obra era tratada com enorme zelo,
E guardas no peito com maior apego.
Sorria gentilmente quando eram livres,
Para desfrutar da graça que era flutuar junto a eles.
Desimpedidos e esvoaçantes,
Sabia que em algum lugar estavam sendo admirados,
Era o que motivava em mostrar seus inúmeros pedaços,
Para atrair seres que estavam tão distantes.
Quando viu seu esforço ser recompensado
Com gratidão, observava em cada parte.
Então disse: "Ó, majestosa ave,
Que ajudou meu desejo ser realizado".
Logo descobriu que o céu era para todos,
O que tornava seus sonhos: ilimitados.
E naquele dia, por ela ficou declarado:
"É sempre hora de alçar voos mais altos".
Pássaros voando, soam como vidas,
Que vem e que se vão ao bater das
Asas, essas tão rápidas quanto um
Pensamento, no leve sopro dos ventos,
Traz em um momento fugaz aquela
Que meu deu a vida um tempo atrás.
Havia no ar uma luminosidade surpreendente e o zumbido dos insetos, o canto dos pássaros e o riso das crianças enchiam o espaço; por toda a parte reinava a luz, a alegria, o desejo de viver, de ser feliz, de ser bom.
Livre são mesmo os pássaros, livre são nossos pensamentos, que seja um de cada vez, passo a passo, mas não ultrapasse o limite de seu compasso.
Vento, pássaros cantando, brisa do mar, folhas verdes, céu azul e uma janela - janela da alma? vidraça? um simples vão no imaginário?
Cachorro latindo, caminhão passando, coração a pulsar;
Teclas sendo pressionadas, respiração ofegante (ansiedade?);
Pequeno momento de percepção e reflexão na solidão criativa.
Se estiver recebendo pássaros, é porquê está jogando sementes.
Se estiver recebendo lobos, é porquê está jogando sangue.
O Vírus do Amor
Manhã de outono , ouço o som dos cantos dos passaros e o soprar do vento ,Olhar fixo no firmamento, ao abrir a janela contemplo a cena mais bela . o sol radiante nascendo me leva a lembrar do magnífico sorriso dela.O galo canta , o dever diz levanta , mais o que de fato me espanta , é perceber como o jeito dela me encanta .Em minhas leituras pelas paginas do livro, surpreendido pela imaginação , me encontro com as travessuras e aventuras que fazem parte do plano de açao , Minha mente refém desta louca paixão.O contexto me sinaliza que devo ficar em casa ,me resta pegar a minha asa , movido pelo fogo que abrasa , e me deliciar no amor que nunca se atrasa.Em alta velocidade , os pensamentos a busca a fim de matar a saudade.Um pretexto aqui , ali e ainda outro acolá , bora a cidade atravessar , infectado pelo virus do amor , que mata se a distancia contunuar.O Dr. Coração receitou : Abraçar , beijar, tocar ,Sao medidas salutar , para o virus do amor nao matar,Tome na medida que for preciso , acrescente uma dose de riso.Não tem contra indicação , nem efeitos colaterais , fazendo assim o virus do amor nao matara jamais.
Gentilmente
O silêncio é interrompido pelo cântico dos pássaros.. melodia que surge ao amanhecer..
Gentileza que possui harmonia, simetria, imponência..
Nos galhos das árvores pousa... suavemente a beleza, a vida, e a liberdade...
Gentil beleza... que canta, encanta, perdura no tempo a luz, o amor, sem exigir nada em troca..
Gentil beleza... que eu possa aprender com o que canta e encanta..
Gentil beleza... que me faz presenciar as mãos do criador.
O Monte
Sentindo o frio na espinha,
O vento levemente sopra a face,
Os pássaros alvoroçados cantam,
Diante dos olhos, um foço de luz,
Um extenso vale molhado da névoa,
De cores, aroma e sabores...
Naquele monte escarpado,
Um tesouro às escondidas,
Onde o sol não brilha, se põe...
Um interlúdio para reverenciar
Eu com minha alma em chamas,
Batimentos desalinhados,
Volúpia e simetria...
Tocando as pétalas desabrochadas,
A passo e passo, adentro ao vestíbulo,
Desajuizado a explorar,
Desembainhado a dançar...
Abrandando os sussurros dos ventos,
Osculações abrasadas na cerviz,
Os pomos, belos e bem delineados,
Aprecio-os com devoção, contemplam o Éden
Como eles, o colo embebido...
No enlace dos corpos, ofegantes,
os amantes entregam-se lascivamente,
sobre o outeiro, suspirando em brasas,
do sonho ao apogeu...
Ah, a natureza e sua beleza misteriosa...
As fímbrias a vascolejar
As borboletas a voar,
O deleite do poeta,
A moldura do artista...
Apego-me às memórias daquele Monte de Vênus!
Caminhando pelo parque te avistei de longe dando migalhas para alguns pássaros e sorri. Nenhum deles queriam elas. Pense comigo, se nem os passarinhos quiseram suas migalhas, imagina eu.
{Ordem de despejo}
