Frases sobre Pão
A mentira
O que é a mentira?
A mentira
é a nutrição da hipocrisia.
O pão diário
de quem precisa fingir virtudes.
Sem ela,
muitas máscaras
morreriam de fome.
Sem esse alimento,
muitas consciências
ficariam nuas.
Sem esse subterfúgio,
muitos candidatos a cargos vários
seriam eliminados.
Sem essa artimanha,
muitos jornalistas
perderiam suas ricas carreiras.
Sem ela,
muitos influenciadores
não teriam seguidores
nem lucros promissores.
Afinal...
a mentira parece ser
um prato bem preparado
para os famintos do nada de tudo,
(vazios de tudo e inflados do nada)
que devoram o menu proporcional
do momento sem perceber
que o barato, quase sempre,
sai muito caro.
✍©️MiriamDaCosta
Papéis invertidos
Te carreguei nas minhas sombras,
Te dei pão e água quando precisou,
Te apresentei um mundo que você não conhecia,
Sou grato hoje pôr os papéis terem se invertido,
São tantos ensinamentos, são tantas experiências,
O acaso abraçou o que causou impacto e agora vive da razão.
Eu trabalho hoje pra ter o pão de cada dia mas se não dou valor no próximo o que eu faço não vale a pena . Perde todo sentido se eu não vivo pra servir acabei me manchando dentro de mim.
"A maior carência do mundo não é de pão, mas de ouvidos dispostos a escutar e corações que não vejam o próximo como um estorvo, mas como um espelho da sua própria fragilidade."
Tenho pão, abrigo e proteção
Enquantos muitos vagueiam
Triste e pobre caro irmão
Cachorros de raça passeiam
Sociedade sem direção
Ontem mataram os indígenas
Depois escravizaram os negros
Vejo privilegiados otimistas
Outros carregam os pesos
Minhas lágrimas são luxo
De que tem três refeições
No meu apartamento burguês
Faco minhas reflexões
Por que o luxo é lixo
Se carros importados
Não tem nada a ver com isso
Muitos querem pão
Querem droga também
Para anestesiar o chão
Em que dormem de frio
De congelar a mão
Caríssimo irmão
De quem me desvio
Nas ruas de então
Sua droga é minha solidão
É o dinheiro que excede
No bolso ostentação
No restaurante italiano
Na padaria francesa
Outros contram moedas
Cínica mesquinha riqueza
Sei no estomago que pesas
O preço da avareza
Eu tranco as portas
Para me refugiar
Da ingrata realidade
A me rodear
Não dê dinheiro
Pois ele vai beber
Pois que beba irmão
Se o alcool é sua solidão
Frases de efeito
Sociedade em putrefação
Se sou delicada
E me come a depressão
Muito mais doeria a alma
Se tivesse que dormir no chão.
Escrevo calada na cadeira
O que procuro esquecer
Que a desigualdade
Ainda vai crescer.
Beba irmão
Se o álcool é sua solidão
Eu tenho comida farta
E me mata a depressão
Cada um vive
A sua opressão
Mas não somos todos iguais
Na poeira do chão
Eu tenho remédios
Você tem invisibilidade
Somos dois seres
Morrendo na cidade
Eu sonho com igualdade
De pão e alegria
Mas na impotência
Eu só escrevo poesia
Beba irmão
Se o álcool é sua solução
Beba irmão
Eu vou beber solidão
Um dia na cidade
Putrefação e desigualdade
A carência é a maior prisão do homem moderno. Fugimos da nossa falta buscando o pão da dopamina barata e das validações vazias. Se você não governa as suas necessidades, você será sempre um escravo das suas circunstâncias.
O PÃO QUE ILUMINOU A ETERNIDADE DA CONSCIÊNCIA.
O episódio intitulado “História de um Pão”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e atribuído ao espírito Humberto de Campos, insere-se na obra O Espírito da Verdade, constituindo uma das mais eloquentes parábolas morais da literatura espírita moderna.
A narrativa apresenta Barsabás, figura simbólica do poder corrompido, cuja trajetória terrestre foi marcada pela usura, pela indiferença moral e pela exploração dos vulneráveis. Após a morte, sua consciência desperta para a realidade espiritual sob o peso das próprias ações. Aqui se confirma, com rigor doutrinário, o princípio estabelecido por Allan Kardec em O Céu e o Inferno, onde se assevera que o estado da alma após o desencarne é consequência direta de sua conduta moral.
A dissolução de seus bens materiais e o esquecimento de seu nome representam, sob análise sociológica e espiritual, a falência de todos os valores meramente exteriores. O patrimônio, outrora idolatrado, revela-se incapaz de sustentar qualquer permanência no campo da memória afetiva. Tal concepção encontra ressonância na máxima evangélica registrada em Evangelho segundo Mateus, capítulo 6, versículo 19:
“Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem.”
A erraticidade de Barsabás é marcada por densidade psíquica, simbolizada pelas trevas e pelas vozes acusadoras. Trata-se de um quadro típico de perturbação espiritual, conforme descrito em O Livro dos Espíritos, questão 165, onde se esclarece que o Espírito experimenta confusão proporcional ao seu grau de apego e ignorância moral.
Entretanto, a inflexão decisiva da narrativa ocorre quando o personagem aprende a orar. A oração, longe de ser mero ritual, assume função de orientação vibratória, atuando como eixo de realinhamento da consciência. Esse conceito é desenvolvido com profundidade em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 27, onde se define a prece como “um ato de adoração” e um meio de aproximação efetiva com o plano superior.
Ao alcançar a chamada “Casa das Preces de Louvor”, Barsabás depara-se com uma realidade de notável simbolismo: cada luz corresponde a uma oração de gratidão oriunda da Terra. Este ponto é crucial sob o prisma da lei de causa e efeito. Não são os grandes feitos ostensivos que determinam a redenção imediata, mas a qualidade moral do ato.
E então surge o núcleo filosófico da narrativa.
Entre todas as suas faltas, apenas um gesto resplandece: a doação de um pão a uma criança abandonada. Um ato singelo, quase esquecido pela própria memória do benfeitor, mas eternizado pela gratidão daquele que o recebeu. A prece da criança converte-se em luz, em crédito espiritual, em vetor de reabilitação.
Aqui se manifesta, com clareza cristalina, a lei de justiça divina interpretada pelo Espiritismo: nenhum bem se perde. Mesmo o menor gesto de amor, quando autêntico, possui repercussão imensurável.
A identificação entre Barsabás e Jonakim transcende o simbolismo narrativo e adentra o campo das leis reencarnatórias. Ao vincular-se magneticamente ao beneficiado, o Espírito encontra oportunidade de retorno à existência corporal, não como punição arbitrária, mas como mecanismo pedagógico de reparação e crescimento.
Tal princípio é corroborado em O Livro dos Espíritos, questão 132:
“A encarnação tem por fim fazer o Espírito chegar à perfeição.”
A carpintaria humilde onde Barsabás reencontra Jonakim não é mero cenário. Trata-se de um ambiente arquetípico de trabalho digno, simplicidade e reconstrução interior. A imagem final, na qual o Espírito conquista a bênção de renascer, sintetiza o triunfo da misericórdia divina sobre a justiça punitiva.
MORAL DO CASO.
A narrativa demonstra, com precisão doutrinária e profundidade psicológica, que a redenção espiritual não depende de grandiosidade aparente, mas da autenticidade moral dos gestos. Um único ato de amor verdadeiro, ainda que isolado em uma vida de equívocos, pode converter-se em semente de luz capaz de orientar a consciência através das sombras mais densas.
Não é a quantidade de obras que eleva o Espírito, mas a qualidade ética que as sustenta.
CONCLUSÃO.
O pão oferecido por Barsabás, gesto aparentemente ínfimo, revela-se como monumento invisível erguido na eternidade da consciência. Assim, compreende-se que cada ato humano, por menor que pareça, inscreve-se nas leis universais com consequências que ultrapassam o tempo e a matéria, convidando o Espírito a reerguer-se, passo a passo, rumo à própria reabilitação moral.
❝ ...Obrigada, Pai, por me vestires de fé e de esperança, Pelo pão, pelo teto, pela lição que me faz crescer. Em Teu silêncio acolhedor, minha alma dança, E eu digo: Obrigado, Deus, por me permitires ser...❞
-------------- Poetisa Eliana Angel Wolf
— Eis o nutriente
para uma alma saudável
Pão e palavra!
Oração e trabalho.
Eis o teu caminho de eternidade.
Falho a facada e o pão chora lágrimas de felicidade, mas o seu rosto está implorando para eu não procurar outra forma de eu cortar ele ao meio, feliz é ele por eu falhar a facada, mas a faca atingiu a mesa de madeira tão resistente que partiu a faca e está triste e preocupado sobre como fazer o seu interro.
Não vivemos só de pão, mas da Palavra de Deus - escrita nas Escrituras e viva em nós quando o Espírito a aplica ao nosso coração.
Rap lei é para todos?
Quem rouba milhões janta sorrindo na TV,
quem rouba um pão nem consegue sobreviver,
a justiça usa venda, mas enxerga o endereço,
pro pobre sobra a dor, pro rico sobra apreço.
Criança cresce vendo o sistema falhar,
mãe enterrando filho sem tempo pra chorar,
político promete mudança em eleição,
depois esquece o povo e aperta outra mão.
Helaine Machado
"TODO É POESIA "
Manhã de domingo,
pão de sal quentinho
na chapa,
café adoçado ao gosto,
Saulo Fernandes cantando,
tão sonhadar,
e a preta amada vestido o biquíni para desfrutamos das areias de São Tomé e seu mar calmo.
O paradoxo da fé moderna é que o dízimo subiu ao altar como investimento sagrado, enquanto o pão do necessitado desceu ao chão rotulado como esmola política. A ironia final é que muitos altares condenam o auxílio do Estado, mas recolhem o dízimo que vem exatamente desse mesmo auxílio.
