Para uma Pobre e Coitada
A minha literatura não é pra massa nem pra elite, mas sim pra quem a sentir. Não é pra pobre nem pra rico, mas sim pra quem sabe o valor do ser humano. Enfim: minha literatura é sua, pois só foi feita por você.
"A despedida dói, é de partir a alma.
Logo ela. Pobre alma!
Se fosse um outra coisa partida seria tão fácil.
Um dedo partido a cada partida.
Perderíamos um mês de algumas tarefas e logo estaríamos prontos.
Mas não, é a alma que se parte com a tua partida"
FRASES DO BARÃO DE ITARARÉ (1895-1971)
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Quando pobre come frango, um dos dois está doente.
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Diz-me com quem andas, dir-te-ei se vou contigo.
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Eu cavo,tu cavas, ele cava, nós cavamos,vós cavais, eles cavam.Não é bonito nem rima--mas é profundo!
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A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.
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Os homens nascem iguais-- mas no segundo dia já são diferentes.
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O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.
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Não é triste mudar de ideias.Triste é não ter ideias para mudar.
Se um milionário comprar um fusca e usá-lo, não deixará de ser milionário... Um pobre usando Ifone, é um pobre usando Ifone.
1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
Pobre garota desprezada pelo amor, está a procura de alguém que não a machuque e a ame de verdade. Cansou de se ferir por sentimentos mal-controlados, de ser usada como boneca e jogada na estante novamente. Seu pequeno coração já esta cansado de ser usado como brinquedo. Amou cegamente quem não merecia nada mais do que diversão. Se enganou pelo “dessa vez vai ser diferente” e acabou acreditando que aquilo seria eterno. Seu coração agora está em pedaços, um sentimento de tristeza invade sua vida. Agora “felizes para sempre” esta mais distante do que nunca, assim como sua alegria. Seu coração machucado a impede de sorrir verdadeiramente… Acreditou no amor várias vezes, e todas as vezes quebrou a cara. Ela queria apenas poder voltar ao tempo e esquecer todos esses sofrimentos que passou, esquecer aquelas mutilações que fez por raiva, ela queria apenas tentar ser feliz como era antes, queria apenas viver de um jeito mais fácil. Queria mostrar para todo mundo que era forte, fingir que não ligava para o que as pessoas falassem, e não se importar se elas pensassem se eu aguentaria ou não, e mesmo sofrendo estaria de cabeça erguida, e que mesmo com vontade de chorar estaria sorrindo.
Existe algo bem maior que ultrapassa as barreiras e une a humanide; preto e branco, rico e pobre. "OLHE PARA O CÉU, ESTA É A COR DO AMOR!"
Pobre Lua
O sol beija o mar e se despede,
Em seu lugar estará em breve a lua.
Refúgio dos solitários,
Encanto dos enamorados...
Pobre lua que do alto ouve as queixas
E talvez entenda de solidão.
Talvez entenda de amor...
Pobre lua que só sabe iluminar o mar.
Seu riso de prata seduz mas não responde
Aos pedidos que lhe fazem os
Solitários e os namorados...
Toda noite é assim, e
Quando o mar novamente acordar,
Haverá apenas pedaços de luar...
A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
O pobre deseja ser rico, o rico deseja ser feliz, o solteiro quer casar, e o que casou-se tem o desejo de morrer.
Quando vires um presumido de inteligente, acredita que é um idiota, vê o rico como pobre dos verdadeiros bens, aquele que manda em tudo é escravo de todos, o que de corpo é grande não é grande homem, aquele que é grosso tem pouca substância, o que se faz de surdo ouve mais do que queria, o que observa espantado é cego ou ficará cego, o que cheira muito cheira mal a todos, aquele que fala muito não diz nada, o que ri repreende, o que murmura condena-se, o que come muito come menos, aquele que aos outros engana talvez se confesse, o que diz mal da mercadoria é porque a pretende, o que se faz de simples é porque sabe mais;aquele a quem nada lhe falta ele se falta a si mesmo, ao avarento tanto lhe serve o que tem como o que não tem, o que tenta argumentar com mais razões é aquele que as tem de menos, o mais sábio costuma ser o menos compreendido, ter uma boa vida é acabar com ela; aquele que a ama aborrece-a, o que te unta os cascos dá-te cabo deles, o que te faz festas quer se livrar de ti; a estupidez encontra-se muitas vezes nas boas aparências; aquele que é muito direito é torto, muito bem faz mal, o que evita dar certos passos na vida dá mais;para não se perder um bocado perdem-se cem; o que gasta pouco gasta a dobrar, o que te faz chorar quer-te bem, e por fim, o que um aparenta e quer parecer, isso é o que menos ele é.
Um governo patriota mais um povo guerreiro e bravo. Transforma um país pobre e pequeno. Em uma gigante e poderosa nação. Um governo corrupto e um povo fraco e débil. Transforma um país grande e rico. Em uma fraca e gigante nação.
Aquela pobre flor de cortiço, escapando à estupidez do meio em que desabotoou, tinha de ser fatalmente vítima da própria inteligência. À mingua de educação, seu espiríto trabalho à revelia, e atraiçoou-a, obrigando-a a tirar da substância caprichosa da sua fantasia de moça ignorante e viva a explicação de tudo que lhe não ensinaram a ver e sentir.
Por isso, meu eterno e indefinível anônimo, sinto-me feliz em integrar a pobre gotinha do meu pequenino eu humano no mar imenso do teu grande tu divino.
Pobre é aquele que julga sem autoridade. Mais pobre ainda é aquele que usa a autoridade para julgar.
O amor quando se alberga
no peito do rico ou pobre
se torna logo um guerreio
com capacete de cobre
e só obedece a honra
porque a honra é mais nobre.
Se o amor é soberano
a honra é sua coroa,
portanto, um amor sem honra
é como um barco sem proa,
é como um rei destronado
no mundo vagando à toa.
A Orgulhosa
Num Baile
Ainda há pouco pedi-te,
Pedi-te para valsar...
Disseste - és pobre, és plebeu;
Não me quiseste aceitar!
No entretanto ignoras
Que aquele a quem tanto adoras,
Que te conquista e seduz,
Embora seja da "nata",
É plena figura chata,
É fósforo que não dá luz!
Deixa-te disso, criança,
Deixa de orgulho, sossega,
Olha que o mundo é um oceano
Por onde o acaso navega.
Hoje, ostentas nas salas
As tuas pomposas galas,
Os teus brasões de rainha;
Amanhã, talvez, quem sabe?
Esse teu orgulho se acabe,
Seja-te a sorte mesquinha.
Deixa-te disso, olha bem!
A sorte dá, nega e tira;
Sangue azul, avós fidalgos,
Já neste século é mentira.
Todos nós somos iguais;
Os grandes, os imortais;
Foram plebeus como eu sou.
Ouve mais esta lição:
Grande foi Napoleão,
Grande foi Victor Hugo.
Que serve nobre família,
Linhagem pura de avós?
Se o sangue dos reis é o mesmo,
O mesmo que corre em nós!
O que é belo e sempre novo
É ver-se um filho do povo
Saber lutar e subir,
De braços dados com a glória,
Pra o Pantheon da História,
Pra conquista do porvir.
De nada vale o que tens
Que não me podes comprar;
Ainda que possuísses
Todas as pérolas do mar!
És fidalga? - Sou poeta!
Tens dinheiro? - Eu a completa
Riqueza no coração;
Não troco uma estrofe minha
Por um colar de rainha
Nem por troféus de latão.
Agora sim, já é tempo
De te dizer quem sou eu,
Um moço de vinte anos
Que se orgulha em ser plebeu,
Um lutador que não cansa,
Que ainda tem esperança
De ser mais do que hoje é,
Lutando pelo direito,
Pra esmagar o preconceito
Da fidalguia sem fé!
Por isso quando me falas,
Com esse desdém e altivez,
Rio-me tanto de ti,
Chego a chorar muita vez.
Chorar sim, porque calculo,
Nada pode haver mais nulo,
Mais degradante e sem sal
Do que uma mulher presumida,
Tola, vaidosa, atrevida.
Soberba, inculta e banal.
Ai, pobre pátria!
Mal ousa conhecer-se. Nem podemos
Chamar-lhe mãe, que é, antes, sepultura;
Onde ninguém se vê sorrir, exceto
Quem não sabe o que faz…
