Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
Ser velho é ensinar aos jovens que um dia irão ficar velhos também.
Ser velho é passar experiência de vida aos jovens.
Ser velho e maduro o suficiente para ensinar os jovens que a vida vale a pena.
Ser velho é lembrar aos jovens que eles serão velhos amanhã.
Ser velho significa experiência de vida.
Aos sapatos velhos só se dão dois destinos: calçá-los e suportá-los ou abandoná-los em qualquer canto.
Vida
Nascemos e logo no início da vida queremos ser mas velhos, ao passar do tempo vem o entendimento da vida.
Como as responsabilidades chegam e como a vida é dura... O tempo passa e logo percebemos o tempo perdido, o roller que nunca aconteceu, aquele beijo que por falta de coragem ficou na lembrança de um dia e esse dia nunca chegou.
O tempo passa e passa rápido, temos filhos e vemos neles o vigor da juventude e da alegria, da falta de preocupação pois somos provedores.
O tempo passa, percebemos que as melhores coisas estão no simples, em apreciar a chuva se formar e o céu limpar novamente, as águas do mar se acalmar e o vento soprar suave, os pássaros cantando e voando livremente.
O tempo passa muito rápido, como um piscar de olhos nos deparamos com a nossa aparência mudar no reflexo do espelho, percebemos os nossos músculos se enfraquecer e as lembranças ficando longe.
O tempo passou e logo vemos nossos amigos partindo, pessoas que fizeram parte das nossas vidas, amigos e parentes nos deixando e pensamos logo chegará a minha vez.
O que eu fiz ou deixei de bom? O quanto foi valoroso o meu tempo na terra? Será que eu vivi ou apenas sobrevivi?
Perguntas que sussurram nossos pensamentos no silencioso tempo de vida que não sabemos quando irá terminar...
O tempo. Seria o tempo apenas um momento ou uma dádiva?
Séria um presente de Deus que erradamente custamos a enchergar como tal?
Aproveitem o tempo de hoje e plantem coisas boas para que o tempo de amanhã seja melhor que o de hoje.
Hoje a despedida de uma pessoa querida me fez pensar em tudo isso e compartilho com todos vocês.
Sejam a esperança que buscam e a mudança que almejam.
Sejam hoje o futuro de amanhã, para aqueles que hoje estão sejam felizes com momentos do tempo que você esteve presente!
BIOGRAFIA
Nasci em um lugar qualquer,
Compondo versos para velhos conhecidos.
Vendi mil livros para a Terra de Ninguém.
Fui premiado com o Troféu Abacaxi.
Fundei a Academia de Letras
Do povoado Cafundó do Além.
Fui traduzido para todas línguas mortas
E lido por fãs imaginários.
(Guilherme Mossini Mendel)
*Amigos velhos, e novos*
No infinito jardim da amizade sincera
Os amigos antigos são nossa primavera
Com raízes profundas e laços de verdade
São a essência da nossa felicidade
Os novos amigos chegam como brisa de verão
Trazendo alegrias, risadas e emoção
Mas tão rápido quanto chegaram, podem partir
Deixando um vazio difícil de preencher, a ressurgir
Então nunca troque os amigos de uma vida inteira
Por novas amizades passageiras
Pois os velhos amigos são como pedras preciosas
Que resistem ao tempo, às tempestades, às coisas tortuosas
Eles são nosso porto seguro, nossa fortaleza
Em momentos de alegria ou de tristeza
Guardam conosco memórias, sonhos e verdades
São pilares que suportam todas as adversidades
Por isso, valorize cada momento com os antigos amigos
Pois são eles que te sustentam nos perigos
Nunca os deixe partir, nunca os deixe ir embora
Pois são eles que enchem tua vida de rara e eterna glória
A verdadeira amizade, aquela que realmente importa
É eterna e profunda, como uma fonte sempre farta
Os amigos velhos são como tesouros a preservar
Jamais os troque pelos novos, pois os velhos são eternos a te abraçar.
*Frei Jorge Veloso, IFA.*
Beirando a dança dos velhos tempos, às vezes se sentindo acariciado, às vezes rasgado. Beirando a dança dos velhos tempos, eu danço sozinho e você não me vê e não me sente, diz que deixou de me amar tão de repente, mas de repente eu ainda o amo escondido (você não me vê e não me sente, de repente, não mais que de repente, finjo amar menos enquanto carrego o tormento do meu próprio sentimento).
Beirando a dança dos velhos tempos, nossos passos já não são mais os mesmos, você culpa minha lerdeza mas sequer nota sua ligeireza, passos contrários não dançam a mesma música e seus pés amam a destreza de outro alguém (alguém mais cheio que eu, que não precisa ser preenchido por alguém composto por espaços vazios).
Beirando a dança dos velhos tempos, às vezes se sente acariciado, às vezes rasgado. Você me olha mas não me vê, encontro meu reflexo e ainda sou humano, você me enxerga e ignora. Beirando a dança dos velhos tempos, não vivo mais como um homem feito para te amar, beirando a dança dos velhos tempos, eu minto.
Voltando do passeio
Percebo alguns meninos cansados
Os mais velhos então fizeram algo
Cederam um lugar confortável
Para um amigo que já estava dormindo
Na cadeira da frente, estavam esses dois
Rafael e Kauã estavam de olhos fechados
Provavelmente não viram o ato dos outros
Mas de repente, Rafael que estava na janela
Falou pra Kauã trocar de lugar com ele
Porque assim Kauã ficaria melhor
Eu cumprimentei Rafael (que me deu um sorriso)
Como sempre faz
Naquele Domingo os dois jogaram contra
Mas voltaram juntos
Brincaram, riram, e aquele gesto me ensinou
Sei que logo logo eles vão crescer
Logo estarão do meu tamanho
Mas tenho muito a aprender
Sei que eles me olham
Mas aquele Domingo foi dia de eu olhar
E agradecer
Há uma canção que diz:
"Uns acreditam em anjos
Eu acredito em amizade"
No meu caso, eu acredito sim em anjos
Mas creio ainda mais em amizades
Que me chamem de bobo
Por meus amigos ponho a mão no fogo
Porque sei que se eu, Rafael e Kauã
Formos jogados no fogo
O anjo de Deus conosco estará
E o fogo não vai nos queimar
Vamos descansar
Como quem dorme na janela de um onibus
Estamos de passeio
E feliz é quem tem amigos
Isso aquece o coração
Acredito em anjos
E creio ainda mais em meus amigos.
A presença de mulheres pretas na política é essencial para quebrar velhos padrões de poder e garantir que todas as vozes sejam ouvidas e respeitadas
Assim como a Terra guarda em suas camadas geológicas a memória de eras passadas, os velhos carregam nas rugas a história do mundo que ajudaram a moldar.
A mudança
A alegre, a festiva agitação das panelas e tachos
A inútil zanga dos velhos armários de mogno, solenes,
Achando tudo aquilo uma grande palhaçada...
As xícaras e pires fazendo tlin-tlin-tlin-tlin
As gaiolas dos passarinhos cantando em coro com os
próprios passarinhos
Oh! a alegria das coisas com aquela mudança
Para onde? Não importa! Desde que não seja
Este eterno mesmo lugar!
Os jovens que ignoram o conhecimento que os mais velhos podem passar à eles hoje,quando velhos serão ignorados pelos os jovens do amanhã.
O tempo passou e à mágica do Natal fim de ano acabou
Datas comemorativas não vão trazer velhos amigos
Todo ano falta alguém e o tempo não para
sinto falta até dos meus parças de quatro patas
saudade de verdade da família que todo ano é desfragmentada, pela dona morte, que não dá trégua nem nos feriados
