Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
Você é o que você tem ou se pode fazer de benefício aos outros, sem isso você só existe para as poucas pessoas de verdadeira consideração e amizade, nas quais eu posso contar nos dedos. Infelizmente essa é a maldita lei da sociedade. A cada dia mais hipocrisia e falsidade.
O mundo é como um vaso sanitário, as pessoas são as fezes que Deus caga no vaso, e o céu é o esgoto!
Pais,poupem-me e não me torturem com a pergunta mais desprovida de sabedoria e de boas intenções: Por que meu filho tirou esta nota?
Oh! Deus não me deixe intoxicado! Não quero ser a fruta podre que envenena seus predadores. Mas por último ser-lo-ei, e a morte já experiente de fazer cobaias os meus inimigos levar-me-á cruelmente, mas já muito tarde.
Um professor é bem visto por seu preparo acadêmico e competência didática. Se ele é bem sucedido em seu trabalho, o mundo o considera uma sumidade, não importa se é ou não moralmente correto.
Nos braços de minha mãe, sentia-me o Menino Jesus, pois neles estavam o acolhimento da manjedoura e em seu nome a expressão completa da família Sagrada: Maria José, tendo por sobrenome Ferrera de Andrade, alguém que conserta com ferro e madeira. Não se impressione, sou uma extensão de tudo isso!
O casamento é o maior Lesador do ser humano, ainda mais fazendo nas mulheres feridas maiores, pois são mais sensíveis. Ainda bem que esse consórcio não dura graças ao poder de regeneração da vida. Ah! A traição é um sintoma da metamorfose (qual melhor situação: de lagarta ou borboleta?)
A tal autonomia que os professores pretendem é ter que pagar para "xerocar" as provas para o aluno?...O que diagnostica uma prova, de cujo professor dá as questões e as respostas na véspera da aplicação?
Que pedagogo algum apresente a ideia de que o professor deve encarar a prova como um indicador de qualidade; pois ela nada pode fazer pelo sucesso do aluno se ele não tiver uma afinada capacidade de memorização. E as inteligências múltiplas e outras competências não visadas por ela?
A semana de prova para uma coisa presta: os alunos saem mais cedo, ficam na porta da escola vulneráveis à violência da rua, esperando o transporte até mais tarde; enquanto isso, brigam e tumultuam. O maior número de ocorrências vergonhosas da escola, refiro-me também às desavenças entre professores, ocorre exatamente na semana de prova! E "pelo andar da carruagem", por aqui, toda semana e de "provas".
Eu cada dia, mato um pouco de mim mesmo, com o objetivo de fazer calar minha voz interior, ou melhor, estou tentando me livrar das perturbações interiores desenvolvendo uma consciência depravada, fraca, viciada que me faça feliz no torpor da vida. Quero me aquietar diante dos homens e de Deus. Ou perder o respeito de mim mesmo. Ou ainda deixar de preocupar com o que os outros pensam de mim. Nesse suicídio a prestações, mareio meu brio.
Se os crimes praticados aos professores e crimes praticados aos alunos fossem indenizados pela escola, ela já não existiria mais! Já pensaram se todos os analfabetos funcionais e mal formados profissionais pedissem, junto à justiça, uma indenização à escola pelo tempo perdido e crimes educacionais?
Existir para ser útil ao próximo, muitas vezes, requer que fechemos nossos olhos e ouvidos aos aplausos dos demais.
Se queremos uma escola atualizada inteligentemente e útil, precisamos deixar de sermos ignorantes a respeito de como queremos atender as necessidades de nossos alunos. Se queremos que eles sejam intelectuais, precisamos incentivá-los a largar a mesmice. Se queremos fazer deles cidadãos, precisamos inseri-los corretamente nos assuntos da cidade.
Se queremos que eles, nossos alunos, sejam “nada na vida”, deixemos-los como estão para vermos como é que ficam!
Quanto mais útil às pessoas, mais aumentam as responsabilidades para elas com elas mesmas, um bom professor é o maior motivo para o sofrimento dos mal-intensionados.
