Paixao entre Amigos
Aprisionei a saudade junto da paixão, tranquei a distância — que vá embora com a solidão. Encurralei o tempo e esmaguei a lembrança do meu coração.
Te mandei flores e versos no cartão,
palavras escritas com a força da minha paixão.
Naquele momento, você virou o rosto, ignorou.
O tempo caminhou… e num canto esquecido,
encontrei no lixo as flores que te enviei,
e o cartão — aquele que falava do meu amor —
você rasgou.
Rasgou sem dó, sem pena, sem olhar pra trás.
E ali, entre pedaços de papel e sentimento,
percebi que a minha doutrina do amor
carrega três códigos: sentimento, razão e dor.
Porque quando um homem entrega o coração
e não é correspondido,
ele aprende na pele que até um homem de bem
pode parecer um bandido
aos olhos de quem nunca quis compreender.
A resposta que você nunca mandou…
eu entendi.
O silêncio falou por você
e meu coração aprendeu a escutar
o que suas mãos fizeram questão de rasgar.
Acelera o teu coração, não apenas no compasso da paixão, mas também no ritmo da vida.
Corre para junto de mim, como quem busca abrigo, e também como quem persegue um sonho.
Que cada batida seja um passo, e cada passo seja um destino.
Assim, eu continuo — de encontro à felicidade, seja ela o abraço que me espera ou a estrada que me guia.
Se envolver com a paixão é entrar numa guerra silenciosa entre dois corações que se procuram e, ao mesmo tempo, se teme. É um caso de dois seres separados que vivem um conflito íntimo, onde o desejo ferve, o ciúme arde e o silêncio pesa.
A paixão, quando nasce como vulcão indomável, ultrapassa qualquer limite: explode, transborda, atropela as regras que antes pareciam firmes. Ela não pede licença; apenas invade, consome, domina.
Afinal, a paixão não é amor.
É uma chama veloz, inquieta, que se alimenta do que encontra: um corpo frágil, uma alma desarmada, um coração que ainda não aprendeu a se proteger.
A paixão é sentelha voraz, que busca hospedeiro para se incendiar. Não pensa, não pondera, não descansa.
Vive sem lógica, sem razão, sem freios.
Mas é justamente nesse caos que mora a sua beleza:
a paixão é o descontrole que anuncia que somos vivos,
é o perigo que nos força a sentir,
é o abismo que nos convida a saltar
mesmo sabendo que só o amor, sereno e maduro,
pode nos segurar.
A paixão é vento sem destino
Mas pode encontrar seu caminho
Quando ela encontra o amor
Se completam e fazem da vida um ninho
O que vem depois da paixão?
A aceitação do outro como é, real,
a paciência das diferenças, o querer ajudar, é o cuidar, zelar.
O que vem depois da paixão?
É o compreender que somos pessoas individuais, com propósitos juntos.
O que vem depois da paixão ?
É o respeito mútuo, a cumplicidade, a diversidade de ideias. O aconchego, as palavras que curam.
O que vem depois da paixão?
O amor genuíno.
- Cintia Verissimo
A paixão é uma emoção exigente, quer o outro em sua inteireza e imediatamente, é de largada meio criminosa, altamente sexualizada, justamente pela necessidade de se alimentar do outro. Dessa expectativa de extermínio canibal, faz a vítima correr de seus algozes. A paixão é cega, o amor não.
Amo-te tanto meu bem.
Não pense asneiras que adoeçam seu coração.
Se entregue a mim de paixão, sem receio.
Faça-me sua morada e prove do meu leito.
O amor permitiu que nossos corações batam como um só, assim, o fogo da paixão através do matrimônio resolveu nos abraçar.
O segredo da paixão tem um toque mágico, mas quando revelado torna-se uma aberração aos olhos da razão.
Entusiasmo é clima; paixão é compromisso.
O entusiasmo sobe e desce com aplauso, conforto e resultados rápidos. Já a paixão (no sentido de passio: suportar por um propósito) aparece quando a estrada fica ruim e mesmo assim você continua!
AMOR NÃO É FOGO. É OXIGÊNIO
Quase todo mundo fala de amor como fogo.
Paixão. Chama. Intensidade. Ardor.
Mas fogo impressiona.
E oxigênio… ninguém vê.
O problema é que o fogo vive sem amor.
Mas o amor não vive sem oxigênio.
O fogo queima rápido.
Ilumina.
Aquece.
Depois consome tudo — inclusive quem tentou se aquecer nele.
Oxigênio não aparece.
Não faz barulho.
Não disputa atenção.
Mas quando falta…
o mundo entra em pânico.
Amor de verdade não te queima.
Te permite respirar.
É aquele espaço onde você não precisa se explicar o tempo todo.
Onde você pode falhar sem ser humilhado.
Onde o silêncio não vira ameaça.
Onde a dor não é usada como argumento.
Oxigênio não exige performance.
Não cobra intensidade.
Não pede espetáculo.
Ele só sustenta.
Quem ama não sufoca para provar presença.
Quem ama afasta o joelho do seu peito.
Por isso tanta gente confunde amor com desespero.
Porque nunca aprendeu a respirar junto.
Relacionamentos morrem não por falta de paixão,
mas por excesso de asfixia emocional.
Amor não é: — “fica”
— “prova”
— “mostra”
— “seja tudo”
Amor é: — “respira”
— “eu seguro”
— “eu fico”
— “você não vai morrer aqui”
E talvez a prova mais dolorosa do amor seja essa:
Você só percebe o quanto precisava quando quase não consegue mais respirar.
Quem ama não incendeia.
Quem ama oxigena.
E quando alguém vira oxigênio na sua vida, você entende uma coisa que dói e cura ao mesmo tempo:
O amor não faz barulho.
Mas é o que mantém você vivo.
—Purificação
Vamos falar de paixão?
Um sentimento sem pé nem cabeça, que aflora de repente mesmo sabendo que não tem jeito, que não vai dar, não vai florecer.
Vamos falar de saudade?
Saudade de alguém que nunca viu, mas que faz falta. Acredite, isso é possível.
Vamos falar de desejo?
Aquela coisa louca que nasce ao anoitecer para impossibilitar seu sono com mil imaginações na mente.
Vamos falar de momentos ?
Os mais íncriveis que podemos imaginar, mas que demora chegar e algumas vezes nem chegam. Quando chegam vão embora rapidinho pra gente não esquecer que são apenas momentos.
Vamos falar de lembranças?
De um tempo que já foi ou de um outro que ainda não veio, dessas que passa, deixa marca e foge. Dessas que dão lugar a saudade.
Vamos falar de súplicas ?
Aquele grito que tem cheiro de pressa, que implora presença, deseja o encontro, que sonha com dois corpos unidos, duas vozes se transformando em uma, sem hora de ir embora.
Vamos falar dessa distância?
Uma bandida que separa abraços, amores, que rouba carinho e olhares de cara limpa.
Uma maldita que derrota a paixão, que gera saudade, que não realiza desejos, carrega momentos, planta lembranças pra gente colher saudade e suplicar piedade.
Vamos falar de colocar um fim nisso tudo, só pra mostrar quem é que manda?
No campo, girassóis em fervor dourado,
Segredam paixão, por ti, não calado.
O mar, horizonte de desejos sem fim,
Te querendo para sempre, assim, junto a mim.
No jardim da minha alma, floresce uma paixão,
Teus olhos são estrelas na imensidão,
Teu sorriso, melodia, doce canção,
És o sol que aquece meu coração.
Teu toque é brisa leve, suave e calma,
És a chama que incendeia minha alma,
Nos teus braços encontro minha palma,
Teu amor é o porto que me acalma.
Nos versos do destino, escrevemos a dança,
Cada palavra, um passo em nossa esperança,
Teus lábios são o vinho, doce lembrança,
És o sonho vivido, eterna criança.
Teu amor é o mar, profundo e sem fim,
Navego em tuas águas, me perco assim,
És o tempo e o espaço, começo e fim,
Contigo, amor, meu mundo é um jardim.
Se sou a lua, és meu céu estrelado,
Um amor que é poema, eterno legado,
Nosso laço é forte, jamais quebrado,
És meu tudo, meu tudo amado.
