Pai Nao Entende nada

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Quero ouvir o que em ti não tem voz: é aí que a minha poesia respira.

Uma comunidade não sobrevive apenas pela força de suas leis, mas pela qualidade moral dos hábitos que essas leis conseguem formar.

A excelência humana não é produto de uma única decisão; é consequência de uma vida organizada por escolhas coerentes.

Meu problema não é um problema se ele for um dilema.Pois a resposta é sempre uma escolha.

⁠Nunca deixe de fazer o seu melhor hoje, com as condições que tem, pois, o amanhã não existe e nunca existirá. Tudo acontece agora e modifica agora!

Todos estão onde querem estar, todos vivem a vida que querem viver. Se não concorda com essa afirmativa, mude seus pensamentos, e mudará sua forma de agir e pensar. Tudo é resultado do que e como pensamos!

⁠Se você não é capaz de ficar feliz com a felicidade do outro, as conquistas e o sucesso. Então o problema é você, e não os outros.

Às vezes, não é o trabalho que exaure a alma, mas o lento despertar para uma existência que se tornou refém das próprias obrigações. Levantamo-nos a cada manhã para cumprir os mesmos rituais, atender às mesmas exigências e carregar os mesmos fardos, enquanto os dias se sucedem como páginas de um livro que nunca nos permite chegar ao fim. E, pouco a pouco, percebemos que o verdadeiro cansaço não nasce do esforço de viver, mas da dolorosa sensação de que estamos apenas mantendo a vida em funcionamento, sem encontrar tempo para, de fato, vivê-la.

O discurso não apenas descreve a realidade jurídica; muitas vezes participa ativamente da construção da própria realidade que pretende narrar.

Uma sociedade não se torna justa apenas porque possui leis; torna-se justa quando suas instituições são orientadas por uma concepção racional de justiça.

O maior perigo político talvez não seja o homem injusto que conhece sua própria injustiça, mas aquele que chama seus interesses particulares de bem comum.

Uma consciência não examinada pode obedecer à lei e, ainda assim, permanecer moralmente inculta.

ALINHAVO DO TEMPO

Vou costurando em quem sou
as ideias de por onde vou,
não para mudar minha existência,
mas para contribuir na construção
dessa minha diversa essência.

Sou feita de caminhos,
de encontros, de travessias,
de tudo que me atravessa
sem me retirar de mim.

E, a cada fio que acrescento,
não desfaço quem já fui:
amplio as possibilidades
de quem ainda posso ser.

Para o império que quero construir,
Preciso de um Rei,
E não de um bobo da corte.

A primeira obrigação intelectual do jurista talvez seja reconhecer aquilo que ainda não sabe.

A poesia não é apenas o que escrevo — é a forma como eu vejo, sinto e vivo.

Quando ensinar já não basta

Há dias em que a escola pesa mais do que a mochila dos professores em semana de avaliações.
Não por causa das aulas. Nem das provas. Nem da burocracia, embora ela exista e cresça a cada ano. Pesa porque, em algum momento, ensinar deixou de ser apenas ensinar. Hoje, espera-se que o professor seja gestor de conflitos, mediador familiar, psicólogo improvisado, agente social, produtor de relatórios, alimentador de plataformas, responsável por índices, motivador permanente e, de alguma forma, o último elo de uma corrente que começou a se romper muito antes de sua chegada. Tudo retorna ao professor. Se o estudante aprende, cumpriu sua obrigação. Se não aprende, pergunta-se o que o professor fez, ou deixou de fazer. Essa lógica revela uma das maiores distorções da educação contemporânea: individualiza-se a responsabilidade por um problema que é estrutural.
Nesta semana, sentei-me diante de um estudante do sexto ano que não lê. Não escreve. Não domina habilidades que deveriam ter sido construídas nos primeiros anos da escolarização. É educado, prestativo, participa, tem vontade de agradar, mas a linguagem escrita ainda não lhe pertence. Foi nesse momento que a palavra "avaliação" perdeu o sentido. Como avaliar alguém que não consegue acessar aquilo que é condição para realizar a própria atividade? Que nota representa essa realidade?
A escola, então, oferece caminhos conhecidos. Recuperação. Nova oportunidade. Trabalho substitutivo. Mais prazo. Mais uma atividade. Mais uma tentativa. O RAV. Até que, quase sempre, chega-se ao mesmo destino: a aprovação. Não porque as dificuldades desapareceram, mas porque o sistema precisa continuar funcionando.
É uma engrenagem curiosa. Cobra-se do professor uma avaliação criteriosa, instrumentos diversificados, registros, evidências e lançamento de notas. Ao mesmo tempo, espera-se que os resultados finais não contrariem o fluxo esperado. A avaliação precisa existir, mas suas consequências nem sempre podem existir. Talvez seja por isso que tantos professores experimentem a sensação de correr sem sair do lugar.
O sociólogo Zygmunt Bauman escreveu que vivemos tempos líquidos, marcados pela fragilidade dos vínculos e pela dificuldade de sustentar compromissos duradouros. A escola não ficou imune a essa condição. A responsabilidade pela aprendizagem tornou-se cada vez mais difusa. Quando tudo é responsabilidade de todos, frequentemente acaba não sendo responsabilidade de ninguém. E, no fim, sobra para quem está diante da turma.
Também me vem à memória Paulo Freire, quando afirmava que ensinar exige rigor metodológico e compromisso ético. Curiosamente, quase sempre lembramos apenas da palavra "amor". Esquecemos do rigor. Ensinar também exige reconhecer quando uma aprendizagem ainda não aconteceu. Fingir que aconteceu não é inclusão; é apenas adiar um problema que se tornará maior no ano seguinte.
Há algo profundamente injusto nisso. O estudante é privado de um direito fundamental: aprender. O professor é privado da possibilidade de avaliar com honestidade. A família, muitas vezes, acredita que a aprovação significa desenvolvimento. E a escola produz documentos que atestam competências que, na prática, ainda não existem.
Não escrevo estas linhas porque acredito que reprovar resolveria o problema. Não resolveria. Mas aprovar sem garantir a aprendizagem também nunca resolveu. Entre essas duas margens existe um vazio que temos insistido em chamar de política educacional.
Enquanto isso, seguimos preenchendo planilhas, lançando notas, organizando recuperações, respondendo questionários sobre estratégias, justificando ausências, explicando conflitos que nasceram em segundos e tentando provar, diariamente, que estamos fazendo o suficiente.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja por que tantos estudantes chegam ao sexto ano sem ler. A pergunta é outra: em que momento nos acostumamos com isso?
Talvez seja esse o maior retrato da crise educacional. Não a existência do problema, mas a naturalidade com que passamos a conviver com ele.
Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.

Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.

Quando você fizer algo bom , nobre , faça por você, pelo seu bem estar e satisfação .
Não se esqueça :
Você está lhe dando com o :
" Ser Humano " sem expectativas .
Simone vercosa .

A vida não interrompe a transformação; ela é transformação organizada.