Olhos Amor
Eu queria que entendesse que me faço de pedaços de outros, e de mim. Não que eu tenha buscado me despedaçar, ou as artes estranhas de se reconstruir em fraturas. O mundo faz ser assim, te ofereci esse "Eu", cultivado e colhido dos tantos Yuukis que não vingaram. E te ofereci minha essência, que foi por tantas vezes atirada a mãos alheias e a paixões tão distintas da sua. Eu aprendi com essas mãos alheias, e me fiz isso, que diz amar. É... nauseante? Imaginar que já fui de outras pessoas? Que já foi deles, e que vivi vidas inteiras, vidas curtas.... É nauseante saber que no prato que agora comes... foi prato já servido? Limpo... e utilizado tantas vezes quando um faminto humano tenha vindo ao meu encontro? Pois tudo nessa casa, tudo nessa alma, já foi para o lixo, e retornou dele, já foi mais bonito e também mais triste do que essa figura que se reforma e se ergue por você. Tens medo de serdes mais uma fratura? Mais um enfeite de tragédias do meu passado? De se tornar mais uma mobília de um lar para ontem? De me fazer mais útil, apenas depois do trágico fim? Mas que fim? Tens medo, ou Tens gosto pela posse? Querias voltar no tempo? Que eu fosse teu, ainda antes de saber que existias? Querias um Yuuki imaculado? Mesmo que custasse tudo que ergui, que salvei, que destrui? Tudo aquilo que tu contemplava até um segundo atrás? Queres que eu me desculpe por tantos reveses apenas para que tenhas uma figura ao chão, para dar aquilo que tão bem aprendestes a dar: Misericórdia. Para ver sinceridade nesse ato triste eu precisaria sentir vergonha de ter sobrevivido a tudo, vergonha de não ter me tornado uma derrota viva, reclusa em tormentos inválidos, afogado em possas rasos, enforcado em fios frágeis, das frágeis aranhas de banheiro. Pois abro meus braços duros a ti, e sorrio com meus dentes gastos. Você fica? Você aceita? Não precisas responder agora, sei que meus olhos te intimidam. Te fazem menina vulnerável. Vou me deitar, pois a noite a muito me tomou a disposição, deixarei a porta aberta e... caso decidas partir, faça em silêncio. Deixe as lacunas, eu as preencherei. Farei honras ao que vivemos, você dera uma bela cerâmica, com um contorno vivo aos meus olhos. Tudo que foi bonito, tudo que foi feio, se encaixará em num mosaico de mim.
Entre o karma e o destino, nossos caminhos se cruzaram em uma tarde de domingo. Hipnotizado pelos seus olhos castanhos brilhantes, minha alma reconheceu a sua em cinco segundos. Eu sabia que era jogo perdido e que não adiantava lutar: a paixão estava anunciada na maneira que o meu coração batia freneticamente e nossos beijos eram como oráculos sussurrando que o amor estava vindo e não havia para onde correr.
Uma tristeza tão grande
Fecho lentamente meus olhos.
Trago pra bem perto as lembranças...
Saudades daquele tempo
Em que viver era tão leve... era como ser eterna criança.
O aroma do perfume.
Nos lábios do mel o sabor.
Emoções à flor da pele...
Tão lindo esse meu primeiro amor.
Hoje uma vontade imensa de para trás ir...
Pra dentro de um forte abraço
Meu primeiro amor trazer...
Olhar em seus olhos... sorrir um eterno sorrir.
Fecho os olhos.
Não quero ver ao que ao meu redor agora está.
É uma tristeza tão grande...
Pouco a pouco se diverte ela em me matar.
Dizem que os homens são visuais
e se encantam pelos olhos
e que as mulheres, por sua vez,
se apaixonam pelo que ouvem,
mas o fato é que nos
(des)apaixonamos mesmo
é pela forma como somos tratados.
"Eu já peguei muitos atalhos,
vivi perigos,
mas nenhuma aventura se compara,
quando me perco no brilho dos seus olhos."
Carmen Eugenio
Tarde demais. Sempre permanecendo para baixo sem tentar, apenas pensou em desistir, refletir pelo fim. Agora todos olhos correm na mesma direção, procurando e raramente encontrando.
Como gostaria que percebesse o brilho dos meus olhos que é o reflexo da tua presença. Como gostaria de ser transparente para que visse todos meus pensamentos que levam teu rosto, teu nome. Como gostaria que fosse assim transparente e conseguisse ver cada gota que leva minha essência dentro de você.
Esse mundo novo ainda é obscuro, como meus pensamentos. Mas quando o clarão da verdade, do novo, vier sobre meus olhos, espero ver você ainda na minha vida .
Só você me olhou nos olhos e me disse exatamente o que eu precisava naquele momento, e me fez o carinho, que creio eu, seja o melhor do mundo. Aquele que eu sempre dei mas nunca recebi. Meu coração confuso, deve se entregar ou deve se guardar? é difícil responder quando as estações estão mudando.
Falar sempre será o fácil, mas ter a atitude de olhar nos olhos e dizer o que quer de verdade será sempre a dificuldade.
Seu semblante domina os meus pensamentos. Eu não queria, pois estou sofrendo. Pela manhã, tarde e noite.
Nas madrugadas me pego pensando em seu rosto, seus olhos, seu nariz, tua boca, seu cabelo.
Seu corpo, lindo, me atraem como um imã, mesmo que você diga que não é bonito...Pra mim é perfeito.
Até as sardas são tão atraentes.
Sinto falta do que eu nunca toquei.
As janelas de sua alma refletem o azul do céu;
Olhos amendoados, doces lábios de mel;
Cabelos encaracolados, ai meu Deus, que Escarcéu!
"Meu coração acelerado com você do lado.
Meu coração abalroado por ter lhe olhado.
Seus olhos nos meus olhos, repletos de malícia e desejo.
Seus olhos em que vi um misto de paixão e medo.
Teus beijos, ah o mais doce beijo, me perco quando lembro, devaneio.
E teu cheiro, cheiro doce em que me deleito.
Meu mundo sobre o meu peito.
Despertou-me um sentimento profundo e como em um rio, me afundo no leito..."
"Ainda me lembro dos seus olhos de mata, com aquele verdejar.
Aqueles olhos verdes, que me remetiam ao mais belo e profundo mar.
O macio da tez, me causa tortura, ao lembrar.
Deveria tê-lo feito, te pedido pra ficar.
A distância que nos separa, me faz ter o doce do seus lábios, somente no sonhar.
Aqui estou eu e ela está lá.
Longe do seu aconchego, sou sofrimento, longe do seu abraço, não tenho um lar.
Sinto falta do negror dos cabelos, que cobriam-me a alma, naquelas noites de luar.
Eu já não sei o que pensar.
A ausência do vermelho dos teus lábios, me afoga como o mais profundo rio, não posso nadar.
Encontro um suspiro nas lembranças, de outrora, ao lhe beijar.
Recordo-me do olhos verdes, que ao fitarem-me, vieram a calma me roubar.
E eu ainda me lembro dos seus olhos de mata, com aquele doce, sereno e profundo, verdejar..."
"Eu vi a paisagem e não resisti, à beira do abismo eu gelei.
Refleti por um momento e por um eterno segundo, eu hesitei.
Não resisti, nas suas lembranças me lancei.
Lembrei-me de quando cada palavra sua, fazia-me dos seus sonhos, o rei.
Nem sobre as nuvens eu me senti tão perto do céu, como nas vezes em que te amei.
Vislumbrei a vastidão, me encantei com a beleza das coisas que o Deus fez.
Mas só vi perfeição na beleza do mundo, uma única vez.
Quando fitei os seus olhos e ali mesmo me apaixonei.
Ali, logo ali, eu não deveria, eu sei.
Mas nas lembranças, nos sonhos de contigo, uma vida, me lancei.
Eu era feliz, eu sei.
Mas na beleza do oceano, existe o seu eu profundo e aí existem perigos, eu sei.
O coração parvo, encantado, louco, enganado, não quis me ouvir, mas eu avisei.
Que seu amor era passageiro, como às nuvens aos meus pés, que a pouco narrei.
Ali em cima, eu vi o mundo, eu vi você, quem sabe Deus? Talvez.
Lembrei-me do seu olhar e como naquele dia, não resisti, eu gelei..." - EDSON, Wikney
"E eu, que nunca fui muito fã da escuridão, me encantei pelo negro dos seus olhos.
Eu, que sempre fui um bom jogador, perdi jogando os seus jogos.
Eu, que nunca gostei de excessos afetuosos, me regozijava na dança dos nossos corpos.
Eu, que sempre fiz da tua companhia meu paraíso, hoje faço da sua ausência meu purgatório.
Eu, que de amor, me tornei um ébrio, hoje de solidão meu coração está sóbrio.
As festas da minha paixão, sua indiferença, apagou os fogos.
Minhas palavras de amor, graças à ti, hoje são um misto de desgosto e ódio.
O teu sorriso é o oceano onde me afogo.
Na madrugada, sonho que estou junto à ti, a manhã vem e infelizmente, sem você, acordo..."
"Amava, quando era a minha boca, a tapar seus gritos.
Adorava os sussurros descuidados, ao pé do ouvido.
Me perco na lembrança, da dança de nossos corpos, onde com um único olhar, nossas almas se completavam e se ouvia até o pulsar dos corações, e os seus suspiros.
Eu e você, nós; meu eterno vício.
Sou viciado no gosto do beijo, no aveludar da pele e dos cabelos, cada fio.
Minhas palavras são súplicas, a quem me dera só suplício.
Não te apago da mente e mesmo que o fizesse; me apegaria a cada resquício.
Você fora o meu presente vindo dos céus, que do meu eu, jamais deveria ter partido.
Doeu-me na alma, torturado, vê-la indo.
Quando em seu abraço, foram as poucas vezes, que pude me aproximar do divino.
O castanho dos olhos, o desenho da boca, o negror dos cabelos, o conjunto da obra, dos desenhos do Pai, você é o mais lindo.
Saudades de quando me iluminava a vida, com seu sorriso.
Hoje, acordei atônito, na madrugada, pareceu-me ter te ouvido.
Não te olvido.
Hoje, pela madrugada, só lhe restou, em silêncio clamar por meu nome, pois infelizmente, não tens minha boca, para tapar seus gritos..." - EDSON, Wikney
