Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
Nós só nos sentimos humilhados quando comungamos com a fraqueza alheia e fazemos seu jogo egoico. Quem humilha é digno de lamento diante de sua pequenez pois se sente tão pequeno que precisa rebaixar o outro para que, por segundos, se sinta um pouco melhor.
Se quisermos degustar uma boa fruta temos que aguardar que amadureça na árvore. Caso à colhamos antes do tempo adequado o gosto será desagradável e ela desperdiçada. É preciso respeitarmos o tempo de tudo e de todos, inclusive o nosso.
Um macaco viu um peixe dentro de um rio e como não conhecia este tipo de animal ele apressou-se a tirá-lo da água com receio que o peixe se afogasse. Então viu o peixe pulando e achou que estava feliz por tê-lo salvado mas em seguida percebeu que ele morreu e pensou “pena que eu cheguei tarde demais para salvá-lo”, nos ensina uma fábula africana a procurar sabermos se podemos realmente ajudar alguém, se querem nossa ajuda e se nossa ajuda realmente fará bem o outro, pois além de tudo temos que respeitar o tempo do outro e sua organização psíquica para que não promovamos mau maior.
Nós percebemos o mundo ao nosso redor através de nossos filtros pessoais, com os quais geralmente buscamos apenas comprovar que estamos certos o tempo todo.
Muitas vezes para mudarmos situações e pessoas não precisa ser mudado mais nada além da nossa própria maneira que as vermos.
Quando aceitamos, suportamos e aproveitamos as podas que as dificuldades nos proporcionam no outono da nossa vida, chegamos mais belos, floridos e perfumados na nossa primavera.
Elimine as nuvens que impedem que vejas o sol brilhar em tua vida mental melhorando a vibração de seus pensamentos.
O sentido maior de abrirmos novos caminhos é oferecermos estes como opção para que outros possam caminhar.
Nós, enquanto seres limitados e imperfeitos que somos, não devemos ousar crer que poderemos compreender Aquele que é ilimitado e perfeito como Deus. No máximo sentimos algo que não é possível verbalizar de acordo como tal.
O que vemos depende de como olhamos para as coisas e que potencial associativo temos em nós para tal leitura.
