Paixão Amor
Deste continente que
andam prometendo
ofertar a noite escura
mais longa da História
para os nossos povos:
anuncio a minha Wiphala
símbolo da paz universal
que está hasteada
a luz da querida Lua.
O amor aqui na Terra
precisa virar notícia,
é por isso que escrevo
como quem canta
e ao povo humilde
se entrega total
num acorde sideral.
Buscando o triunfo
em nome da vida
para reunir todos
que têm boa vontade
em nome da liberdade,
como o vento que
espalha a verdade,
as sete cores
e as sementes:
nas minhas veias
tenho a herança tribal,
trago você no meu
sonho de mil luares,
e de dia tens o meu peito
porque és amor perfeito.
Ver florescer
o meu jardim
de corais:
sonho contigo.
Não sei quem
se beija mais
se é o céu ou
se são os bonsais.
O luar riscou
o destino
de um oceano
de amor:
junto contigo.
Não sei quem
se beija mais
se é o mar ou
se são os bonsais.
Ver resplandecer
com o infinito
nas marítimas
belezas totais:
quero contigo.
Com os nossos
desejos reunidos
aconchegados
nos mais doces
corais instintos
animais de flores
e de todos os amores.
No Universo foi
o sonho escrito
para as estrelas,
ele que é feito
de humanidade
para se ver nos
corais e por todos
dar tudo de si;
e cantar o amor
para esquecer
as divergências
e embalar
todos os povos.
Não sei se haverá
este encontro,
só sei que há
beleza na coragem,
e ela que faz
com que eu persista.
A única coisa certa
nesta vida sempre
há de ser a poesia
que passa para
que eu possa,
e certamente fica.
É nas fases da Lua
que tenho saído por aí
em busca tua
entre os bonsais
terrenos e marinhos;
e entre corais
para refazer paraísos
onde foram
garimpados minerais,
e quem sabe ser
a presença que
nem o tempo desfaz.
Lua amável Lua,
é para você essa
que um casal
de hippies canta
e dança à espera
de uma carona
em plena estrada.
Lua amável Lua,
é para a Terra
que este casal
canta e dança
a paz e o amor,
da minha janela
pude ver a flor
nos cabelos
dourados da moça.
Lua amável Lua,
me diz quando
vai chegar a vez
de encontrar
o meu amado
mesmo que seja
no meio da rua.
Lua amável Lua,
você que anima
as festas e orienta
a rota dos ciganos
pelas estepes,
são com os teus
raios poemas
pelas minhas
mãos tu escreves.
Convidada à flutuação
do meu corpo colado
ao teu e os meus
pés sobre os teus
e a música das estrelas
a nos rodopiar,
é uma indomável
e sublime premonição.
No meio desta savana
temperada a dançar
sob a luz da querida Lua,
o meu afeto de namorada
para você vou devotar,
e à ele tu se renderá;
amor insubstituível amor
a nossa hora chegará.
Os raios amáveis da Lua
que passam as folhas
das suntuosas árvores
desenhando sobre nós
rendas que nos enfeitam
para esta festa
que na minha intuição
já tem acontecido
por antecipação
nestes olhos cansados
desta distância
que se enchem de brilho
quando você ouve
ou alguém fala no meu nome.
Procurando seguir
a indicação
da Lua divina Lua,
fui buscar
a embarcação,
passei devagar
bem pertinho
da savana pantanosa
em tua busca
e da paz maravilhosa
que estes olhos
lindos são
capazes de me dar.
A Lua fez da relva
um chão esmeraldino
e as árvores altas
iluminadas fizeram
o cenário mais lindo:
Para o amor seduzir
e nos embalar
pelo ritmo ardente
da sinfonia noturna
que só quem tem
uma alma em chamas
é capaz de decifrar
o quê o Universo
tem para falar
ao coração tomado
por encantamento,
e deixar as estrelas
fazerem o cobertor
de doce contentamento.
A diáfana existência
de cada abelha
que se esforça mesmo
com todo o veneno
que neste mundo há,
ela traz a mensagem
do mundo para o mundo
que deveria buscar
como cada uma delas
cooperar, resistir
e sempre lutar para evoluir.
O coração que para
uns muitas vezes
se mantém calado,
por pura autopreservação
para não ser envenenado
por gente que vive
sem eira nem beira,
com o espírito esvaziado
e faz da bondade alheia
um campo para plantar
a marca da transgressão.
Cada abelha por todos
os lugares e rumo
à savana montanhosa
para produzir o mel
de acordo com o quê
lhe é proporcionado,
traz o signo daquilo
que entre nós já
deveria estar pacificado,
e por senso comum
deveria ser preservado.
O coração busca ser
deste jeito para
se resguardar de gente
que se perdeu, perdeu
ou deixou perder o quê
há de mais belo que
é a pureza da crença
no amor simples e original,
que é aquele que vê
sempre no luar a beleza
que encanta sem igual.
Suave regato
que acarinhando
a bela floresta
em noite estrelada
e de imenso luar,
sei que sobre mim
não consegue
parar de imaginar.
Os desejos teus
têm se unido
todos aos meus,
e algo em nós
tem persuadido
à um romance
a ser bem vivido
unidos aos astros.
Os sentidos teus
têm se conectado
todos aos meus,
carícia indômita,
busca assumida
pelo paraíso perdido
neste planeta Terra,
do meu coração
tomará inteiro conta.
Algo tem me dito
que pouco a pouco,
mesmo tendo
os resquícios
de criança medrosa,
não vou resistir
e cairei de amores
hipnotizada
por este teu feitiço.
A suave brisa da noite
vem se aproximando
e trazendo até nós
o seu sereno encanto,
É por você que tenho
escrito além do tempo
aqui do meu canto
em contentamento;
e os pássaros noturnos
sobre a selva voando.
O brilho do luar da noite
me trouxe um aroma
que me faz sentir você
e o teu misterioso perfume.
É por você que assumi
os dias em preparação
para uns alucinante
e para outros que não
creem que é possível
nestes tempos viver
um verdadeiro romance.
A Lua em meu coração
até atrás das nuvens
em meu coração esplende
e ao amor reverências ele rende.
Tens a licença poética,
e até mesmo profética
de criar novas palavras:
por por realismo
e de sobrevivência
existencial neolog(ética).
Se não houver mensagem,
ao menos um sentido
doa a quem doer,
não é neologismo, meu amor.
Nem se licença houver
ou 'permitida' for,
doa a quem doer,
é erro ortográfico, meu amor.
Tens a liberdade da crítica,
e até mesmo ética
para iluminar
sem causar dor,
mesmo que seja
expressão de certo rigor.
Sob a luz do amoroso luar
nos campos da hileia,
entenda e não se feche
como se vivesse numa ilha.
Ao som da sinfonia lunar,
serei a alegria pelo ar
sendo somente tua
nas tuas mãos e de alma nua.
É recorrente lembrar
do período das cheias,
e que a vida por aqui
nunca foi um
factóide existencial:
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
das boas maneiras,
e recordar da época
que o Pantanal
nunca houve seca,
No meu nostálgico
rimar interior ainda
canta a chalana
nas águas dos rios,
e recorda a Lua
que solitária rompia
a madrugada crua.
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
de viver corajosamente,
sem ter medo da vida
das tempestades
e das correntes,...
A Lua que reunia
estrelas infinitas
para cobrir cidades,
aldeias indígenas
e a tropa que ao som
da moda de viola
ao redor da fogueira
se distraía até
o aguaceiro abaixar,
e com o seu rebanho
conseguir passar;
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
como o peão era
feliz por vir de longe
para o amor encontrar
e por ele se deixar levar.
I
Noite enluarada
bem encostada
na colunar
Amanogawa,
Não consigo
parar de sonhar:
você virá me buscar.
Cerejeira colunar...
II
Noite de luar
e nós dois
recobertos
pelo enorme
guarda-chuva estelar
da Shirotae,
Cena que
da memória
nunca mais sai.
Cerejeira cobertura...
III
Do sul vejo
o luminoso
Cruzeiro,
Brindada
lembra até
um Salgueiro,
É Shidarezakura
que distraía
e dançava
como bailarina
para a Lua.
Cerejeira salgueiro...
Nesta noite silente
pude entender
que me apaixonar
por você me fez
outra pessoa;
na vida não há nada
que aconteça
por acaso ou a toa.
Como miragem
os teus olhos
fixos em mim
até se parecem
com dois carros
emparelhados
em alta velocidade
percorrendo
a minha imagem
como uma
estrada sem fim.
Entre as árvores
a Lua surgindo
no alto montanha,
fala mais de você
do que qualquer
música da moda:
nada mudará
o inevitável destino.
Não há nenhuma
conspiração
que tire a gente
do nosso caminho,
em segredo
e por adivinhação
sabemos o quê
para nós está escrito.
Que espécie de pessoa diz que quer ajudar pessoas atacando outras? Logo é uma pessoa que não quer ajudar, e sim causar desestabilização, não gosto de gente assim. Sou da boa paz.
Há um romance
escrito à mão
que não mais
saiu da cabeça
nem mesmo
quando fecho
os meus olhos.
Arcturus linda
como um
rubi brilhante
que ora surge
como um
diamante
alaranjado,
Surgiu bem
na noite de luar
para me dar
o seu
erótico recado:
Há um romance
escrito à mão
que não há
como ocultar
no meu peito
e por todo
este nosso lugar.
Nunca recusei
qualquer coisa
para o teu charme,
Você ainda está
se divertindo
com a minha
louca fantasia
e fascinando
todas as garotas
da nossa cidade.
Há um romance
escrito à mão
que previa
que você viria,
e como uma
grata surpresa:
você reapareceu.
Você envolvente,
convenceu
novamente
e me levou
neste lindo carro
cor de moldavita
para ensinar
os segredos
dos vinhos
e da Lua,
lá na Vinícola.
A poesia digital também é poesia, é a manifestação poética livre do papel e que conta com os recursos disponíveis no mundo digital. A poesia digital faz parte da nossa cultura e da mesma forma da cultura de outros países, é não é menos poesia do que a poesia impressa, e vem se tornando alvo de investigação acadêmica.
Um carro
desfilando
leve na rua,
emoção e
pele de flor,
e a tua à
flor em pêlo,
De todas
a mais alta
conspiração
surgida até
para o teu
sono ocupar,
No teu céu
tornei-me
a tua Lua
_suspensa,
em teus
sentidos
_presença,
E total
_sentença
que tuas
mãos não
podem
capturar;
Betelgeuse,
Antares,
e Aldebaran
ao redor
da cintura:
o meu rubi
na boca tua.
Nesta noite de infinita
Lua de Sangue,
prevejo um romance,
te vejo chegando
com um Kadomatsu
nas tuas mãos,
e entregando de vez
para mim a sua paixão,...
Sem você saber
diariamente venho
inventando mil
formas de pedir
mais do que a tua mão,
Escuto a felicidade
em forma de matsu
saudando um sugi,
e diante Monte Fuji
o seu afeto enfeitando
a minha fronte
com o seu amor,
uma coroa de sakura
e sem nos importar
que chamem isso
de absoluta loucura.
Sem você saber
eroticamente venho
testando mil
maneiras de fazer
você cair na sedução,
Através nobres danças
da taiga do arquipélago,
com paciência,
música apaixonada
e poesia da Lua,
o amor arquiteto
com romantismo e doçura.
