Para dia Nascer Feliz
VIRGÍNIA
Um dia a solidão inventou a lua e as estrelas, e a melancolia de contemplá-las; caminhava a beira do açude para descobrir o avesso do firmamento que certamente estaria no reflexo de seu espelho. Descobriu que o lago são lágrimas choradas pelos que se desiludiram com o amor e a vida, ou as lágrimas que ainda não choramos. Quando não pensava em nada viginha colocava os planetas nas margens do açude; terça casava com alfredo em marte; quinta casava com lucas en jupiter, quarta casava em venus, domingo se divorciava e voltava a terra, e, na terra era solitária. Há muito tempo o gaiola trouxera as suas mais belas recordações nas águas do rio; Iara era o fruto dessas recordações, mas um dia o gaiola se foi; a lua e as estrelas mergulharam no espelho do açude, e a noite cinzenta só mostrava o vulto de um espírito que não mais percebia os crisântemos e açucenas que floresciam às margens do lago. Virgínia buscou a lua e as estrelas no fundo do lago e descobriu o mistério e o silêncio de águas profundas...
pântano
Algum dia serei uma floresta com todo seu mistério
Moleque saci, curupira, caipora, lobisomem...
Então serei riacho com águas cristalinas e pouca profundidade,
Algum dia serei uma cidade com seus viadutos e arranha-céus
Algum dia serei o mar com suas sereias e todo encanto divino,
Algum dia serei poeta com o coração empenhado
Por meia dúzia de olhares, sofrendo por amor e paixão...
Então desejarei novamente ser pântano triste e sombrio na minha solidão...
TRÊS DIAS
Um dia eu morri por três dias
E no paraíso minha tia Zilda ainda falava
De Engenheiro Pedreira como se fosse uma
Daquelas longínquas cidade do faroeste americano
Imaginei que tudo fosse um engano
E no meu sonho vi no jardim do paraíso
Jésse e seu irmão Frank James
Pensei: -que que esses salteadores fazem aqui?
Vi José "Malamuerte" Almada,
Caçador de recompensa
Que apavorava no Novo México;
E um punhado de ladrões de gado
Que sitiavam Tombstone, no Arizona
"O que esses bandidos fazem aqui no céu?
Parecia meio cruel mas ali mesmo no Guandu
No leito caudaloso do rio, os presuntos boiavam
Levando o terror causando calafrio
Era a faxina que o esquadrão da morte
Executava nas cercanias
Muita gente morreu para essa limpeza,
Talvez mais do que devia,
Mas ninguém nada via, ninguém nada sabia...
E pela manhã a sabiá cantava,
As flores floresciam
E tia Zilda aguava as trepadeiras,
As samambaias e as flores do jardim
Cantava uma canção antiga
Como se fosse eterna a vida, e a vida era assim...
REFLUXO
tinha a solidão da lua no olhar,
o azul do que não discernia a clarear
o dia e o que não entendia
tinha o perfil suave de uma ave
a planar sozinha e soberana,
era a beleza simples, absoluta e singular
esquece os meus desejos,
os versos, o universo dessas emoções,
a vida é muito mais que uma cachoeira
o fluxo e o refluxo de um rio...
a vida continua depois do fim do mundo
depois dessa represa a vida continua
continua pra quem percebe
que esteve bem perto
do que é perto de felicidade
ficou essa ilusão que nem é ilusão
mas é o suficiente pra romper a névoa
que embaça o pensamento,
sigo firme nessa incerteza
que sustenta o insustentável:
é só desejo que eu vejo, é só desejo...
vem o alvorecer mas a solidão da lua
continua na luz do olhar
Ela disse bom dia
Com ar de simpatia
Ou só por dizer
Logo mais me diria que bobeira
Acho que disse asneiras
Vai chover
Se chover eu lembro do seu rosto,
Se não chover eu lembro
Do seu jeito
De qualquer jeito vou lembrar de você
Amanhã você passa de novo
E me diz algo novo ou não diz
Mas à sua passagem
Tudo é a mais bela paisagem
E o mundo é feliz
Você não sabe que depois vem outro dia
Com outras paisagens e outros ocasos,
A vida é transitória e o nosso orgulho pune a alma,
Depois vem outro dia com outras necessidades
Uma sensibilidade maior vai te fazer perceber
O que verdadeiramente é belo
O que verdadeiramente soa bem aos ouvidos;
Nesse tempo o grasnar das gralhas vai ferir teus tímpanos
E a primavera de cigarras e pardais vai estar bem distante...
quem já teve um amor verdadeiro
um dia e perdeu
herdou nos olhos a nostalgia...
mas perdeu seus horizontese suas referências
minha primavera, minha Vera prima
eles verão este inverno no meu olhar
eles verão o meu outono e outras estações
fases de lua e suas consequências
eles verão e eu inverno a derramar
o amor que transbordou no tempo e na saudade
quem já teve um amor verdadeiro e um dia perdeu
jamais será triste
triste é quem um amor verdadeiro nunca viveu
mas quem pode entender o amor,
o amor é um deus
ou se vive o amor e tem fé...
ou não vive e padece
e se torna um ateu
preciso lembrar que o amor me esqueceu
e que os sonhos que eu tinha
não são mais sonhos meus
algum dia me falaram em lucidez insana,
em insensatez sensata,
nunca entendi, jamais entenderia;
eu colhia pétalas de estrelas
que caiam no terreno baldio na frente da minha casa,
a boca roxa de jamelões ou a língua azeda de tamarindo
que as safras me proporcionavam além da cerca de arame farpado;
eu ainda não tinha sonhos,
eu tinha a leveza das pipas e o mistério dos piões
e percebia o calor e as matizes da manhã,
extasiado com esses milagres sem perceber os seus efeitos,
mas para isso eu tinha os amendoins torrados ou confeitados,
tangerinas nas portas das quitandas
como um adorno mágico e perfumoso aos dias da minha adolescência.
Não se fazia projeto para a felicidade;
a felicidade estava nos sorrisos e nos olhares,
nas canções românticas que cantavam o amor
nas radiadoras das periferias, que alimentavam os sonhos
e a necessidade de sonhar; então eu sorria fácil
perdido nas divagações da minha mente,
leve e encantado com as cores dos balões
e o rebuliço aconchegante das feiras livres do meu bairro;
sua gente de olhares meigos e risos fáceis
nas manhãs luminosas que clareavam
os dias da minha adolescência e acalantavam os sonhos da minha vida
Não queira ser poeta todos os dias
Seja poeta um dia
no outro seja a poesia...
Não queira ser feliz todos os dias
Seja feliz um dia
no outro seja você mesmo.
CLAREANA
Um dia toda a tristeza vai cair como a chuva,
E toda a dor chorada vai sumir no esgoto,
E a solidão chegará como alívio
Abrindo portas e vidraças
Clareando e esclarecendo que esse mundo é teu...
Esses medos, um dia serão só segredos de um passado remoto,
Teus olhos brilharão mais que Vênus...
Mais que a rua quando passas na manhã ensolarada de verão,
Então o desejo guardado em teus lábios,
Beijará por paixão e amor
E o que foi dor será esquecimento...
E o pardal vai virar beija-flor...
Quando você acorda um dia comum sem a pressão Total tinha comum é quando amanhecer já é meio-dia , aí você se recorda que o que tirava a sua paz para nós se encontra mais e também está em paz , então só tenho amizade a dizer obrigado Senhor Deus põe a mão multiplica.😇🙏🏻♾🔛
Aquele amor que não passa.
Passam-se as horas, o dia, a noite e a madrugada.
Passam-se as semanas, meses, as viradas.
Eu me viro do avesso para preencher aquilo que só contigo vingava, que só contigo virava, que acendia o fogo da minha alma.
E ainda que tudo passe, aquilo me falta...
São resquícios de um verão, de uma noitada, de um beijo bem beijado e um suor na madrugada.
E a ardência daquilo que só tua farda acalma.
São lembranças de risadas passadas e esperanças de um futuro que reflita tua essência, tua calma.
E durante a mudança dos astros, a dor torna-se constante, a perda torna-se cotidiana e a aceitação vem à tona.
Que tudo passa, menos aquele amor enraizado, aquela vontade de você e a dor de não poder te ter.
Que nem em 365 cartas eu poderia escrever, ainda que você pudesse ler.
Por que tudo passa, menos você.
Te amar
Te amarei até meu último dia nesse mundo
E ainda depois estarei ao seu lado, no claro ou no escuro, na sombra ou na luz, pois seu olhar sempre me conduz.
Te amar não é uma tarefa complicada, pois vivo apaixonada, não é como uma lição, pois não é obrigação, é como um hobby, faço porque gosto, faço pelo meu coração.
Por fim falarei sobre minha mania de você,
Minha mania de sempre querer te ter, te pertencer
Querer cuidar, preservar, e ainda, te amar.
Tudo que vem também vai. Quem muito brilha um dia fica opaco. Aquele que muito gosta também desgosta. Mas, se é amor, fica em qualquer dimensão.
Que pérola da escrita: “carpe diem, quam minimum credula postero “ ou “aproveite o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã”. Quem disse foi Horácio, poeta romano que viveu pelos idos 65 A.C. que hoje, amanhã e sempre irá nos provocar uma reflexão e ratifica a importância da escrita, nosso maior legado.
Após a tempestade, solitário, a deriva e na vastidão, até que um dia, terra a vista! O mar teve compaixão. Me levou então num Porto ensolarado, seguro e bonitão mas de nome Velho, Porto Velho, que me deu a mão, abrindo a possibilidade de nova vida, com muita esperança e gratidão.
A turma veterana, nascida no século passado, aqui, o escriba, um representante, sente a cada dia que este planeta onde, aparentemente, nasci e fui criado já não é mais o mesmo. Sem entrar em muitas filosofias sobre os motivos, sonho com a possibilidade de ser um alienígena perdido por aqui, e que meus semelhantes logo, logo voltarão para me resgatar.
Andávamos em bandos e tribos, evoluímos para comunidades. Prosperamos até o dia que alguém disse e cumpriu: “dana-se o vizinho!” Desde então, chegamos aos dias de hoje com medo do amanhã.
Sonhar que está voando em um balão bem colorido, ao raiar do dia, com o mundo passando devagarzinho aos seus pés, às ordens do vento, não tem idade; é lúdico, é criança, é mágico. Bem-aventurados aqueles que realizaram ou realizarão seu sonho na magia de um aeróstato ou balão, ou ainda melhor, no balão mágico.
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