Às vezes, não é o trabalho que exaure... Northon Salomão de Oliveira
Às vezes, não é o trabalho que exaure a alma, mas o lento despertar para uma existência que se tornou refém das próprias obrigações. Levantamo-nos a cada manhã para cumprir os mesmos rituais, atender às mesmas exigências e carregar os mesmos fardos, enquanto os dias se sucedem como páginas de um livro que nunca nos permite chegar ao fim. E, pouco a pouco, percebemos que o verdadeiro cansaço não nasce do esforço de viver, mas da dolorosa sensação de que estamos apenas mantendo a vida em funcionamento, sem encontrar tempo para, de fato, vivê-la.
