Os Dias Passam

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⁠Todos os dias são especiais.
Hoje é mais um dia especial.
Que fiquei com você ,tudo de bom,as boas lembranças ,os melhores sorrisos,e os momentos únicos que fazem de você uma pessoa feliz.
Não desperdice esse dia com coisas ou pessoas que não te faz bem.

⁠Das milhares de profissões, escolhi a Fisioterapia.
Me sinto realizada todos os dias.
Ajudo as pessoas a recuperar sua saúde e sua alegria.
Pra todos ser feliz,
conserto aqui e ali, assim os ossinhos antes bagunçados entram em sintonia.

⁠O amor nunca acaba quando você se apaixona todos os dias pela mesma pessoa.

⁠O respeito e a admiração,faz com que o amor renasça todos os dias pela pessoa com quem se casou.

⁠Os dias de choro que vives hoje, só amanhã compreenderás que valeu cada gota de lágrimas escorrida,
verás que as lágrimas não foram perdidas.
Terás a certeza que para vencer foi preciso chorar, para seus sonhos se consagrar.

⁠Tem dias que é preciso ser forte,olhar pra frente,e enfrentar as decepções ,e não cair.Existe tanta força dentro de nós ,que as vezes duvidamos que vamos permanecer vivos.
Mas essa força nos mantém de pé e nos prepara para onde queremos chegar.

⁠Tudo tem seu tempo para acontecer.
As flores levam dias para aparecer.
Um dia o que você tanto sonha ter, também vai florescer!

Dias de dezembro...

Chega dezembro
Com sua crueldade invade os corações
Traz a saudade daqueles que queríamos perto
Relembra o pesar das vivências mal decididas
Evoca a angústia de vermos um ano se acabar sem as realizações tão sonhadas, brotadas à mesma época do ano que passou...
Sei que este é ideal inverso, que a magia envolve esses dias de amor...
disso não duvido
Apenas não ignore minha lamúria, pois ela também é real.
Vivê-la é o que tenho de concreto aqui, agora
Transformá-la em perspectivas otimistas é meu plano para os próximos instantes
E que ninguém julgue tal surto contraditório
Pois o consolo muito breve virá:
A esperança cuidará de convencer-me que a vida é esplendorosa
Que ela recomeça a cada dia, mesmo que seja um dia de dezembro.

⁠"O amor de um cachorro é capaz de iluminar até os dias mais sombrios."

⁠"Eu, Ivo, sinto que há dias na vida em que meu coração está pesado."

⁠"É bom saber que dias ruins também chegam ao fim. Desejo que as próximas horas tragam paz e renovação."

QUANDO A PORTEIRA SE ABRE!

Há dias em que sou princípio.
Eixo.
Coluna erguida no meio do vendaval.

Defendo a vida como quem acende lamparinas
em territórios onde a noite insiste.
Meu verbo é justiça.
Meu gesto é permanência.

Mas há dias,
em que o existir me enverga.

E algo dentro de mim range.

Não é descrença.
Não é abandono do que acredito.
É o corpo lembrando de todas as lutas
que a alma sustentou em silêncio.

Vem primeiro um abalo,
não na ideia,
mas na carne.

Um peso que não tem nome,
uma vertigem que não pede licença,
uma névoa que atravessa o pensamento
e colore tudo de nefasto.

É quando a porteira se abre.

E os pensamentos que eu sei que não sou
correm pelo pasto da minha mente
como bois assustados.

Eles gritam exageros.
Sussurram desistências.
Inventam um mundo sem saída.

E eu, por instantes,
exagero nos goles da dor.

Bebo como se a tristeza fosse água
e a razão, pequena demais para conter o dilúvio.

O sentimento derruba a lógica
sem piedade,
sem perdão.

Mas ainda assim,
há algo que permanece.

Mesmo quando tudo em mim vacila,
há uma centelha
que observa.

Ela não grita.
Não acusa.
Não foge.

Apenas permanece.

E é ela
que me lembra,
quando o vendaval cessa:

Eu não sou a tempestade.
Não sou os pensamentos que me atravessam.
Não sou o peso que me curva.

Sou a consciência que atravessa a noite
e ainda escolhe amanhecer.

E mesmo que a porteira se abra outra vez,
mesmo que o abalo retorne,

há em mim
um princípio inegociável
que nenhuma dor consegue desalojar:

defender a vida,
inclusive a minha.

Há dias em que o passado me chama, não por meio de palavras, mas como um murmúrio distante que arrasta as folhas daquilo que um dia fui.
Observo essa voz e nela contemplo rostos que já não se recordam do meu; lugares que outrora sustentaram o meu riso e que agora permanecem vazios.
A nostalgia assemelha-se a um espelho quebrado: tento perscrutar suas frestas, embora delas eu sempre saia ferido. Tudo o que fui encontra-se do outro lado do tempo — uma carícia jamais retribuída, uma casa cujas portas já não se abrem, um perfume que paira como um eco entre minhas mãos.
Por vezes, penso que meu corpo não passa de um mapa das perdas, um inventário daquilo que não soube preservar. Desejo recomeçar, mas sei que não me é possível.
Não porque desconheça o caminho, mas porque se trata de uma estrada sem retorno — e é impossível regressar.

"Sempre haverá dia de tristeza, de alegria, de reencontro, de saudade e principalmente dias de recomeço."

Esteja pronto!
Porque o de repente de Deus pode acontecer a qualquer momento… até em dias comuns.

Capítulo — A Casa de Varanda


Os dias se desenrolavam com uma tranquilidade quase ensaiada. Eu acordava cedo, organizava a casa, arrumava minha filha e seguia para o trabalho com a sensação de que cada centavo do meu salário tinha destino certo. Minha vida se resumia a duas missões: sobreviver e garantir que nada faltasse a ela.


Eu almoçava no trabalho — o famoso prato de peão — porque sabia que aquela seria minha única refeição do dia. Em casa, a despensa era pensada para ela: suas bolachas preferidas, o iogurte que gostava, a mistura que a fazia sorrir à mesa. Eu fingia não ter fome. Dizia que já havia comido, que estava satisfeita. Não era verdade. Eu escolhia não comer para que sempre houvesse mais para minha filha.


Emagreci. Muito.


Mas não era uma magreza abatida. Havia em mim uma chama que não se apagava. Eu estava mais magra, sim, porém havia um brilho que resistia — uma beleza interna que nenhuma dificuldade conseguia roubar. Eu estava até bonita. Bonita de força.


Seis meses depois, ele apareceu.


Veio para fazer um reparo nos computadores da empresa. Sempre que voltava, puxava assunto. Eu percebia o flerte, claro. Já conhecia aquele jogo. E, como de costume, não dava importância. Meu coração já tinha aprendido a desconfiar.


Até que, numa sexta-feira qualquer, no fim do expediente, fomos todos para o bar da esquina. Ele também foi. Entre risadas, copos tilintando e conversas soltas, meu ponto fraco foi atingido — aquele jeito atento, o cuidado nas palavras, o olhar que parecia enxergar além da superfície.


Começamos a namorar.


Apresentei-o à minha família no aniversário da minha mãe. Ele conquistou todos: brincalhão, piadista, sem vergonha de nada. Bebemos, rimos, celebramos. Ele morava numa kitnet e pagava um aluguel absurdo. Eu, tola ou esperançosa demais, sugeri que morássemos juntos. Eu pagaria meu aluguel; ele assumiria as contas e as compras.


Ele disse que queria morar comigo, mas em outro lugar.


Encontramos um apartamento não muito longe da casa da minha mãe — essa era minha condição. Depois da separação, minha mãe e eu éramos o suporte emocional da minha filha. Eu não podia me afastar dela.


O apartamento era uma graça. Recém-reformado, dois quartos, uma varanda charmosa pela qual me apaixonei no primeiro instante. Ali, imaginei recomeços.


Um ano depois, engravidei.


Foi festa. Ele anunciou aos quatro ventos, celebrou como se fosse o maior sonho da vida. Atencioso, presente, cuidadoso. Eu pensei: desta vez será para sempre.


Ainda grávida, ele me surpreendeu com um pedido de casamento. Aceitei. Casamos no civil, numa cerimônia simples. Estranhei a ausência da família dele — nenhum amigo, nenhum parente. Conheci apenas o irmão e a irmã. Do pai, ele não falava. Achei curioso. Talvez até um pouco estranho. Mas eu estava feliz demais para aprofundar perguntas.


Era um menino. Minha filha teria um irmãozinho.


A gravidez foi difícil. Perdi líquido amniótico e precisei de uma cesárea de emergência. Meu filho nasceu com 30 semanas. Pequeno demais para o mundo, forte demais para desistir. Ficou na UTI neonatal, dependente de oxigênio. Recebi alta, mas ele permaneceu internado por 23 dias.


Dessa vez, eu não estava sozinha. Ele estava ao meu lado.


Quando finalmente fomos para casa, nenhum parente dele apareceu para conhecer o bebê. Meses depois, quando meu filho completou cinco meses, recebemos a visita do irmão, de uma tia e de um tio. A tia me fez uma pergunta estranha:


— Ele está bem? Está calmo?


Respondi naturalmente que sim, sem entender o peso por trás daquelas palavras.


Com dois anos do meu filho, vieram as dificuldades financeiras. Fomos morar na casa que eu havia comprado nos fundos da casa da minha mãe. Pelo menos não havia mais aluguel. A situação melhorou um pouco.


Os finais de semana voltaram a ser alegres: minha mãe, minha irmã, primas, amigas. Reuniões, resenhas, churrasquinhos. Casa cheia. Risos.


Foi então que algo começou a surgir.


Sem motivo aparente, ele se tornava agressivo. Primeiro com uma amiga. Depois com minha comadre. Numa festa, jogou bebida no rosto da minha mãe.


Naquele instante, a pergunta da tia começou a fazer sentido.


Engravidei novamente. Gêmeos.


Mas ele já não era o mesmo. Explodia por qualquer coisa. Discussões inesperadas, palavras duras, olhares sombrios. Foi quando veio à tona a história mal resolvida com o pai: ameaças, processo, ódio antigo. Comecei a me perguntar se não era hora de partir antes que fosse tarde demais.


Então, como se não bastasse, a empresa onde eu trabalhava faliu. Fui demitida com quatro meses de gestação.


O chão cedeu.


A preocupação foi tanta que os planos se desfizeram. O nervosismo tomou conta de mim de um jeito avassalador. Vieram os sangramentos. No hospital, recebi a notícia que nenhuma mãe está preparada para ouvir: meus bebês já não tinham mais vida. Saíram sozinhos do meu ventre.


Passei por curetagem. Fiquei internada por 36 horas.


Depois da perda, ele parecia transformado novamente. Gentil. Solícito. Cozinhava, falava baixo, ajudava em casa. Era como se o homem que conheci tivesse voltado.


No dia de Nossa Senhora Aparecida, chegou bêbado, mas foi direto dormir. Não houve briga.


Dois dias depois, recebi a notícia que ninguém está preparado para receber.


Minha mãe havia falecido de infarto.


O mundo parou.


Mas eu não podia desmoronar. Minha filha precisava saber. Ela tinha 13 anos — já era uma mocinha — e meu filho, seis. Fui forte para contar que a avó tinha partido.


Fomos fortes.


Minha filha e eu.

"⁠A esperança me reconstrói todos
os dias,
mas a saudade faz com que eu
desmorone todas as noites.

Tantas pessoas sozinhas,
por que elas não se encontram?

Quando dormir lembre que estamos vendo as mesmas estrelas."

⁠ Dias de chuva...
muitos dias chuvosos .
O sol tirou férias
São Pedro deixou o posto de controle
Baldes de água caem aleatoriamente
Diz o poeta :
A chuva veio para renovar
e levar embora tudo aquilo que faz mal
poeira, terra seca
calor intenso
Mas desta vez a chuva veio como inimiga
e tanta tragédia causou
Vítimas dos deslizamentos
das enchentes , dos destroços
Não podem esperar a tempestade passar
tem que aprender a dançar na chuva
Muitos voluntários
Os ajudam a acertar o passo
cada passo seja uma conquista
para um novo amanhecer.
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O Observador de Trinta Mil Dias


Quem és tu?
Num universo com dois trilhões de galáxias — cada uma com cerca de duzentos bilhões de estrelas — orbitas um planeta entre os cem bilhões da Via Láctea. Vives entre oito bilhões de seres humanos: um quarto crianças, um décimo idosos, a maioria adultos; metade homens, metade mulheres. Num mundo com mais de sete mil línguas, cento e noventa e cinco países, milhares de etnias e províncias…
Quem és tu?


Entre elétrons e quarks, prótons e nêutrons; de átomos a moléculas, de organelas a células; de tecidos a órgãos e sistemas… em meio a esse organismo que respira, quem és?
Quem és tu?


Ser que busca energia e luta para sobreviver; que compartilha e retém emoções; animal que necessita de bando, de ordem e de governo.
Quem és tu?


Em meio aos que pensam — e pensam até sem querer —, que buscam uma razão ora contaminada, ora reforçada pela emoção. Tu, que tens vontade; que és sem perceber que és; que, do centro da própria consciência, observas.
Quem és tu?


Distante quase seis mil anos da primeira escrita, entre os que lavram a terra e redigem histórias; que erguem impérios e constroem modelos de pensamento. Cercado por máquinas que ampliam tuas mãos e por armas que multiplicam tuas distâncias; imerso em códigos invisíveis que transformam silêncio em voz e presença em memória…
Quem és tu?


Em oitenta ou noventa anos — quase trinta mil dias, seiscentas mil horas, quarenta milhões de minutos — dos quais dormes um terço. Tu, que não enxergas o futuro e apenas recordas o passado; que observas a partir do teu próprio ponto de vista; que mudas com o calor e o frio, com o dia e a noite; que tens pressa ou paciência, ousadia ou prudência…
Quem és tu no olhar do outro?


No olhar do outro, és rótulo antes de ser nome. Alto ou baixo. Forte ou fraco. Comum ou gênio. Belo ou feio. Justo ou opressor. Inimigo ou amigo. Rico ou pobre. Ignorante ou instruído.
Quem és tu? Ainda assim, achas que és o centro?


Não sei explicar tudo. Mas sei que sei menos do que ontem imaginava. E ainda assim, continuo.
Quem és tu?


Esquecido pela terceira geração. Mencionado em documentos que não escreveste. Parte da história ou sombra de um figurante.
Diante dAquele que te formou — que te deu vida e deu vida a quem te deu vida —, quem és tu?


Quando o fim chegar, quais palavras permanecerão: morreu ou eternizou?


Entre o pó e o eterno, foste um sopro.
O que fizeste com ele?

Viver plenamente não é sentir plenitude todos os dias.
É voltar para ela sempre que se afastar.
Porque dias difíceis ainda virão.
Mas não se perca neles.
Retorne!