Pai Nao Entende nada
"A verdadeira liberdade financeira não é sobre ser rico, mas sobre ter controle sobre suas escolhas." — Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
"Cada gesto e cada escolha sua terá uma consequência, e você não deve culpar a Deus por tudo que deu errado e nem o agradecer pelos seus próprios méritos." — Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
"O Método R.E.N.D.A. não exige que você seja um guru do mercado financeiro. Ele exige apenas três coisas: disciplina, paciência e a vontade genuína de mudar a sua vida." — Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
A verdadeira liberdade financeira não é fruto do acaso, mas da aplicação de um propósito. Para construir a sua riqueza, aplique o Método R.E.N.D.A.: ative o poder dos juros compostos com o Reinvestimento constante, plante em terrenos Essenciais à sociedade, associe-se a Negócios Sólidos e resilientes, blinde a sua colheita através da Diversificação e guie cada semente com uma Alocação estratégica.
Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
Maturei e entendi, que eu não quero só amar uma mulher. Eu quero dividir os dias com ela, os medos, as pequenas alegrias, uma vida inteira. Antes, eu achava que amor era incêndio. Hoje eu sei que amor também é café passado cedo e presença que fica. É acordar num domingo sem relógio nos empurrando pra longe, sem despedida atravessando a manhã. É construir memória dentro da própria casa, deixar nossos rastros nos cômodos, o nosso cheiro nos lençóis, o nosso silêncio confortável ocupando o espaço.
Mas existe um cansaço silencioso em amar outra mulher : o de sentir que o nosso amor está sempre diante de um tribunal sem rosto, severo e invisível. Como se precisássemos provar o tempo inteiro que é sério, que é família, que é amor legítimo, como qualquer outro. As pessoas perguntam demais, desconfiam demais, até dos nossos planos mais simples: ficar, envelhecer, construir futuro.
E isso cria uma tristeza difícil de explicar, como se a gente tivesse que parecer forte até quando só se quer colo. Como se desejar estabilidade, família, permanência fosse fraqueza. Como se amar profundamente fosse depender.
Mas eu quero, sim. Quero amar e ser amada com essa disposição . Quero uma casa cheia de rotina. Tenho um filho. Talvez queira outros. Quero o cotidiano dividido em dois corpos. Quero alguém que tenha vontade de permanecer, que olhe pra mim como quem encontrou casa. Quero viver um amor que não precise se justificar pra merecer respeito.
No fim, eu acho que pessoas como nós nunca sonharam alto demais. A gente só sonha com aquilo que tentaram negar por tanto tempo: o direito ao afeto, à permanência e à delicadeza de uma vida comum.
Alexsándra Duárte
Sobre construir um relacionamento maduro
Percebi que amadurecer em um relacionamento não significa deixar de sentir intensamente. Significa aprender a observar meus sentimentos antes de transformá-los em decisões.
É muito fácil confundir encantamento com certeza. Conhecer alguém, admirar suas qualidades e sentir vontade de construir uma história juntos é natural. Mas uma relação saudável não nasce da pressa; ela nasce do tempo.
Conhecer uma pessoa exige convivência. Exige descobrir como ela reage quando está cansada, frustrada, feliz, contrariada, quando precisa tomar decisões difíceis, quando faz planos e quando enfrenta problemas. É nesse processo que o amor encontra a realidade, e a realidade é muito mais valiosa do que qualquer idealização.
Pessoas reais nunca cabem perfeitamente nas expectativas que criamos. Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja se alguém corresponde ao que imaginei, mas sim: como eu me sinto sendo quem eu sou ao lado dessa pessoa?
Também compreendi que existe uma diferença muito grande entre amar e assumir responsabilidades que pertencem ao outro. Ajudar é um gesto de carinho. Resolver a vida de alguém é retirar dela a oportunidade de crescer e assumir a própria caminhada.
Cada pessoa continua responsável por sua vida, suas escolhas, suas finanças, seus projetos e suas consequências. Respeitar essa autonomia é uma forma de amor, porque preserva a igualdade dentro da relação.
Aprendi também que parceria não significa dividir tudo exatamente ao meio. Cada um contribui dentro das suas possibilidades. Às vezes, um oferece um jantar; o outro prepara um café. Um organiza a viagem; o outro leva um presente simples. O valor financeiro nunca será mais importante do que a intenção de participar.
Uma relação deixa de ser entre quem cuida e quem é cuidado quando ambos encontram maneiras de cuidar um do outro.
Outra reflexão importante foi perceber que pessoas generosas, muitas vezes, impedem o outro de demonstrar amor. Dizem constantemente:
“Deixa que eu pago.”
“Não precisa.”
“Eu resolvo.”
“Eu dou conta.”
Sem perceber, acabam ocupando todo o espaço do cuidado e não permitem que o outro também contribua. Receber também é uma forma de amar.
Quero continuar sendo alguém que gosta de cuidar das pessoas que ama, mas também quero aprender a aceitar o cuidado que elas têm para oferecer. Não preciso que tudo seja dividido de forma matemática. Preciso apenas que exista reciprocidade, presença e vontade de construir juntos.
Porque isso nunca foi apenas sobre dinheiro.
É sobre parceria.
É sobre caminhar lado a lado como dois adultos, e não como alguém que salva e alguém que precisa ser salvo.
Acima de tudo, quero lembrar que nenhuma relação precisa ser acelerada para se tornar verdadeira. Quando existe uma base sólida, o compromisso surge como consequência do conhecimento mútuo, da confiança construída diariamente e da escolha consciente de permanecer.
Os sentimentos podem nascer rapidamente, mas os alicerces de uma relação saudável são construídos com tempo, respeito, reciprocidade e liberdade para que ambos continuem sendo quem são enquanto escolhem caminhar juntos.
Se um dia você me perguntar qual é a minha maior meta para o futuro, eu não vou falar de carros, dinheiro ou status. Vou falar sobre construir um lar onde nós possamos dobrar os joelhos juntas antes de dormir, agradecendo a Deus por mais um dia. Um lar onde o amor não seja sustentado por cobranças, mas por paciência, respeito, diálogo e pela certeza de que Deus nos uniu para somar, e não para competir.
Eu não sou perfeita, mas por você, por nossa família e, principalmente, por mim, faço questão de me tornar uma pessoa melhor a cada dia. Porque acredito que o amor verdadeiro não nasce da perfeição, mas da decisão diária de crescer, cuidar, perdoar e escolher permanecer.
Como explicar qual a minha religião ?
Eu não sou um dogma.
Eu não sou uma religião.
Eu sou criação.
E há muitos de mim espalhados por aí.
A espiritualidade é a minha comunhão com Deus.
A religião é a minha comunhão com os homens.
Uma me aproxima do Criador.
A outra me ensina a caminhar entre os seus filhos.
Autora: Alexsándra Duárte
05/08/26
Amadurecer também é compreender que o amor não exige a ausência de limites.
É possível amar sem apressar compromissos. É possível cuidar sem assumir a responsabilidade pela vida do outro. É possível perdoar sem devolver o mesmo acesso ao coração. E é possível sentir carinho, gratidão e respeito por alguém, mas ainda assim dizer: “Até aqui.”
Durante muito tempo, essas atitudes podem parecer contraditórias, como se estabelecer limites fosse incompatível com o amor. Mas não é. Na verdade, essa é uma das maiores expressões de maturidade emocional: entender que o afeto não elimina a necessidade de preservar a própria paz.
Há pessoas que possuem um dom precioso: enxergam o melhor nos outros. Isso revela sensibilidade, esperança e generosidade. No entanto, essa mesma qualidade pode se tornar um risco quando faz com que idealizemos quem alguém pode ser e deixemos de observar quem essa pessoa realmente escolhe ser.
Os sentimentos revelam aquilo que o nosso coração deseja.
Mas é o tempo que revela o caráter, as intenções e a constância de alguém. São os fatos, as escolhas e os comportamentos repetidos que mostram quem uma pessoa verdadeiramente é.
Por isso, não permita que a intensidade dos seus sentimentos silencie a sabedoria da realidade.
O coração pode indicar o caminho que deseja seguir.
Mas é o tempo que confirma se vale a pena permanecer nele.
Alexsándra Duárte
Às vezes, a saudade não é apenas da pessoa.
É da história que imaginamos viver ao lado dela.
É dos planos que criamos em silêncio, das conversas que nunca aconteceram, dos lugares que sonhamos conhecer juntos e da vida que o coração começou a construir antes mesmo de a realidade confirmar que ela existiria.
E é importante entender essa diferença.
Nem sempre sentimos falta de quem a pessoa realmente foi. Muitas vezes, sentimos falta daquilo que acreditávamos que ela poderia se tornar.
O amor cria expectativas.
Mas a maturidade aprende a olhar para a realidade.
Quando alguém entra em nossa vida, é natural enxergar seu potencial. No entanto, relacionamentos não são construídos sobre promessas, possibilidades ou versões idealizadas de alguém. Eles se sustentam nas escolhas diárias, na presença, na reciprocidade e no compromisso.
Por isso, faça uma pergunta sincera a si mesmo: você sente falta da pessoa que ela demonstrou ser ou da pessoa que você esperava que ela um dia se tornasse?
A resposta pode transformar a maneira como você enxerga essa história.
Proteja o seu coração sem endurecê-lo. Continue acreditando no amor, mas permita que o tempo revele quem merece caminhar ao seu lado.
Os sonhos são importantes.
Mas a paz nasce quando deixamos de amar apenas o que imaginamos e aprendemos a valorizar aquilo que a realidade nos mostra.
Porque o amor saudável não nos convida a viver de expectativas.
Ele floresce no encontro entre duas pessoas que, todos os dias, escolhem construir a mesma direção.
Espero que esse texto lhe sirva de lembrança de que amar também é discernir. O coração pode sonhar, mas a sabedoria observa os fatos antes de entregar a própria vida às promessas da imaginação.
Alexsándra Duárte
Lembre-se de uma coisa: uma relação saudável não acontece quando uma pessoa salva a outra. Ela acontece quando duas pessoas, cada uma carregando a própria história, escolhem caminhar juntas. Você merece ser escolhida pelo que você é, e não pelo quanto consegue suportar ou resolver a vida de alguém.
Felizmente, eu aprendi a desistir das pessoas. Você não pode me esgotar, me decepcionar e me desrespeitar e ainda esperar que eu continue por perto.
ETARISMO NAS RELAÇÕES: TER MAIS DE 40 ANOS NÃO É SINÔNIMO DE CARÊNCIA.
Tenho a impressão de que, quando algumas pessoas encontram uma mulher 40+, pensam assim: “Ela quer um relacionamento? Então basta eu aparecer, ser bonito e oferecer minha presença VIP. Ela vai me querer de qualquer jeito.”
Não, meu bem. Vamos conversar?
O fato de eu falar abertamente que quero um relacionamento não significa que sou carente. Significa que sou madura o suficiente para reconhecer o que quero e não tenho vergonha de dizer isso.
Eu não quero alguém que não dê conta da própria vida.
Não quero alguém que, diante de um milhão de soluções, consiga criar dois milhões de problemas para justificar a própria inércia.
E muito menos alguém que acredite que basta existir, ser lindo e maravilhoso para merecer um lugar ao meu lado.
Eu quero parceria. Quero reciprocidade. Quero alguém que também saiba construir.
E confesso: às vezes, chateio alguns amigos. Eles me dizem: “Cuidado com fulano!” E eu respondo: “Vou pagar para ver.”
E, infelizmente, muitas vezes meus amigos estão certos.
A pessoa se aproxima, mas não necessariamente com a intenção genuína de viver uma relação. Às vezes, enxerga em mim uma sombra, um abrigo, alguém que já construiu alguma coisa e que pode facilitar a vida dela.
Só que, quando percebe que eu não sou carente a ponto de me submeter a determinadas condições, o interesse desaparece.
E sabe de uma coisa? Hoje, muitas vezes, sou eu quem coloca o ponto final.
Porque eu cansei de ser a mulher do processo. Aquela que incentiva, orienta, apresenta caminhos, encontra soluções, sustenta emocionalmente e ainda precisa conduzir a vida de quem deveria caminhar ao seu lado.
Eu não quero alguém que venha apenas desfrutar do que está pronto. Quero alguém que também tenha disposição para construir.
Ter mais de 40 anos não significa ter menos opções, menos valor ou mais necessidade de aceitar qualquer coisa.
Eu sei o que quero. Sei o que ofereço. E também sei o que não aceito mais.
Querer amar não é carência. Estar disponível para uma relação não é desespero.
É maturidade. E maturidade também é saber a hora de ir embora.
20/10/26
"Gerir democraticamente é criar uma escola plural, onde pertencer não exige se encaixar"
Raimirys Costa Rocha
A educação caminha a passos largos em direção à inclusão, mas ainda confundimos muito dois conceitos cotidianos: o acolhimento e a padronização. É muito comum que a escola abra as portas para a diversidade, mas, sutilmente, exija que os sujeitos se moldem para serem aceitos.
Foi refletindo sobre o chão da escola, a gestão escolar e o direito à singularidade que sintetizei o pensamento que guia minha prática educacional: "Gerir democraticamente é criar uma escola plural, onde pertencer não exige se encaixar."
A ilusão do "encaixe"
Quando exigimos que um estudante, um professor ou uma família "se encaixe", estamos operando sob uma lógica de formatação. O encaixe anula as arestas, silencia as diferenças e gera um falso senso de ordem. Uma escola que apenas "encaixa" as pessoas pode até parecer organizada, mas ela não é democrática. Ela é homogênea.
Para se encaixar, o sujeito precisa deixar partes de si do lado de fora do portão.
O poder do pertencimento real
O pertencimento caminha na via oposta. Pertencer significa que você é aceito, ouvido e valorizado justamente por quem você é — com a sua história, seu ritmo, sua cultura e suas subjetividades.
Construir esse ambiente é o verdadeiro papel da gestão democrática. Gerir democraticamente não é apenas abrir reuniões para votação ou cumprir ritos burocráticos de participação. É um exercício diário de escuta e partilha de poder para garantir que a pluralidade dialogue, em vez de se calar.
Uma escola plural de verdade não cria moldes; ela expande seus horizontes para que caibam todos os mundos que a habitam. Que possamos, como educadores e gestores, assumir o compromisso de liderar espaços onde a única regra para pertencer seja a liberdade de ser quem se é.
A sabedoria talvez comece quando aceitamos que compreender melhor o mundo não nos concede o direito de considerá-lo inteiramente compreendido.
O poder mais perigoso não é aquele que proíbe todas as palavras, mas aquele que determina quais perguntas podem ser feitas.
A razão não elimina o mistério da existência; impede que a necessidade de explicá-lo nos autorize a inventar certezas.
A neutralidade não exige ausência de convicções, mas honestidade para distinguir aquilo em que acreditamos daquilo que podemos demonstrar.
Que o homem se alegre com o que possui, aliás, que o homem não se lamente pelo que não possui.
Eis a razão da sabedoria.
