Paixão
Fala, fala, grita e geme, oh! silencio falante da noite nos arranha e nos escarnece na alma como açoite pelas curtas lembranças e pelos passos errados e compassos das músicas surdas das esferas. Que é o canto híbrido das palavras que não tem som, nem movimento externo dançante mas perfura, ensurdece e fomenta a amarga inquietação em fel em nosso pouco preparado e apertado céu deste nosso covarde e intrépido coração que a tanto tempo já sobrevive e se arrasta por esta triste vida sem emoção e sem uma verdadeira paixão.
O caminho mais prodigioso para abandonar qualquer coisa que não nos faz bem é troca lo para algo semelhante que não se gosta nenhum pouco. Pois fica bem mais fácil abandonarmos o que não gostamos do que se livrar de uma vez daquilo que nos dá um mórbido prazer.
O imediatismo subtraiu toda esperança da sociedade egoísta contemporânea, que vive sem ter fé na vida e ama no estrito prazer que lhe convêm.
Os sentimentos esvanecem com o tempo e o vento mas as palavras mesmo que inexatas, perduram a tudo.
Toda obra de arte de qualidade uma vez gerada, aguarda eternamente encontrar especificamente seu verdadeiro dono.
O melhor do banquete, se revela sutilmente e é sempre o olhar cobiçado dos provocadores, degustadores e comensais.
Distante do medo tolo de muito se dar, viver as relações em conta gotas, é um desperdício de tempo e de desejos, pois isto não te preserva e nem te anônima se, inexiste como um personagem sem autor, fica a mercê das circunstâncias no próximo ato, isto é fato e te fragiliza ainda mais.
Sempre que eu lembro
como nos conhecemos
Aqueles momentos
Que juntos tivemos
Foi plena emoção
Ao meu coração
Não foi ilusão
Foi muita paixão.
Se amo, não fujo
Mas hoje é o que eu quero
Sentimento profundo
Meu bem, sempre é o que espero.
EUFORIA
No dia em que se encontraram,
logo imaginou que existiria
uma história,
mas foi só euforia
de um coração
que batia descompassadamente
ao ver a sua paixão!
Ele se encantou
e quase perdeu a razão...
foi só ilusão!
Apaixone-se!
Ame um pouco mais.
Divirta-se!
Brinque um pouco mais.
Porque a vida é curta.
É curta até demais.
A pior coisa que eu odeio admitir é aceitar que não sou bom o suficiente para alguém em que me importo.
Sou como uma criança solitária em uma cidade grandiosa; livre! Porém, cativo pelas nuances das emoções.
Tímido ao ser abordado, mas radiante ao testemunhar a serenidade nas pessoas.
Sou como uma criança prodigiosa; porém, obscurecida na multidão. Que valor tem o conhecimento se não posso sequer vislumbrar dez passos à frente?
Inseguro e temeroso de não poder depositar confiança nas almas que cruzam meu caminho. Sinto que eu poderia ser grandioso se não me sentisse solitário.
Sou como uma luz! Uma luz, porém, translúcida; modesta em sua beleza, eu diria.
Mas afirmo com convicção, o coração de toda criança floresce em êxtase na presença de uma paixão.
Aivil a alvorada
Com sua constelação de áurea
Localizada abaixo de duas galáxias escuras
Acima de uma nebulosa rosada
Forma-se uma Imensidão de beldade em toda área
Mato a saudade ao olhar para os céus
Estrelas e planetas não me satisfazem
Cosmos esse que troquei pelo sol
Vivo a me condenar, oh labéus
De encontro ao buraco negro
Gravidade é suprema
A rota é alterada singularmente
Memoro o beijo quente e lento
Vagando no vazio interestelar
Apenas com um resquício de luz
A dívida foi paga com karma
E a espera pelo reencontro me seduz
Ama andar
Ama andar, é conhecida como halley
É o cometa mais lindo e brilhante desta galáxia, mas esse inverno não poderá trilhar
Ainda não é hora de passar
Beirando a velocidade da luz, tudo ao redor é lento
Tem data certa para o céu rasgar e marcar
Perdi Neowise, lamento
Mas Halley ainda posso admirar
Sua trajetória irei calcular para sua beleza admirar
Sua composição entender
Seu brilho iluminar e suas partículas conhecer
Em um mar de estrelas nada me seduz
A não ser seu rastro que me conduz
Monalisa cósmica que o universo traduz
