Paixao entre Amigos
Quando te olhava, era com admiração.
Ignorava o chão, só via paixão.
Com amor no peito, sem hesitação.
Mas não via a dor, nem a podridão.
Me cobro intensidade, odeio o raso
Mas às vezes confundo paixão com cansaço
Quero tudo agora, depois nada faz sentido
Meu interesse morre quando é compreendido
Tem dias que sou preso num único assunto
Outros dias não sinto apego a conjunto
Minha mente corre em círculos veloz
Se entedia fácil, mas cobra de nós
Obceco pra fugir do vazio momentâneo
Quando passa, sobra o silêncio estranho
Talvez não seja vício, nem falta de direção
É só minha cabeça pedindo atenção
Eu não mudo de sonho, mudo o foco do olhar
Cada obsessão é um jeito de respirar
Se não dura pra sempre, tudo bem também
Algumas vêm só pra ensinar e vão além
"O perigo não está em gostar ao ponto de se perder profundamente de amor e paixão por alguém que já provou e demonstrou que quer ficar, nos amar, somar e caminhar junto.
O perigo está, sim, em se perder por alguém que já demonstrou que não nos ama, não soma e não quer ficar."
— Malaquias da Viola (Autor)
O peso da paixão
Deleito-me nas memórias de um tempo,
Tal conjuntura em que me abordaste,
Nu de feições, ao relento,
Um clima de chuva sem contraste.
Percebo a tolice em minh’alma:
Amar-te-ei todos os dias, sem cessar.
Tirarei toda a minha calma,
Afagando-me em memórias, a perdoar.
Assim que me esqueceres,
Farei orações aos céus pelo nosso amor,
Da lembrança do beijo restará apenas dor.
Até o dia em que fores e saíres do jardim,
Da forma mais abstrata da emoção,
Ainda serás minha eterna paixão.
CAPÍTULO 2 – O AMOR QUE FICA, A PAIXÃO QUE ARDE
A paixão chega como tempestade de verão: quente, inesperada e sem pedir permissão.
Ela não quer lógica…
ela quer intensidade.
É o primeiro olhar que arrepia.
O toque rápido que confunde.
A vontade de mergulhar fundo sem perguntar se tem pedra no caminho.
É um fogo que se acende no peito tão rápido que a gente nem entende de onde veio.
A paixão é música alta.
É onda quebrando.
É raio cortando céu de madrugada.
Mas o amor…
o amor é outra história.
O amor é o mar que permanece depois da onda.
É a brasa que atravessa a noite mesmo quando a tempestade passa.
É aquele calor que cresce devagar, sem pressa, mas com raiz.
A paixão derruba.
O amor levanta.
A paixão acelera.
O amor te acompanha no passo certo.
A paixão é um convite para o agora.
O amor é um compromisso com o sempre.
Tem gente que confunde os dois — e é normal.
A paixão é tão barulhenta que o coração acha que é amor.
Mas o amor não precisa gritar.
Amor fala baixo, mas fala fundo.
Fala com cuidado.
Fala com presença.
A paixão diz:
“Vem comigo agora.”
O amor diz:
“Eu fico contigo até quando o mundo estiver difícil.”
No fundo, paixão e amor não são inimigos.
São fases do mesmo céu.
A paixão é o nascer do sol: vibrante, urgente, viva.
O amor é o entardecer: calmo, maduro, firme.
E o mais bonito?
A paixão pode virar amor…
mas só quando o coração aprende a respirar ao lado do outro.
Amar não é se perder.
É se encontrar junto.
E a entrega verdadeira não nasce da pressa.
Nasce da confiança.
A paixão te beija.
O amor te cura.
A paixão queima.
O amor ilumina.
A paixão atrai o corpo.
O amor abraça a alma.
E, Rabello…
quando duas almas se encontram com respeito, carinho e verdade…
esse encontro vira sagrado.
Aí a chama não consome — ela aquece.
Não fere — transforma.
Não prende — liberta.
Porque amor de verdade não exige máscara, nem disfarce.
Ele apenas pede que você seja você.
E quando você encontra alguém capaz de amar até seus silêncios…
esse é o tipo de amor que vale carregar pela vida inteira.
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“Não confunda minha paixão com fraqueza. É preciso muita força para não destruir o mundo toda vez que alguém olha para você com desejo.”
“Não confunda minha paixão com fraqueza. Há muita força em conter o mundo quando alguém olha para você com desejo.”
"Paixão é o que nos faz sentir vivos; o que mantém a chama acesa é o desejo, um bom churrasco e uma geladeira cheia de cervejas. O resto é drama psicológico."
“Paixão é o que nos faz sentir vivos; o que mantém a chama acesa é o desejo, a boa companhia e os prazeres simples. O resto é drama psicológico.”
Fui chama em teu peito, paixão passageira,
Teu zelo era um manto bordado em romance.
Éramos beijos, almas em sintonia,
Um desejo que se jurava verdadeiro...
Mas era apenas o labirinto da minha ingenuidade.
Caminhei anos por uma estrada sem destino,
Buscando abrigo no teu cuidado,
Refletindo meu sorriso no teu riso raso.
Até que o desdém pelo meu saber virou arma,
E a distância, antes dor, tornou-se tua regra.
Teu "respeito" eram mentiras bem vestidas,
Capa de proteção para esconder o abismo.
Desde o tempo em que eu era apenas menina,
E o teu desejo, um incêndio que me consumia...
Hoje o fogo é cinza, o caminho é outro.
O ciclo se encerra.
A história descansa em paz...
Ass Roseli Ribeiro
“” Só o amor justifica nossa caminhada...Seria uma pena viver sem paixão, sem conhecer o doce da vida, sem encontrar a beleza das coisas, sem ter uma razão...””
