Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
Não tente tirar da fraqueza forças, a vulnerabilidade nada podem oferecer.
Busque forças na capacidade de realizar que Deus te deu. Qual é seu talento?
Delírio
Sei que nunca vai aparecer, então suma, ou mate-me, ou faça-te verdadeira e me dê tudo que quis
Não brinque comigo, de esconder e aparecer.
Maltratas meu coração vagabundo, cansado, que apenas espera um final feliz
Quero que saias de dentro de mim, mas quero que fiques, por favor, vá, mas fique, se for verdadeira.
Queres me amar, mas não sabes como, nem eu, nem ninguém, pois és fruto do meu nada, da minha falta e da minha agonia.
Quero que me deixes, mas perco as palavras quando me tocas,e me vestes de paixão em minhas noites vazias.
Sinto seu cheiro, seu calor, sinto sua falta quando não apareces.
Esse diabo que me suga, dentro de mim cada vez mais cresce, cresce...
Então, cheguei a conclusão que isso tem que acabar aqui: Ou eu morro de paixão ou essa paixão me da um fim.
Quando pensamos em percepção de valor, o conceito de experiência do paciente se amplia...
Experiências aparentemente “negativas”, mas que foram tratadas em conjunto com o paciente e onde sua participação foi ativa e determinante, podem ser consideradas pelo próprio paciente como entrega de valor.
O paciente pode compreender e aceitar um “mau” resultado.
Para que isso aconteça, ele deverá ter participado ativamente de todas as decisões relacionadas à sua condição de saúde e estar seguro de que recebeu o cuidado mais adequado, mesmo quando o desfecho se apresenta diferente do que ele esperava.
Valor e Empatia são duas palavras que fazem parte do Dicionário do Melhor Cuidado.
Ao se colocar diante do paciente, imagine-se no lugar dele e, vendo a maneira com que você se apresenta, faça a si mesmo a seguinte pergunta:
“Eu confiaria neste profissional que está aqui na minha frente? Porquê?”
Ações que entregam valor não necessariamente envolvem recursos financeiros ou estruturas altamente tecnológicas, mas não podem prescindir do envolvimento do paciente no seu processo de cuidado.
Isso não custa dinheiro, mas exige alinhamento institucional (alignment) engajamento (engagement) e responsabilização (accountability) de todos os atores de saúde.
O cuidado em saúde, quando aplicado de forma sistematizada e oportuna, embasado em diretrizes técnico-científicas, é mais seguro, tem melhores desfechos e apresenta menores custos por ciclo de cuidado, gerando valor para os pacientes e, por conseguinte, para o sistema de saúde como um todo.
Governança Clínica é trabalho de conjunto e não se faz sem alinhamento, compartilhamento de responsabilidades e engajamento.
Governança Clínica é promover alinhamento de condutas e conformidade institucional.
É trazer segurança assistencial, financeira e normativa à operação hospitalar.
As ações da Governança Clínica devem impactar positivamente na performance dos serviços e na melhoria dos seus resultados clínicos.
Acima de tudo, o paciente deve perceber que seu cuidado lhe proporcionou melhora naquilo que realmente importa para ele.
Prover o melhor fluxo assistencial, favorecendo a atuação de quem cuida – esse é um dos objetivos fundamentais do design de processos assistenciais.
É essencial imergir na estrutura física, exercitar a criatividade e remanejar espaços para que sejam mais adequados aos protocolos e fluxogramas, e vice-versa, de forma que o paciente tenha menos esforço, a equipe seja mais ágil e a operação mais segura.
A jornada para a construção da governança corporativa na saúde é longa e árdua, pede empenho e dedicação... mas, pelos frutos colhidos, mostra-se indiscutivelmente recompensadora. Para tanto, é necessário encontrar e escolher os melhores caminhos.
A padronização de condutas é fundamental para reduzir a variabilidade (injustificada) do cuidado, o desperdício e os danos.
Porém, a partir da criação de protocolos, as exceções precisam ter espaço para discussão e devem ser abertamente tratadas, de forma multidisciplinar.
Onde não há regras e padrões (ou quando existem, não são de fato aplicados), as “exceções” viram rotina.
Neste contexto, instala-se um ciclo vicioso de má prática, desperdício e pouco espaço para discussão.
O que talvez ainda não tenhamos percebido é que a pergunta já não é mais ‘se’, mas ‘quando’ e ‘onde’ o médico não será mais necessário...
... e, ao mesmo tempo, onde será indispensável.
Importa saber é onde somos e seremos imprescindíveis, retomando o contato pessoal de qualidade e apresentando-nos como o próprio diferencial para o nosso paciente.
