Paixão Aniversário
Só precisa descobrir o que é mais importante pra você. Há uma voz dentro de você. Eu levei 40 anos pra ouvir a minha.
Eu amo você. Eu quero trabalhar com você. E quero passar o resto das nossas vidas juntos, todos os dias, até morrermos e voltarmos como uma minhoca e um gato.
O lenhador
Um lenhadô derribava
as árve, sem percisão,
e sempe a vó li dizia:
meu fio: tem dó das árve,
que as árve tem coração.
O lenhadô, num muchocho,
e rindo, cumo um sarvage,
dizia que os seus conseio
não passava de bobage.
Às vez, meu branco, o marvado,
acordano munto cedo,
pegava nu seu machado,
e levava o dia intero,
iscangaiano o arvoredo.
E a vó, supricano im vão,
sempe, sempe li dizia:
meu fio: tem dó das árve,
que as árve tem coração.
Numa minhã, o mardito,
inda mais bruto que os bruto,
sem fazê caso dos grito
da sua vó, que já tinha
mais de setenta janero,
botô nu chão um ingazero,
carregadinho de fruto.
Doutra feita o arrenegado
inda fez munto pió:
disgaiô a laranjera
da pobrezinha da vó,
uma véia laranjera,
donde ela tirô as frô
prá levá no seu vistido,
quando, virge, si casô,
há mais de cincuenta ano,
cum o difunto, o falicido.
E a vó, supricano im vão,
sempe, sempe li dizia:
meu fio: tem dó das árve,
que as árve tem coração.
Do lado do capinzá,
adonde pastava o gado,
tava um grande e véio ipê,
que o avô tinha prantado.
Despois de levá na roça
cuma inxada a iscavacá,
debaxo daquela sombra,
nas hora quente do dia,
vinha o véio discansá.
Se era noite de luá,
ali, num banco de pedra,
cuma viola cunversano,
o véio, já caducano,
rasgava o peito a cantá.
Apois, meu branco, o tinhoso,
o bruto, o mau, o tirano,
a fera disnaturada,
um dia jogô no chão
aquela árve sagrada,
que tinha mais de cem ano.
Mas porém, quando o mardito
isgaiava o grande ipê,
viu uns burbuio de sangue
do tronco véio corrê!
Sacudiu fora o machado,
e deu de perna a valê!
E foi correno...correno!
Cada tronco que ia vendo
das árve, que ele torô,
era um braço alevantado
dum home, meio interrado,
a gritá: Vai-te, marvado!
Assassino! Matadô!
E foi correno! correno!
Cada vez curria mais!
Mas porém, quando já longe,
uma vez oiô para atrás,
vendo o ipê alevantado,
cumo um home insanguentado,
cum os braço todo torado...
cada vez curria mais!
Na barranca do caminho,
abandonado, um ranchinho,
entre os mato entonce viu!
Que vê si apara e discansa,
e o ranchinho por vingança,
im riba dele caiui!
E foi correno, e gritano!
e as árve, que ia topano,
o que má pudia vê,
cumo se fosse arrancada
cum toda a raiz da terra,
numa grande disparada
ia atrás dele a corrê!
Na boca da incruziada,
veno uma gruta fechada
de verde capuangá,
o home introu pulo mato,
que logo que viu o ingrato,
de mato manso e macio,
ficô sendo um ispinhá!
E foi outra vez correno,
cansado, pulos caminho!
Toda a pranta que incontrava,
o capim que ele pisava,
tava crivado de ispinho...
Curria e não aparava!
Ia correno sem tino,
cumo o marvado, o assassino,
que um inocente matô!
Mas porém, na sua frente,
o que ele viu, de repente,
que, de repente, impacô?
Era um rio que passava,
ali, naquele lugá!
O rio tinha uma ponte:
o home foi atravessá!
Pôs o pé.. Ia passano.
E a ponte rangeu quebrano,
e toca o bicho a nadá!
O bruto tava afogano,
mas porém, sempre gritano:
socorro, meu Deus, socorro
socorro, que eu vô morrê!
Eu juro a Deus, supricano,
nunca mais na minha vida
uma só árve ofendê!
Entonce, um verde ingazero
que tava im riba das agua,
isticou um braço verde,
dando ao home a sarvação!
O home garrô no gaio,
no gaio cum os dente aferra,
foi assubino, assubino...
e quando firmô im terra,
chorava cumo um jobão!
Bejano o gaio e chorano,
dizia: Munto obrigado!
Deus te faça abençoado,
todo ano tê verdô!
Vô rebentá meu machado!
Não serei mais lenhadô!
Depois desta jura santa,
pra tê de todas as pranta
a graça, o perdão intero
dos crime de home ruím,
foi se fazê jardinero,
e não fazia outra coisa
sinão tratá do jardim.
A vó, que já carregava
mais de setenta janero,
dizia que neste mundo
nunca viu um jardinero
que fosse tão bom assim!
Drumia todas as noite,
dexano a jinela aberta,
pra iscutá todo o rumô,
e às vez, inté artas hora,
ficava, ali, na jinela,
uvindo o sonho das frô!
De minhã, de minhã cedo,
lá ia sabê das rosa,
dos cravo, das sempreviva,
das maguinólia cherosa,
se tinha durmido bem!
Tinha cuidado cum as rosa
que munta vó carinhosa
cum os seus netinho não tem!
Dizia a uma frô: Bom dia!
Como tá hoje vremêia!
Dizia a outra: Coitda!
Perdeu seu mé! Foi robada!
Já sei quem foi! Foi a abêia!
Despois, cum pena das rosa,
que parece que chorava,
batia leve no gaio,
e as rosa disavexava
daqueles pingo de orvaio!
Ia panhano do chão
as frô que no chão cai!
Despois, cum as costa da mão,
alimpano os pingo dágua,
que vinha do coração,
batia im riba do peito,
cumo quem faz confissão.
Quando no sino da ingreja
tocava as Ave Maria,
no jardim, ajueiado,
pidia a Deus pulas arma
das frô, que naquele dia
no jardim tinha interrado!
E agora, quando passava
junto das árve, cantano,
chei dágua carregano
o seu véio regadô,
as árve, filiz, contente,
que o lenhadô perduava,
no jardinero atirava
as suas parma de frô!
A vida me guiou sozinha,
sem muito planejamento.
E, passo a passo,
caminho e cresço.
Nesse caminhar,
existe o que procuro,
mas também aquilo que encontro.
Agradeço a quem passou
ou continua ao meu lado.
Celebro os momentos,
os lugares onde estive.
Convivo com meus defeitos,
busco corrigi-los.
Recebo o abraço do tempo.
Vida, nada me deves!
Feliz Aniversário Luzia !!!
O dia está radiante
Passarinhos sorrindo
As borboletas contentes
Os beija-flores curtindo
O universo quer se expressar
A natureza quer te dizer
Que o dia hoje é de festa
Porque existe você
Quem vive com simpatia
Quem sabe expressar alegria
Quem faz da vida uma arte
Quem conhece Luzia
Quem vivifica as flores
Quem aprecia a natureza
Recebe de volta o carinho
Com toda sua grandeza
O dia hoje é dia de festa
De comemoração
Da família e dos amigos
Te devolver gratidão
Hoje é o seu aniversário
Comemore a sua vida
Parabéns especial
Nesta data tão querida
Parabéns Luzia! Feliz Aniversário !!!
A morte faz parte do nosso cotidiano através das notícias diárias. Meus pêsames para todas as famílias e amigos dos falecidos. A questão que coloco é: Os políticos corruptos roubam porque sabem que podem morrer a qualquer momento ou porque se acham eternos? Caso os caixões dos corruptos tenham gavetas, qual a quantidade de desonestidades que cabem nelas?
“Meu único desejo é que o sofrimento da humanidade não seja tratado como efeito colateral do desenvolvimento - sempre é fruto da ganância, imbecilidade e corrupção”. Sérgio A.B. Paixão
Aquilo que se tem de verdade nunca se perde ou tem fim... se acaba , e porque não existia! o que existe verdadeiramente, e pra sempre!
O Ser intelectual deveria também ser elegante. A elegância e da natureza de almas pensantes. Conquista-se pela sutileza dos movimentos, dos atos mais simples...Deslumbra-se falando de imagem para visão. O Conquistador verdadeiro, não fala aos ouvidos, fala a alma de sua conquista!
Talvez uma dia recla-mes que nunca lhe dei um sinal, mas ele estava em meus olhos a admirar o seu sorriso!
ansiar por trivialidades suas, admirar suas futilidades, ser feliz ate com seus defeitos, deveriam fazer-me odiar você!...Porem todas essas coisas são o combustível de meu amor por ti!
A tristeza não causa dor, a dor faz-se esquecer da tristeza!
A tristeza causa a ansiedade e a inércia... tristeza é a forma mais aterrorizante do desespero completo!
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