Paixão Amor

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⁠Meu corpo arde em chamas por ti,
É um fogo que me consome sem queimar.
Minha mente te sente sem o toque de tuas mãos,
E meu desejo por ti cresce como um leão voraz e sedento.

Sua voz é brasa que incendeia minha alma,
Quero sentir-te dentro de mim,
Percorrendo meu néctar como o mais suave dos rios.

Teus dedos são navegadores explorando o mapa secreto de minha pele,
Só tu tens o dom de acender meus instintos mais sacanas.

Contigo, conheço o ápice do êxtase,
O tempo pausa para o espetáculo que é nossa conexão.
Nossas energias vitais se entrelaçam em um emaranhado contínuo de fogo e luxúria.

Inserida por Gleyciane

Um desejo feminino
discreto e lascivo,
Um verso bandido:
perigoso e juvenil
Foi bem fotografado
por ser bem safado
Só foi você quem viu.


....




Se a tua divina escultura
ainda está para crescer,
- intensamente
Sou a escultora para
modelar e fazê-la
crescer [imensamente
Sedução não me falta
para fazê-la crescer
a temperaturas quentes.




....




Porque não posso dizer nada,
para quem não sabe entender.
Mas cada gesto discreto
é como um abrir de pétalas
que revela o desabrochar
De uma flor vigorosa
nas tuas mãos masculinas

Ardentes por uma explosão
de prazer intensa e feminina;
Assim posso continuar não dizendo
- Nada! -
Mas, quando for reler cada linha
dos meus versos e do meu corpo
O teu corpo irá sentir tudo...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Derrama em mim o teu beijo,

Não quero nenhum perfume

Que não o teu [cheiro]...;

Dança em mim o teu ritmo.



Não quero nenhum obstáculo,

Que não seja as quatro paredes.

Embevecida sempre dei pista:

Quem arrisca jamais petisca!



Ordene em mim a tua chama,

Que o meu corpo segue a risca!

Acende em nós o desejo

Flana a carne que te inflama.



Não quero ficar distante

Do teu corpo no reencontro,

A sede de beijos é lancinante,

Devora-me ou eu te [como]!...



Apaixone-se por meus caprichos

Que não te deixo nunca jamais,

A minha mente é um paraíso

Repleta de sinfônicos feitiços.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu estava diante das dunas,

Surgiu por detrás de mim,

Uma aparição morena,

Por detrás das minhas costas,

Um homem belo,

Tatuado e bem malhado,

Do jeito que toda mulher gosta,

Senti-me por um instante indefesa,

Eu me comportei como a sua presa,

Mas o olhar dele não era para mim.

Ele pegou um toco de madeira,

Sem me mexer, fiquei aguardando,

Ele se dirigiu para a beira da praia,

Dono de uma beleza que me roubou

O ar e me fez ficar desconcertada,

Imaginei a cadência de cada ‘estocada´,

O tempo parou para me ver deliciada,

Mas isso não vem ao caso...,

Ele com a fúria ensandecida de Netuno,

Desferiu golpes certeiros na cabeça da coitada,

O sangue se misturou com as areias,

Um casal de jovens ficou admirado,

Todos estavam convictos que esse era o certo,

E esclarecidos que havia de ter sido feita a escolha,

A vida entrou em jogo, já que ela estava em desequilíbrio...

Cena que muitos ali pararam para se questionar,

- a vida e o limiar

A Natureza ou a soberania da Humanidade,

O vento e o sopro da existência,

A preservação da vida e a conveniência,

- a ótica multipolar

Todas encerradas ali,

E desaparecidas na areia,

Ele desapareceu como areia,

- com o ritmo da ampulheta

Assim escreveu-se essa história:

o homem, a areia e a serpente;

E o mar como a maior testemunha.

Inserida por anna_flavia_schmitt