Paixão
TEMPO INEXPRIMIVEL
O tempo passa...
Túnel do tempo;
Labaredas de fogo incinerando...
Fogo constante;
Tomara que não me alcance!
Tomara que não me engula!
Mas vai.
Somos expectadores...
Pobre de mim que sei!
Pobre dos que não sabem!
Em silencio me guardo...
O tempo não e' nosso.
Passamos a vida a fio, como
um passarinho desconsolado
num fio.
Passarinho canta uma vez.
Uma vez passarinho canta,
Sacode as asas e voa.
Voa passarinho sem remorso!
Esta' na hora! Esta' na hora!
A bênção, PAI!
poeta_sabedoro
Oi, me desculpe, desculpe por tudo o que eu escrevi, pois foi de todo meu coração, desculpa por eu querer te ver todos os dias, por querer falar com você todos os dias, por eu ter pressentido que poderia dar certo, me desculpe, por eu ter te amado, e por eu ter sido o cara que apareceu em teus sonhos, por eu ter sido romântico, ou pelo menos tentado... por eu ter sido aquele que te abraçou, por eu ter te dado carinho, por eu olhar pra lua e lembrar de você, me desculpe por eu ter sonhado alto e ter querido você para a vida inteira, me desculpe por eu ter te amado tanto, me desculpe por eu ter feito você me amar, me desculpe por ter te dado aquilo que nunca tive de uma forma tão verdadeira e firme, desculpe por não ter compreendido que sua decisão era boa para nós e quando você quis me mostrar isso eu contrariava com a minha opinião, me desculpe por eu ter te convencido de que você só pensava nas coisas negativas, de que eu sabia que nada importava, que nosso amor era mais forte que tudo, me desculpe por não ver que você foi se decompondo, se entregando a um sentimento que acho que poderia ser a síndrome do amor, querendo se livrar de mim, por eu te amar demais, e por você me amar da mesma forma ou não, me desculpe por não ter entendido por que se tanto você precisava e precisou de mim não quis ficar comigo, me desculpe por ter chorado, noites a fio, ter sofrido muito, ter pensado demais, ter rezado demais e pedido por você, me desculpe, me desculpe se meus amigos falaram algo que você não gostou, a vida é uma coisa estranha e palavras de amor, juras de amor não valem nada o que vale é o conhecimento, desculpe por entre milhões de homens que na maioria são todos iguais eu ser tão diferente, ser tão assim como sou, me desculpe pelos e-mails cheios de verdades que eu te escrevi, pelas mensagens e por essas verdades que machucam tanto, desculpe... Espero que sejas feliz, assim como eu sempre quis te ver... Bom era isso, eu ainda te amo no resquício da alma que apóia você! Nos vemos por ai, afinal, nossa amizade continua como antes..
E sempre na calada da noite, ela se deitava e pensava em seu passado.
E sempre na calada da noite, ela sonhava que um dia estaria novamente em seus braços.
E sempre na calada da noite, ela esperava que todos concordariam que pior do que um amor não correspondido, é um amor não permitido.
Você não pode pegar seus tesouros, suas conquistas e amontoar, subir e tentar tocar a Deus. NÃO! Ele não se impressiona com seu show!
Olhar ardente
Olhai os meus olhos ardentes,
E se entregue a emoção...
Beijar-te-ei, beijar-te-ei, com fogo e com paixão.
Olha nos meus olhos e mergulhai sem medo...
Seja o meu anjo... e leva-me ao teu paraíso, por inteiro¿!
Enquanto voce corre atras de quem nao te dá atencao! Alguem chora para ter um @Oi vindo de voce... Pense nisso
Uma mulher me parou na rua e perguntou :
“Bom dia, qual tipo de mulher você quer?”
Me senti na BLACK FRIDAY.
Eu quero uma mulher, que não precisa dizer que vai ficar pra sempre.
Eu quero uma mulher, que vem para fazer bem, que é amiga, que não é o amor da minha vida, mas é bom, é leve. De dia menina, a noite mulher.
Eu quero uma mulher, que não acredite em contos de fada, mas acredite em amor a primeira vista.
Eu quero uma mulher, que tenha paixão, e não planos futuros.
Eu quero uma mulher, que ao sorrir, provoque uma linda covinha.
Que me tire sorrisos sinceros, que se ame, que não é mais ou menos, é inteira.
Eu quero uma mulher, que goste mais dela do que de mim.
Eu quero uma mulher, presente, para conquistar todos os dias.
Eu quero uma mulher, que seja independente, mas que peça para trocar o chuveiro.
Eu quero uma mulher, que seja perfeita, nas suas imperfeições.
Eu quero uma mulher, que entenda, que erros serão cometidos.
Vamos deixar claro, erros honestos.
Traição não é erro, é escolha.
Eu quero uma mulher, que o amor, seja maior que a necessidade.
Eu quero uma mulher, que traga cor para os dias em preto e branco.
Eu quero uma mulher, que não chore quando eu me atrasar, mas que sinta a minha falta.
Eu quero uma mulher, que os seus valores, sejam o seu maior charme.
Eu quero uma mulher, igual a você, que é diferente, de todas que já tive.
Eu quero uma mulher, que me faça sentir no fim do dia, que é tudo por ela.
Se sou egoísta ? Existem certas coisas em nossas vidas que são chamadas de exclusivo, o que entre várias definições a que a melhor descreve é esta: "pertencente somente á alguma coisa ou pessoa", não que eu esteja equivocado usando essa expressão para a nossa relação.. por não ter sido assim ao longo da vida, mas sendo diferente de objetos os nossos caminhos se encontram, e essa exclusividade não deveria ser taxada como "egoísmo".
Era uma vez um homem que acreditava caminhar só... não por falta de passos ao redor, mas porque havia se tornado prisioneiro de muros erguidos dentro de si. Vivia entre palavras guardadas, olhares desviados e silêncios pesados como correntes. Até que um dia, como um raio de sol que ousa atravessar as frestas da cela, apareceu ela: uma amiga que não se intimidava com o seu estranho jeito de existir.
Ela o chamou de amigo, mesmo quando ele dizia que não sabia ser. Disse que ficaria, mesmo que o mundo partisse. E prometeu que, se um dia os dois se encontrassem sós no destino, ficariam sozinhos... juntos.
Ele a questionou, como quem duvida da própria liberdade, e ela o respondeu com leveza, como quem não tem medo de cuidar... nem de se deixar ser cuidado. Entre perguntas e provocações, entre o medo do amor e a esperança do abrigo, os dois descobriram que talvez a verdadeira fuga da solidão não estivesse no mundo lá fora, mas nos olhos de quem vê a alma e ainda assim decide ficar.
E assim, entre prisões internas e promessas eternas, nasceu uma história onde dois corações, marcados por feridas, aprenderam que não há maior liberdade do que encontrar repouso um no outro.
E viveram... como sabem viver os que ainda acreditam no amor que se escreve devagar.
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
No começo, não era nada — eu acho.
Só empatia.
Era ela, coitada, tão quieta na tristeza...
Que mundo injusto, que ironia.
Tão meiga, tão viva, agora em silêncio,
Olhos de mel cobertos de sombra.
Quem teve a crueldade de apagar sua luz?
De roubar o sol de quem transborda?
E então me atingiu — direto, sem aviso.
Como pode ela estar assim, partida
Sentimentos devaneiam como um veleiro à deriva no mar.
Palavras lúdicas ecoam dentro da mente como se recitasse um prólogo.
Atitudes eloquentes ressaltam desejos auspiciosos de um conúbio subserviente.
Sua pele branca e macia aguça o diletantismo da paixão sobeja.
Contrito por espezinhar suas emoções, protelo paulatinamente meu amor como desabrochar das flores no inverno.
O mundo se opôs.
Eles viam semelhanças entre si —
havia uma comunidade significativa para eles,
mas não era suficiente para convencer quem os cercava.
Ele despertou num berço de ouro,
enquanto ela cresceu na senzala sórdida da pobreza.
Ele frequentava cárceres protegidos por nobres e ricos;
ela vivia no mundo da lua, distante e esquecido.
Ele degustava bons vinhos,
sabendo distinguir o valor de cada um;
ela se embriagava com líquidos baratos.
Ele pensava em tudo,
racionava emoções,
expunha apenas o que parecia de bom senso.
Ela era adepta da loucura,
agia pelos impulsos do coração.
Ele aprendia algo novo a cada dia,
falava sobre qualquer assunto,
tinha embasamento científico e circunstancial para tudo.
Ela queria despir-se do conhecimento adquirido,
libertar-se da pressão que lhe impunham para acumular informações.
Contudo, com tantas diferenças escancaradas,
eles se assemelhavam — principalmente na afeição um pelo outro, o queparecia bastar.
Todavia, o mundo venceu.
O mundo era mais forte.
O mundo se opôs!
A estrela de aquário
Lá, no infinito silencioso,
brilha uma estrela azul,
livre, etérea,
bailando a 175 anos-luz de tudo que sou.
Sua luz atravessa distâncias insondáveis,
rompe o tempo com uma paciência antiga,
e chega até aqui,
suave, mas firme,
como o amor que guardo em mim.
Somos como esse brilho:
não importa o espaço,
não importa a ausência,
há sempre um feixe de luz
que insiste em atravessar o escuro
para encontrar quem ama.
A magnitude pode parecer pequena
aos olhos apressados,
mas quem sabe olhar o céu
sabe reconhecer o milagre
de uma luz que persiste,
mesmo frágil,
mesmo longínqua.
E assim sigo,
com o coração elevado ao firmamento,
sabendo que há amores
que não se apagam,
como estrelas antigas
que continuam a iluminar
mesmo quando já partiram.
Sob a luz de Iota Aquarii,
reaprendo a beleza da espera,
o poder do silêncio,
e a certeza serena
de que o amor verdadeiro
é, sempre, uma constelação
que nunca se desfaz.
Dois Completos
Ela era riso, era vento, era grito, ninguém via além do jeito esquisito.
Menina sonhadora, alma exagerada, feia diziam... só mais uma engraçada.
Vivendo entre tentativas e rejeição, adolescente em busca de aceitação.
Até que um dia, como quem não quer, ele apareceu... em frente à casa, de bicicleta.
Não disse nada, só um sorriso calado, os dias passaram, o silêncio, aliado.
Ela esperava, o coração em festa, mas ele, quieto, "tímido" e como quem ainda não correspondia nada.
Foi na sala, com Djavan no ar, que ela tentou o amor declarar; 1⁰ ela colocou "Oceano", mas ele não entendeu, coitado, ela pôs " Fato consumado", queria apenas ser beijada.
Ela o beijou, ele saiu, e em palavras desdenhou: "Era isso que você queria me falar ?" Ele se foi... ela sem ação, foi a procura dele no mesmo instante...
...Uma pedra jogada, num gesto sem nexo dela , e ele? Seguiu ainda mais perplexo, sem entender.
Mas o coração é bicho sem juízo, ele apaixonou-se assim, sem aviso.
Dois loucos, crescendo em confusão, mas firmes, de mãos dadas na contramão.
O tempo passou, fez deles maduros, superaram medos, encararam futuros.
Os filhos não vieram, mas o amor ficou, e como família, a vida os moldou.
São dois, mas vivem como um só ser, completos, imperfeitos, só pra se entender.
Entre lágrimas, risos, noites em claro, apoiam-se no tudo, até no raro.
Não são metades, são inteiros, sim, amam-se no caos, no começo, no meio e no fim.
Ela: " A boneca doida"
Ele: " O boboyo" Eternos apaixonados.
Porque o amor, quando é de verdade, não precisa de molde ou de metade.
Basta ser dois, com alma e defeitos, dois corações batendo do jeito perfeito de cada um , em prol de um amor que não idealiza, mas é realista.
