Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
Nem sempre o que vivemos agitadamente tem o condão de sustentar uma alegria sólida a fim de gerar um conforto em nossa alma. Será que estamos cuidando do processo da lucidez em nossas vidas? Ou, será que estamos vivendo paliativamente e cegamente para ter sensações de alegrias momentâneas? A propósito, tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica.
É intrigante quando percebermos que em dado momento de nossas vidas podemos estar anestesiados com os contextos dos quais estamos vivendo.
Quando no futebol, foca-se somente no chute na bola, abandonando o trabalhado da psicologia por detrás disso, está-se fadado à mediocridade nos resultados.
Devemos aprender a prestarmos mais atenção no que as pessoas fazem, do que no que elas falam, se quisermos realmente saber com quem estamos lidando.
Alertemo-nos diante das injustiças que cometemos com nossos próximos em nossa caminhada neste Planeta, pois os injustiçados por nós serão justificados, mas nós seremos aqueles que carregarão o fardo do arrependimento e da vacuidade em nossas almas.
A falta da busca de uma visão mais clara da realidade nos condiciona e condena a vivermos numa sociedade desordenada, inoperante e equivocada.
Crise tem tempo de duração e devemos aproveitar as suas preciosas lições que nos fortalecem, se bem aproveitadas, além de abrir um leque amplo de oportunidades em busca de novas vitórias.
A evolução de nossos relacionamentos humanos consiste em sermos capazes de olharmos o outro devagar. O sentimento e a admiração têm de ser processual, na medida em que vamos conhecendo os defeitos e as qualidades do outro.
O que você quer? Eis uma das perguntas mais angustiante para a maioria de nós respondermos. Grande parte dos seres humanos realmente não sabe o que quer de fato, por isso não obtêm o que deseja. Allors, Chè voy?
Vivemos numa época de muita farsa, pseudointelectualização, direitos acima dos deveres, aparências, individualismo, descrédito das instituições políticas, religiosas, acadêmicas, jurídicas, familiares e afins, além de afastamento da própria arte de fato, a qual só retornará quando for para anunciar o início de uma nova era, como sempre fez através de seu clássico estilo vanguardista.
É preciso atentarmos de que não se deve fechar o conceito de aprendizado sobre os muros de uma escola, pois ele está para muito além deste ensino formal, sendo deveras maior, mais dinâmico e de maior amplitude que este.
