Pai e Mae Importancia na minha Vida
Filho ou, talvez, filha, eu acredito que já tens o mínimo de idade suficiente para o que vou falar, sabe que principalmente através das nossas próprias vivências graças ao Senhor, nós tiramos muitas lições e a maioria delas é pela dor, pelas tristezas, algumas decepções, sofrimentos, uma das que tirei, que compartilho neste momento
É que nesta vida poderás encontrarbastante pessoas incríveis que irão vibrar de felicidade por tuas conquistas, que te ajudarão a levantar quando caíres, motivando a enfrentar as tuas dificuldades, darão mais atenção as tuas qualidades, apesar das tuas falhas, ficarão verdadeiramente felizes ao estarem contigo, uma consideração prática.
Mas também aparecerão durante o teu caminhar aqueles que irão torcer pelo teu fracasso, que ficarão incomodados com teu o progresso, que não vão se importar de serem desagradáveis, sentirão um sabor adocicado no teu desespero, agirão com muita falsidade, maus sentimentos, causarão em ti, bastante desgaste numa escassez de bom senso.
Muito importante saber diferenciá-los, observar se seus atos correspondem as suas falas, pois vários deles não merecem estar ao teu lado, muito menos, a tua confiança, não que tu sejas alguém perfeito, mas quer por perto aquelas pessoas que fazem sorrir o teu coração, que não te dêem razão imerecidamente, que elas causem exultação, que possam deixar até a tua alma alegre.
Além disso, em determinados momentos, no aspecto humano, não poderás contar com ninguém, seja por falta de tempo ou de interesse, sem que contar que muitas atitudes só cabem a ti, são tua responsabilidade, então, terás a necessidade de motivar a tua própria determinação para que os teus sonhos, propósitos não sejam apenas meras vontades passageiras.
Não pense que sou ingênuo ao ponto de ahcar que ficarás isento de ter teus próprios desafios, dificuldades, de se deparar com pessoas desconfiáveis nos teus caminhos, entretanto, espero que estas minhas palavras e a minha conduta possam te ajudar de alguma forma para que não seja tão difícil quanto foi para mim, sinceramente, ficarei feliz e agradecido, serei um pai bem mais realizado graças ao consentimento divino.
Você ainda não existe de fato
não há previsão de chegara este mundo,
nem sei se um dia há de haver,
mas conheço você dos meus sonhos,
dos meus pensamentos,
da minha vontade que é tão grande
que, na maioria das vezes,
prefiro esquecer com receio de ser frustrado,
mas continuo esperançoso,
pois se Deus quiser, um dia você irá nascer,
e com o tempo, dirá suas primeiras palavras,
dará seus primeiros passos
e também aprenderá a ler
e quero que leia este meu desabafo
e perceba o quanto que esperei por você
e o quanto que eu e a sua ainda desconhecida mãe
somos abençoados e estamos felizes
por esta fase finalmente ter chegado.
Discordamos de muitas coisas, nossa relação nunca foi uma das melhores, construímos memórias marcantes, algumas histórias felizes dentro de muitos conflitos e de muitas decepções, vivenciamos momentos de lutas e de vitórias, não és o melhor pai, mas também não sou o melhor filho e apesar disso, até agora, juntos seguimos.
Outrora eu era apenas um menino imaturo, indefeso, enquanto o senhor era um homem difícil, desprovido do mínimo de bom senso, hoje, somos dois homens adultos e acredito honestamente que cada um amadureceu do seu jeito e que desde o começo, Deus tem estado conosco demonstrando o seu indispensável zelo.
Demorei muito, entretanto, compreendi que não adiantava ficar culpando o senhor pelos meus erros e nem ficar me cobrando pelos seus, que a respeito do nosso vínculo de sangue e de convivência, tudo aconteceu como deveria ter acontecido e vem acontecendo, teve e e tem um propósito, um significado, parte considerável do meu desenvolvimento.
As diferenças continuam, todavia, continua também o fato de sermos pai e filho em um relacionamento imperfeito, que graças a Deus tem sido ultimamente o mais saudável possível, onde um respeita e se preocupa com o outro, o que para mim já é suficiente entre vários desentendimentos, sinceramente, não sinto remorso, o tempo é passageiro, portanto, compensa o esforço para sempre nos entendermos.
Hoje, quando volta imersamente ao passado através de uma simples e amável lembrança, bem guardada na mente e numa linda foto valorosa, relembra com o coração quente um amor grandioso, incomparável que desde os seus primeiros passos, um após o outro, durante a sua querida infância, teve um indispensável porto seguro.
Um tipo de herói raro, que não sabe voar, não tem super poderes, nem usa capa, mas que graças a Deus sempre teve o poder de melhorar o seu dia, de proteger de muitos males, de dizer certas verdades que ainda não tinha percebido ou sabia, porém, havia infelizmente ignorado, assim, contribuiu bastante na construção de seu caráter e em alguns dos seus princípios.
Entusiasmante saber que este vínculo poderoso continua nos dias atuais, acredito que também no futuro, provando a constância do verbo amar, fazendo uma diferença salutar em um mundo singular de acontecimentos únicos, inspiração genuína que consegui ao ver uma pequena menina segurar a mão de seu pai, um sinal puro de confiança para caminhar em paz e em segurança.
A Luta Nao Pode Esperar
Crônica baseada na morte do estudante de Matemática da UFG, Guilherme Silva Neto de 20 anos.
Por Josielly Rarunny
Imagine um jovem alternativo e revolucionário, desses que defende suas crenças, capaz de lutar até a morte. Literalmente.
Guilherme saiu numa manhã de quarta feira após uma briga com o pai, motivada pelo estilo do rapaz, causas sociais e políticas que Guilherme defendia.
O pai, engenheiro de 60 anos, conservador e depressivo não aceitava as atitudes do filho. Proibiu Guilherme de participar da tal reintegração de posse que ocupava universidades e lutava contra as propostas da PEC 241.
Discutiram. Discutiram feio por sinal. Dessas discussões onde se ouve gritos, xingamentos e ameaças. Saíram cada um para um lado.
Guilherme deu as costas e foi a luta.
Que a luta não pode esperar.
Quem sabe ele foi cantando a canção de protesto de Vandré.
Pra não dizer que não falei das flores.
A mãe na sala ao lado ouvia a discussão.
Em oração repreendia e preferiu não interferir.
Vai saber o que se passa no coração de uma mãe.
Aquela dor recolhida, aquele choro engolido, uma aflição que parece não ter fim. Um anseio de ver a paz reinando no almoço em família do dia seguinte.
Um almoço que não acontecerá mais.
O pai tinha o tempo de esfriar a cabeça ou sacar uma arma.
Advinha o que ele fez.
Voltou para casa.
Encontrou apenas aflição e oração em forma de mãe.
O filho não estava mais. Encontrou Guilherme numa praça perto de casa e disparou contra o filho quatro vezes. Houve tumulto e gritaria.
Guilherme conseguiu correr, mas o pai alcançou o filho e com mais disparos o matou.
E com o mesmo tempo que ele levou para sacar a arma, debruçou sobre o corpo do filho, talvez arrependido da besteira feita. Não quis ficar e lutar contra a justiça social e brasileira.
Que por sua vez nem é tão severa assim.
Preferiu antecipar o julgamento e a justiça divina.
Guilherme deu as costas e foi a luta.
Que a luta não pode esperar.
Quem sabe ele foi cantando a canção de protesto de Vandré.
Pra não dizer que não falei das flores.
Ninguém sabe, ninguém ouviu falar.
O que todos sabem é que ele foi.
Infelizmente, pra nunca mais voltar.
INEXISTÊNCIA
0 Vazio, um vácuo , aquele vão que jamais será preenchido. É como estar vagando no espaço sideral sem proteção alguma!
Essa é a sensação da inexistência de um pai.
0888/22
Assistir a Valentina dormir é como mergulhar fundo num oceano de sensações. Fico parado do computador escutando a respiração e babo em detalhes a minha filha. Me perco, me encontro, me vejo hoje onde não pensava estar ontem. Me disperso, me recolho, fico preocupado com a vida dela e busco forças. Respiro, expiro, penso em seguir, mudar tudo. Sigo no enigma mais claro e na sabedoria mais vulgar de tudo o que é, sem nenhuma razão especial de ser quando a vejo dormir. Não hesito; me deixo levar nos pensamentos. Ela me traz essa reflexão e o que vem dela deixo fluir. Me deixo levar antes que seja tarde, antes que seja um poente finito. Ela me ensina tanto, sem falar nada, com quatro anos, dormindo, só de olhar... Entendo e aprendo que o despedir de um dia lindo que não se repetirá é, na verdade, uma cortina aberta para a verdade. E que a linha do horizonte vista dessa janela e suas formas inalcançáveis sejam da força e da fonte para a noite que virá, pois lá, enquanto eu estiver vivo, vai dormir uma criança. E olhando bem, dentro do coração dela, dorme também a criança que eu fui um dia, com todos os meus sonhos. Olho, observo. Ela ameaça acordar, mas dorme de novo ao receber meu carinho. Que bom que ela ainda é criança. A vida é tão difícil, tão dura, tão injusta, tão cruel, tão desumana, que eu não saberia como cobrar um conforto e um abraço de quem devo abraçar e confortar. Agradeço por ela existir. Penso em nossa história. Afinal, ela é tudo para mim hoje, mais do que eu achava que fosse ontem. Há dois anos então, nossa! O amor só cresce. Em palavras não ditas, escuto o ruidoso silêncio da respiraçãozinha dela, que não me deixa concentrar em outra coisa. Dizem que Deus sempre falará para um pai que observa a filha dormir. É verdade. Se ele existe e algum dia falou comigo, não seria em outra situação. Olho bem no centro do seu rostinho e penso disso tudo, que a mim fica a sensação de tudo ao mesmo tempo, do mais contraditório tipo: dos acertos na vida ao tempo perdido, do sonho errado, do passado que você nunca mudaria, do desânimo diante de uma caminhada que no fundo você pensa que pode não ser o melhor pra vida dela. Não dá para definir se é tristeza, euforia, ansiedade, alegria, desilusão, esperança, razão, emoção, ou apenas angústia e preocupação. Acho que é um misto de tudo isso com uma grande pitada de não saber nada sobre a vida. É um misto de tudo. Em que me despeço e peço, fico olhando até pegar no sono também, quando, aos poucos, vou apagando e esquecendo memórias de um futuro que ainda não foi. Aceito o que o passado tem sido, sem glória, sem lamento. Tento dormir pensando bem sobre tudo isso, e aprendo sob escombros das lembranças, sem que eu e ela, sem que ninguém se aventure ao resgate, pois num coração de verdade, não há chance de resgate, só remendos, apenas sangue estancado. E é por isso que perceber toda inocência de um filho perante o mundo nos emociona, nos faz chorar, nos orgulha em alegria, mas também nos rasga o peito de dor.
Uma explicação: o trabalho de jornalismo pode ser exclusivamente técnico, sem inspiração, apenas uma prestação de serviço de informação, ou pode ser diferente. Cabe ao jornalista decidir. Do contrário, é como o trabalho de um arquiteto ao planejar sua própria casa, casa dos seus sonhos. Pode juntar a técnica com a inspiração. O jornalista coloca a alma na matéria. Embora entenda pouco de muitos assuntos que precisa informar diariamente, uma coisa é fazer matéria e se pautar para uso próprio. E outra pra duas, três, quatro, 10, 20, 100, 430, 600, 1.000, 4.0000 pessoas. Do mesmo modo, penso eu, com relação ao pintor retratista ao executar um trabalho encomendado no qual emprega toda técnica de que dispõe, mas, raramente, põe alma na execução do trabalho. É, sem dúvida, informação, mas de pouca inspiração. Assim acontece com o paisagista que passa para tela o que vê. Arte de muita técnica. Mas é, quando ele muda as cores, que entra a inspiração. Independente da profissão, do cargo, só quando alguém inventa, idealiza, sonha, enfim, quando cria, entendo, então, que técnica e inspiração e grandes experiências se nivelam. O mesmo acontece com o compositor, seja de música popular ou erudita, quando só produz o melhor se inspirado. Quando é preso de uma espécia de transe. Porém, quando muito recebe encomendas para produzir a trilha sonora de um filme ou uma novela, no seu trabalho, por estar adstrito ao roteiro, a inspiração, se houve, bitola. Obra de pura técnica. Nessa ordem de ideias, os jornalistas só produzem quando inspirados. Fora disso solidificam versos de laboratório e um museu de grandes novidades. Jornalismo a granel, como mercadoria. Se tornam excelentes letristas de música popular de todos os povos. Os jornalistas que admiro fazem dele meio de vida. Produzem obras primas motivados por uma paixão, um desgosto, ou, até mesmo, por uma alfinetada do destino. Todos esses caminhos levam ao bom jornalismo. Se pesquisarmos e puxarmos a média de matérias antológicas que entraram nos livros acadêmicos, é de notar que um dos três fatores foi motivo na vida do jornalista para eternizar sua obra. E é, justamente, em função que faço desta ideia, que não me acho nem um pouco jornalista perto daqueles que admiro. Pra não contradizer a ideia que faço do jornalismo e segundo o conceito que faço de mim mesmo, decorrente de uma inspiração, ou, no mínimo, do desejo de externar uma sensação realmente existe, por benevolência, visto a roupagem de jornalista, bem folgada no meu corpo, aliás. Os que admiro foram inspirados no que sentiram, por ocasião da morte, assim como por ocasião da vida. Refletiram e refletem sobre o assunto em cada linha, a cada dia. Os jornalistas que admiro de verdade jamais trocaram pautas compostas a seu gosto pelos passos de ganso da métrica. A perpetualidade do bom jornalismo é tarefa árdua e cada vez mais desafiadora. É tarefa de vida. Pra quem critica e alega tanta "utopia" para a própria profissão que escolheu - se quiserem queimar vela com defunto barato - já antecipo que estarão repetindo o que digo de mim mesmo, como já disse numa linha mais acima, umas 15 linhas colocando o dedo na tela, talvez.
VALENTINA
Esses milênios todos que vivi tentando corrigir imperfeições, foram tempos preciosos que perdi; só fiz por merecer mais provações. Encarnei rico e vi na caridade o meio de exibir a minha riqueza. Depois, vim pobre, e por sagacidade, tirei um bom proveito da pobreza. Alma fechada, oposta à evolução, visando a carne, indiferente à morte, jamais cuidei da minha salvação. O hedonismo sempre foi meu norte. Fui cego, surdo, mudo e mutilado. Também já vim com a forma de Narciso; matei por vício, e após fui trucidado. Sofrendo o talião tão justo e preciso porém nesses milênios que passei atravessando a terra ou atravessando espaços uma coisa eu conservei, qual chama viva a iluminar meus passos. Começou nesta encarnação, quando Valentina nasceu, enfim. E pelo tempo afora desde então, não sei se vivo nela ou ela em mim. Essa paixão que a cada dia aumenta, de beijos e carinhos se alimenta na terra e ficará pelo espaço eternamente. Ela fez tornar-me ao Carma indiferente, transformou o averno em mundo de magia, e a Terra triste em Éden de alegria. Por isso, morrerei, quando for a hora, sabe lá o dia, com alegria; mas mal conterei em frente à Deus a minha rebeldia, que tão logo na família dela quero reencarnar. Ao que presumo, a aprovação, com base no livre arbítrio, consiste apenas em me acompanhar. E temo que ao findar aqui a minha missão, pelo umbral eu fique um tempo a gravitar. E se por lá ficar, ao ver-me órfão deste amor bendito, sentir-me-ei, então como um proscrito, sem luz, sem guia, e longe da verdade. Mas hoje, com dias e horários marcados para buscá-la já fico aflito, enlouquecido, ébrio de amor, carpindo no infinito o Carma doloroso da saudade...
Aí você lembra que, ao chegar em casa, ninguém vai estar lhe esperando. É só você, o controle remoto, suas contas, e as vezes algo para colocar no microondas enquanto você escuta o barulho do vento bater na janela. Mais um dia que poderia muito bem ser apagado. Gritaria no trânsito, um almoço sem gosto, a correria de sempre. Desperdício de vida... Onde está o sorriso que a propaganda de margarina prometeu vir incluso na compra? Quando foi realmente a última vez que eu me diverti, dancei até cair, esqueci meus problemas, ou, ao menos, comprei uma roupa nova, uma calça jeans? Mas aí chega o dia de pegar a sua filha que você não vê faz uma semana, e ela sai do elevador e corre na sua direção gritando "papá, papá, papá", desesperada de alegria, e você percebe que o motivo é você. É...você mesmo! Dá vontade de chorar de sei lá o quê; a garganta parece que fecha, dá um nó, sabe? Qualquer palavra fica agarrada como um soluço e tudo volta a fazer algum sentido...
Antes de buscar o perdão de Deus por minhas ofensas, é essencial que eu tenha perdoado os que me ofenderam, seguindo o exemplo da oração do Pai nosso, conforme ensinado por Jesus.
Feliz dia dos pais aos papais. Mas não esqueçamos dos paidrastos, dos paivôs, dos paitios, dos paidrinhos, dos paifessores, dos paifilhos (filhos que cuidam de seus pais na velhice deles) e dos paiamigos (amigos que cuidam de outros amigos como se fossem seus pais). Sejam qual tipo homem você seja, se você cuida e ama aqueles que colocaste no mundo, e mesmo não tendo filhos tem o mesmo carinho e responsabilidade por alguém, você é merecedor deste título tão pequeno mas muito valoroso: PAI. Parabéns à todos papais!!!
A todos os pais que se tornaram pessoas melhores ainda, para poder ensinar através do exemplo.
Aqueles que se desdobraram com dificuldade e sacrifício em colocar comida à mesa e dar o estudo necessário.
Os que mesmo com o exemplo e o estudo, fizeram o possível, quiseram o impossível para que o filho se tornasse um ser humano de bem.
Obrigada por tudo isso, e mais, muito mais que nasceu do imenso amor, que foram o carinho e a atenção, a reprimenda na hora certa e o perdão, a paciência e a alegria da convivência.
Aos heróis da família, nossa imensa gratidão.
23 de julho, dia que a tristeza transcende a alma, em memória de quem a saudade não cabe no coração e nos olhos de lágrimas.
Todo verme canalha que despreza os pais na velhice se acha no direito de julgar os únicos que verdadeiramente honraram o pai e a mãe até o último dia. O tal do falso hipócrita é uma raça desgraçada, mesmo.
Feliz dia dos pais e dos pães.
À aquele que dizia que não se podia passar cremes nas pernas, pois isso era coisa de “mulherzinha”,
À aquela que dizia que isso não mudaria nada na minha essência e que o creme serviria para que o corpo não se trincasse.
À aquele que dizia que estudar não levava a nada e que sempre tentou disturbar o meu caminho.
À aquela que pegou no meu braço até o último dia da faculdade e nunca deixou que desistisse dos meus sonhos.
À aquele que muitas vezes fez a maior preciosidade da minha vida chorar, por motivos soberbos, ou por ideologias enraizadas em uma sociedade preconceituosa e machista.
À aquela que mesmo diante as lágrimas, ensinou-me o valor que deveria dar as pessoas independente do sexo, religião, gênero e cor.
À aquele que em todos os dias diários e enquanto mais precisei não esteve presente, pois estava imergindo em um mundo dos vícios e que a família estava em segundo plano.
À aquela que quando mais precisei, perguntar coisas de meninos esforçou-se para que eu pudesse ter as melhores explicações.
À aquele que me ensinou a tratar as mulheres como objetos.
À aquela que ensinou a tratar as mulheres como ser humano.
Entre outras tantas coisas que se fosse destacar entre essas linhas, passaria um bom tempo, demonstrando as grandes relações dicotômicas da minha vida.
Mas uma coisa é certa, se não fossem essas diferenças, talvez não teria me tornado quem eu sou realmente.
Foram graças aos dois que pude ter o privilégio de poder escolher a identidade na qual construí em minha vida.
Se não tivesse sido o jeito dele para ser desconstruído pelo jeito dela, talvez tivesse tomado rumos distorcidos.
Talvez teria sido mais fácil pra ela, se ele tivesse estado junto. Porém, cada destino, cada escolha, foi essencial para crescermos enquanto pessoas. Amo ele, porém amo infinitamente ela. Gratidão!
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