Para o nosso Filho Fruto da nossa Uniao
Relapsos Temporais
Nossa predestinação é a causa,
Conduzindo-nos ao confronto,
Espontaneamente em conflito,
Nossa finalidade, a insurreição.
Ressuscitamos frequentemente,
Nossa espiritualidade corporal.
Ressuscitemo-nos uma vez mais,
Eis que alcançamos a Remissão,
De nossos Relapsos Temporais.
La Paix de Dieu est dans la Croix,
La Paix de Dieu est en Guerre,
La Paix de Dieu est dans la Déchirure.
Nosso compromisso em combater aflições,
Resistir ao leito, expurgar a entulho,
Vagar ao léu em busca de novas guerrilhas,
Pois quando a luta acabar,
Este mundo não será mais nosso domicílio.
Frequentemente ressuscitamos,
Em nossa espiritualidade corporal.
Ressuscitemo-nos uma vez mais,
Desde que alcancemos a Remissão,
Em nossos Relapsos Temporais.
La Paix de Dieu est dans la Croix,
La Paix de Dieu est en Guerre,
La Paix de Dieu est dans la Déchirure.
A Paz de Deus está na Cruz,
A Paz de Deus está na Guerra,
A Paz de Deus está na Lágrima
Nossa, que irriga a terra.
Nossa predestinação é a causa,
Conduzindo-nos ao confronto,
Espontaneamente em conflito,
Nossa finalidade, a insurreição.
Quando Pam vem lá,
Nossa meta palpável,
Pra poder ser alguém,
É humildemente alcançar,
O que nos faz transbordar,
Pro Paraíso e Além.
[Grandes mentirosos se encarando]
as dificuldades tantas
superaremos,
com nossa vigorosa
força de vontade.
as incertezas todas
satisfaremos,
com nossa preciosa
força de vontade.
as tristezas abundantes
alegraremos,
com nossa determinada
força de vontade.
com nossa vigorosa,
nossa preciosa
e determinada,
nossa potentosa
força de vontade.
estou certo de que
poderemos usá-la,
quando enfim
a encontrarmos.
02/12/23
Neanderthali's Café
o salto evolucionário
da espécie nossa,
não foi tão efetivo
e a estupidez é visível.
diariamente reencontramos
o reavivado elo perdido
e ainda habitamos
entre os Neandertais.
em suas vestes etiquetadas
vociferando para as tribos,
das cavernas de mármore
ocultam o fedor do limbo.
essa nova fase primitiva
é infinitamente mais perversa
e destrutiva que as anteriores,
por possuir os meios técnicos
e político-econômicos,
para elevar a bestialidade
a um nível inimaginável.
todavia, a estupidez é previsível.
(Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime) ©
com nossa fúria
incontrolável,
das intempéries
ao grotesco interminável,
aqui, nos tornamos
a tempestade.
Desandando a Massa e Vivendo nos Intervalos
fazer o mínimo é um exagero
demasiado. nossa meta
é não fazer sequer o mínimo.
todavia, nos propomos
atrapalhar a todos,
sempre que possível.
dedique-se ao incômodo,
semeie o desconforto,
seja picante e caótico.
produza nada,
contribua com ninguém,
seja um maldito colaborador.
concorde com o regresso,
colabore com a desordem,
semeie apatia e impotência.
viemos para empurrá-los do pedestal,
jogá-los ladeira abaixo,
rasgar tuas vestes caras,
furar teus pneus importados,
perder todo o seu lucro,
esgotar teus rendimentos.
derrubar tuas fronteiras,
queimar tuas bandeiras,
apagar seus slogans.
desprezamos tuas corporações,
odiamos alegremente tuas marcas,
martelaremos forte tuas máscaras.
socamos o desempenho
bem no meio da cara,
almejamos o prejuízo,
investimos para a falência.
por fim, namastêfoda-se
a esta pesada filhadaputagem.
somos a infecção generalizada
em sua bolha perfeita,
pomposa e purulenta, vazando.
que a fantástica fábrica de ilusões
exploda e seus pedaços decorem
o céu estrelado.
que toda certeza se torne um talvez
e que a noite nasça iluminada,
uma última vez, neste sonho desintegrado.
(Michel F.M. - Ensaio sobre a Distração [Trilogia] 13/10/23)
Torrões de Açúcar
neste emaranhado
de contradições
consiste nossa vida.
esquecemos
completamente
de ser felizes,
enquanto dedicamos
toda nossa energia
perseguindo a felicidade.
15/10/23
Amoras e Armaduras
Do traste ao contraste,
A presilha prevalece,
No banjo que preenche,
Nossa praxe fortalece.
Seduzimo-nos, afrontamos,
Enroscamo-nos, governamos.
O que nos distancia,
É o mesmo que nos une,
Brindamos blindados,
Na companhia do ciúme.
Adivinhando a sobremesa,
De discussão e amargor,
Entre as beiras da mesa,
Somente a linha do equador.
Um panorama,
Tantas possibilidades
Um soneto que declama
Inquietação, serenidade.
Aceito e recebo
A reunião das loucuras,
Estreito a extensão,
Acolho Amoras e Armaduras.
Azedas e puras,
Quase maduras,
Estão nuas e cruas,
Amoras e Armaduras.
Mortalhas retorcem moinhos,
Calando nossa ronquidão,
Malhas sufocam os espinhos,
Mantas da inexpressão.
Receba nossa supertônica,
Desapegue-se da bendita erudição.
Na primeira fileira da filarmônica,
Somos o Delírio Absoluto da Multidão.
Receba nossa bioquímica,
Na derradeira fileira da distorção,
Desapegue-se da maldição erudita,
Somos o Delírio Absoluto da Multidão.
armadilhas.
felizmente
Estamos fardados
a sermos a nossa
própria ilha e todas
essas armadilhas
fazem parte de uma
historia mal contada
sobre o nosso próprio
eu.
Segunda despedida
Se eu soubesse
Que essa seria a
Nossa despedida
Teria dito
Algo mais bonito
Que um bom dia.
🌷
A vida
A nossa vida
Somente uma e somente nossa
Ainda não fomos apresentados a vida?
Mas porque ?
Se ela nos pertence...
E quase sempre fazemos de conta que ela não existe
Ela não desiste de gente...
Está sempre conosco
E não damos valor a ela. A vida
Nossa vida
Cuidemos mais da vida... é nossa.
Enquanto dá tempo.
Ande de mãos dadas somente com sua vida...
Pois ela lhe pertence.
Não a ignore, não vire as costa para ela....
Assuma a sua vida.
E sejam felizes para seus sempre....
É o seu destino... Você só tem A vida.
🌷
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