Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
Começo a perceber que já tentamos de tudo. A única coisa que nos resta é orar, olhar para o céu e esperar.
Não temos que guerrear por tudo. E tudo bem se render às vezes. Ou talvez não vejamos a linha de chegada porque estamos numa corrida de longa distância. Só precisamos aproveitar o processo. Apreciar a vista. Parar e olhar para o céu.
Naquele dia, não soube empurrar. Mas desde então, aprendi a atravessar mares e montanhas. Foi você quem me ensinou.
O amor nos confunde. Todos os obstáculos são tidos como inimigos até que tenhamos alcançado o que nosso coração anseia.
Para o lar que nunca foi lar, alguém retornará, a fim de derramar sangue, em nome do próprio sangue. Mas a ruína encontrará, nas mãos de quem sempre foi, o juiz dos destinos. Um desejo antigo fará morada em um novo coração. Este, na mesma moeda, cobrará o que antes foi usurpado. Porque, se para o bem ou para o mal, não importa. Requerido tudo há de ser. E no fim, o cobrador tomará o que lhe é indesejado.
Intimidade tem a ver mesmo é com a verdade. Quando a pessoa percebe que pode contar a verdade para alguém, que pode se abrir, que pode desabafar totalmente e receber como resposta: “Comigo essas coisas estão a salvo”. Isso é intimidade.
Pelo que aprendi na vida, quem sai procurando encrenca geralmente encontra.
É mais fácil aceitar uma história, mesmo ela sendo infantil, do que acreditar que todos ao seu redor são monstros.
Os impulsos dos homens são ferozes e precisam ser coibidos. Esse é o fardo que Deus impôs a cada uma de vocês.
Eu não sabia quem era minha mãe. A verdadeira. Mas logo saberia. Nem imaginei que isso mudaria tanta coisa.
