Pai para Filho Recém-Nascido
Quando nascemos não sabemos quem é nosso pai, o primeiro que diz "Filho, sou seu pai!", nós represamos pro resto da vida.
Um pai não pede pra um amigo dizer ao filho dele que é o pai dele. Se Deus existisse nasceríamos sabendo que ele o existe viria de dentro pra fora e não de fora pra dentro.
Ô Meu Pai do Céu
Ô meu Pai do céu
Daí força ao seu filho
Carente de carinho
Querendo uma flor
Ou os espinhos
Uma ovelha
Ou um carneirinho
Um amigo
Ou um irmãozinho
Quero a paz interna
Seguida de um bom vinho
Ô meu Pai do céu
Não me deixe parar
De escrever e de cantar
Não me deixe só
Pois preciso de contigo estar
Para meus escritos continuar
E minha fé não se abalar
Ô meu Pai do céu
Abençoe não só eu
Mas todos os teus filhos com seu lindo véu
E livre-os do ego e do egoísmo
Da maldita inveja
E de todas as tragédias
Ô meu Pai do céu
Obrigado, obrigado
Por ter me escutado
Nesta minha oração versada
Que fiz pedindo ajuda a Você
Que me escutou
E me deu seu precioso ombro
Pra eu poder chorar e desabafar
Adoro-te meu mestre
Obrigado, obrigado e obrigado
Por estar sempre ao meu lado.
Deus nos faz homens pra sabermos como é ser filho, depois nos faz pai pra sabermos como é ser Deus e por último nos torna espírito pra vivermos como anjos...
A passagem de pai pra filho de meios de produção como herança é, sem dúvida, o processo mais perverso de alienação das suas funções sociais.
Não importa onde seus filhos estejam, você jamais deixará de ser pai ou mãe, seu filho precisa de um cofre, ele precisa de você e de uma senha impenetrável: o seu amor!
A gente é pai ,filho,neto e avô.
Nesta data tão especial gostaria de fazer uma homenagem a um cara que hoje não esta entre nós mais é a minha referência meu avô Eulpido Luiz Camilo obrigado por tudo se hoje sou este homem de caráter e índole tenho que agradecer ao espelho. Tenho certeza que o espelho não vai se quebrar.
Pai diz ao filho:
- Se amanhã você Reprovar no exame esquece que sou teu pai
.
Dia seguinte Pai pergunta ao filho:
- Como correu o exame?
.
Filho responde:
- Quem és tu?
.
(Quer dizer que o filho reprovou).
QUANDO UM FILHO SE TORNA PAI DE SEU PAI
Bom dia
Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.
É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai na morte de seu pai.
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.
Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.
A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.
Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.
A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
Envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.
Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?
Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.
Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo Zé acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.
No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
– Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
– Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.
Publicado no jornal
Zero Hora
Que nossos filhos saibam o sentido da vida e nos digam sempre onde estão !!!
