Padre Fabio de Melo Cultivo
Cada existir realmente acaba um dia? Se o espaço parece tão infinito, que me caberia dizer do tempo? Mas se toda existência não acabasse, qual propósito teria para o espírito em sua continuidade? Já me peguei acordado enquanto a cidade dormia toda sua forma humana, atravessando espírito alegre que no seguinte repousar seguia sendo sobre a vida; uma compreensão de amor tardio e vasto para aquelas horas. O que havia para amar naquele silêncio e tão grande escuridão? Era meu próprio existir efêmero fulminante que simplesmente transladava barreiras silenciosas no compasso de cada respiração do que viria a descobrir depois.
Cantarei todo caminho indicado na apreciação da consciência que relega classificações desejáveis por qualquer um; tipo canto de acontecimento para acalmar dúvidas enganosas. No abismo onde o silêncio fora lançado ver a vida com sua capacidade em desdobrar todo lugar desabrochando um ensaio significante de toda minuciosa circunstância com vigor das aparições de tudo que falta diante a mínima constatação de preenchimento. Cantar o contínuo aproximando-se de qualquer exemplo vivo.
Aquela manhã abriria seus resposteiros no encontro daquele desejável sonho?! Seria essa história reveladora de merecimento todo azul?! Não sei, talvez nunca saiba e nem queria saber. Basta a verdade não estar escondida; minha observação é o instrumento perceptível diante o que é.
Subitamente o digno alvorecer começava sem nenhuma hesitação; típica habilidade natural de tudo que não requer tentativas para existir.
" Eu posso ser o seu Romeu
Já que ele prefere os amigos
larga dele e fica comigo
que eu te amarei e farei carinho,
cante para eu dormir aquela lá do cachorrinho..."
Corpo aberto para você ler; sorriso estendido, olhos molhados, forma inseto na permissão de ser. Sou meu próprio respiro, a viagem, o caminho irrompido... A orquestra começou e nos relâmpagos deixarei meus cantos no socorro daquilo que for ... e que seja... por amor.
Quem sabe num adormecer mundo o despertar do amanhã seja sobre um pensamento lúcido das crianças no próximo século brincando todas suas histórias em galhos de um tempo que sempre existiu... Quem sabe!
Amanhã teremos mais árvores?! A chuva deixará o ácido distante para que nosso corpo mergulhe o profundo iluminando o submundo do nosso próprio ser?! a evolução não é retrógrada; não adianta afastar nenhuma resposta. Quero aprender mais com o escorpião; ser mais água incisiva na consciência que, embora possa se perder em vapor também cairá em água outra vez.
Joaninha, ensine o percorrer da jornada para além da ilusão; como seu pousar escorrendo pela vida a sua maneira. Quem sabe um imaginário é despertado e de corpo inteiro possamos compreender sua intervenção divina ao iluminar o dia que continua muito escuro em tantos lugares onde o sol ainda não foi embora.
Na próxima primavera talvez o consciente coletivo viva para não morrer; como seus caças autônomos histéricos que existirão para contemplar o vazio sentindo saudade de quando olhavam para o alto mirando cada montanha e suas florestas que não foram abandonadas.
A espiritualidade de uma pessoa é forte e equivalente ao tempo que ela se dedica aos assuntos da Torá.
Quando o Ser Desperta, o Ego Silencia
“O ego grita para ser visto, mas é no silêncio que o espírito se revela. A consciência não precisa provar nada — ela apenas é. A luz mais pura não brilha para chamar atenção, mas para iluminar o caminho. A verdadeira grandeza não se impõe, ela inspira. Quando o ser desperta, o ego se cala."
🕊️ A Paz de Quem Não Precisa Provar
“Estar certo é sentir a leveza de um coração que não precisa provar nada. É alinhar pensamentos, palavras e ações com uma verdade que não fere. A verdadeira certeza não grita — ela silencia e acalma. Não se mede pela vitória externa, mas pela paz que floresce por dentro. Quem está em paz com o próprio coração já encontrou a resposta mais profunda.”
Não transforme seus sonhos em correntes.
“Não transforme seus sonhos em correntes. As metas foram feitas para guiar, não para aprisionar. Quando o caminho sufoca, talvez seja hora de escutar a alma em silêncio. O verdadeiro propósito não impõe — ele inspira.
Lembre-se: a liberdade interior vale mais que qualquer conquista exterior.”
