ETARISMO NAS RELAÇÕES: TER MAIS DE 40... Alexsándra Duárte
ETARISMO NAS RELAÇÕES: TER MAIS DE 40 ANOS NÃO É SINÔNIMO DE CARÊNCIA.
Tenho a impressão de que, quando algumas pessoas encontram uma mulher 40+, pensam assim: “Ela quer um relacionamento? Então basta eu aparecer, ser bonito e oferecer minha presença VIP. Ela vai me querer de qualquer jeito.”
Não, meu bem. Vamos conversar?
O fato de eu falar abertamente que quero um relacionamento não significa que sou carente. Significa que sou madura o suficiente para reconhecer o que quero e não tenho vergonha de dizer isso.
Eu não quero alguém que não dê conta da própria vida.
Não quero alguém que, diante de um milhão de soluções, consiga criar dois milhões de problemas para justificar a própria inércia.
E muito menos alguém que acredite que basta existir, ser lindo e maravilhoso para merecer um lugar ao meu lado.
Eu quero parceria. Quero reciprocidade. Quero alguém que também saiba construir.
E confesso: às vezes, chateio alguns amigos. Eles me dizem: “Cuidado com fulano!” E eu respondo: “Vou pagar para ver.”
E, infelizmente, muitas vezes meus amigos estão certos.
A pessoa se aproxima, mas não necessariamente com a intenção genuína de viver uma relação. Às vezes, enxerga em mim uma sombra, um abrigo, alguém que já construiu alguma coisa e que pode facilitar a vida dela.
Só que, quando percebe que eu não sou carente a ponto de me submeter a determinadas condições, o interesse desaparece.
E sabe de uma coisa? Hoje, muitas vezes, sou eu quem coloca o ponto final.
Porque eu cansei de ser a mulher do processo. Aquela que incentiva, orienta, apresenta caminhos, encontra soluções, sustenta emocionalmente e ainda precisa conduzir a vida de quem deveria caminhar ao seu lado.
Eu não quero alguém que venha apenas desfrutar do que está pronto. Quero alguém que também tenha disposição para construir.
Ter mais de 40 anos não significa ter menos opções, menos valor ou mais necessidade de aceitar qualquer coisa.
Eu sei o que quero. Sei o que ofereço. E também sei o que não aceito mais.
Querer amar não é carência. Estar disponível para uma relação não é desespero.
É maturidade. E maturidade também é saber a hora de ir embora.
20/10/26
