Os Ventos que nos Tira algo que Amamos
Hoje eu abri a janela
E enxerguei longe, lá no Céu
Algo que parecia
Um casal de andorinhas
Voando alegremente
Não sei se estavam mesmo lá
Ou se era ilusão da minha mente
Com o tempo a gente percebe
Que não é certo
E nem inteligente
Sempre crer
Naquilo que se vê de longe
Nem naquilo que se vê de perto
Mas as andorinhas
Pra sempre estarão voando
Acreditando nelas
Ou não
O difícil não é sabê-las
Pois é pra isso que existem janelas
Triste
É viver sem nenhuma ilusão.
Edson Ricardo Paiva.
subi ao monte dos meus sonhos frustrados olhei lá de cima pra ver se algo me tinha sobrado,e vi algo que estava cravado e esse não tinha se estragado peguei-o na mão levei ao rumo do coração suspirei pesado mas não me entreguei desci esse grande monte com cabeça erguida como se convêm a um Homen ou o que restou de um..
A LENDA DO TOURO DIAMANTE
Na fazenda esperança havia algo interessante, entre as cercas de um pasto, um boi mestiço com olhar brilhante, por esta razão, deram a ele um nome empolgante, sim, diamante...
Um touro forte e importante, mas que continha um problema gritante, algo que não passava despercebido, pois, quem o olhava à distância, percebia o seu defeito, algo diferente, que impulsionava um sentimento de dó, vendo que aquele touro imponente, que assustava toda gente, possuía um chifre só.
Diamante era um touro muito bonito, com autoridade e força, porém havia algo esquisito, mesmo através de sua passada, que levantava uma nuvem de pó, quem o via, logo percebia, diamante possuía um chifre só.
Ele era o rei do pasto, o dono do curral, bravo e imponente, o destaque daquele gado leiteiro, Diamante, porém, guardava um segredo no olhar, pois mesmo sendo valente, rei de tudo naquele lugar, sentia no fundo do peito um desejo a lhe chamar: não era só ser temido, queria mesmo era voar.
Dizem que certa manhã, quando o sol mal despertou, viram o touro de um chifre só erguer a cabeça e num berro, ecoou.
O vento correu pelo campo, a terra inteira vibrou, e o gado em silêncio, assistia à lenda que ali se formou. A cerca, Diamante saltou, e quem esta cena presenciou, jura com verdade e fervor, que o touro de um chifre só, com coragem e esplendor, foi além da fazenda esperança, virou mito, virou valor.
E até hoje, quando o vento levanta o pó do terreiro,
dizem que é ele passando, forte, livre e verdadeiro, Diamante, a lenda do touro, rei do pasto e do mundo inteiro.
(Jean Carlos de Andrade)
Quando alguém conquistar algo,
e você achar que está atrasado
por não ter conquistado também,
lembre-se que cada um tem seu próprio tempo,
os acontecimentos ocorrem na vida das pessoas em momentos diferentes,
não se cobre tanto,
seu relógio não precisa estar
em sintonia com o relógio de ninguém.
Meu amor,
Enquanto preparo meu caminho para seguir em frente, há algo que ocupa o centro dos meus pensamentos: o seu coração.
Eu sei que a notícia da minha partida pode trazer uma dor, mas peço, por favor, que se lembre de uma coisa: o nosso laço é maior que qualquer distância ou despedida.
A beleza de tudo que vivemos — cada sorriso, cada abraço, cada momento de cumplicidade — está gravada em mim de uma forma que o tempo jamais poderá apagar. Você me deu um presente que guardarei para sempre: a prova do que é o amor verdadeiro.
Não quero que sofra a minha ausência, mas sim que celebre o quão intensamente nos encontramos. O amor não desaparece; ele apenas muda de lugar, e o meu estará sempre aqui, pulsando por você, onde quer que eu esteja.
Pense em nós não como um livro que se fecha, mas sim como a mais linda e inesquecível página, que levarei comigo eternamente.
Com todo o meu amor
Um passo de cada vez!
Para alguns é algo simples mais para outros, é dar um passo com peso.
Peso do recomeço.
Peso da rejeição, gravada.
Peso de muitos traumas.
Peso da escolha.
Um passo de cada vez tem seu peso no destino de quem caminha.
Estive observando uma criança no balanço e aprendi algo simples e profundo: a altura que alcançamos depende do jeito que nos impulsionamos. A vida é assim o movimento que fazemos dentro determina o quanto podemos subir fora.
Ainda que eu percorresse por toda uma vida, em um mesmo caminho em busca de algo tão grandioso quanto... Ainda assim eu não encontraria nada, nem mesmo parecido... Porque é infinito.
Eu sinto que carrego uma fúria antiga dentro de mim, algo que nasceu há muito tempo e que ninguém percebeu. Começou pequeno, como uma farpa, mas cresceu comigo, torto, pesado, como se tivesse se encaixado no meu peito sem pedir licença. E toda vez que eu falho, essa raiva acorda. É quente, inquieta, lateja na pele e me pergunta, com uma brutalidade que só eu conheço: por que você não foi o bastante? Por que você nunca é?
Eu não tenho resposta. Só sinto o impacto um golpe seco bem no meio do peito, desmontando tudo que eu ainda tentava manter firme.
Às vezes eu queria arrancar essa parte de mim, expulsar essa voz que me mastiga viva cada vez que eu não atinjo o que espero. Eu queria jogar fora essa exigência que me cobra até quando eu tô de joelhos. Mas logo depois da raiva vem a tristeza. Ela chega devagar, quase com carinho, e me abraça um pouco apertado demais. Ela sussurra que sabe, que entende, que tudo que eu queria era ser suficiente. Só isso.
E é nessa hora que eu encolho. Que eu me sinto pequena de novo. Não pequena como uma criança inocente, mas como alguém que aprendeu a diminuir sua própria existência pra não incomodar ninguém com suas falhas. Como se meu erro ocupasse mais espaço do que eu mesma.
Tem uma parte de mim que queria gritar, quebrar tudo, arrancar meu nome das expectativas que eu mesma escrevi. Queria fugir de mim. Mas existe outra parte tão frágil, tão quietinha que só queria um colo em que eu pudesse me largar sem precisar justificar nada. Só queria poder dizer: “eu tô cansada, eu tô machucada, eu não aguento ser forte hoje.”
Eu vivo num território estranho entre a minha raiva e a minha tristeza. A raiva me acusa, a tristeza me acolhe, e eu fico ali no meio, sem saber de qual das duas fugir primeiro. É como se eu estivesse sempre lidando com a dor de não chegar onde eu achei que deveria chegar, e com o luto por não ser a versão de mim que eu imaginava.
E mesmo assim… eu sigo. Eu continuo. Não porque eu me sinto forte, mas porque tem uma parte de mim, pequena, quase imperceptível, mas viva que acredita que existir já deveria ser suficiente. Que talvez um dia eu consiga me olhar com um pouco mais de gentileza. E que, quando esse dia chegar, talvez eu finalmente consiga me perdoar por ser humana.
Algo que realmente me espanta nos autoproclamados panafricanistas é a incoerência gritante entre o que dizem defender e o que praticam. Falam com fervor sobre a descolonização da mente, sobre libertação cultural, sobre romper com os sistemas impostos pelo Ocidente — mas, no fim, casam-se em igrejas, sob rituais e símbolos coloniais. É quase cômico, se não fosse trágico. Uma confusão mental disfarçada de consciência.
Chore sim, sentir-se triste por algo ou alguém é normal, seque suas lágrimas e siga em frente, o mundo não vai esperar você ficar bem, ele vai te forçar a não ficar mal.
Algumas vezes é melhor desistir de coisas inalcançáveis, do que se prender a algo sem presente, sem futuro, sem chance de acontecer.
Se eu te conto algo, tenha em mente duas coisas:
É porque confio em você ou é porque quero saber até onde posso confiar.
A todo instante temos a oportunidade de descobrir, de aprender algo novo. Já nos basta perder algumas delas simplesmente por não dominar outro idioma.
Quem fica para lá e para cá, sem fazer algo que presta ou que seja útil, tem uma agenda vazia e passageira.
Espiritismo é algo que controla a sua mente, torna a sua vida escrava, deprimente e cheia de propósitos místicos, trazendo uma religião morta, infrutífera e frustrada, sem os oráculos de Cristo.
