Olhos Alma
Não quero pecar
por precipitação,
O Encontro foi no México,
Ouvi a Alma Llanera,
A ficha para muitos
ainda não caiu...,
e segue como antes
o desencontro surreal.
Presos seguem como
não deveriam estar:
a tropa e o General.
Não quero redundar,
não só eu é quem não
soube mais da tropa
e da injustiça
contra o General.
Só sei que ninguém
mais pode ver
como está o General.
O céu da noite se veste
com as rosas universais
para a festa dos casais,
a minha alma se despe
para falar de amor porque
muitos não sabem mais.
A pureza do romantismo
é urgência a ser intacta,
e assim vou por onde
a inspiração está sob
conjugação da Lua, Vênus,
Marte e a estrela Pollux.
No sagrado entendimento
mútuo busco o refugio,
não é segredo que no rio
do teu augusto olhar por
horas a fio vivo a mergulhar:
amar de verdade é respirar.
O enigma dos teus cílios
me inunda e enternece,
ele faz o tempo todo
me recordar das matas
acarinhadas pelo vento
na beira do Rio Esequibo.
No silêncio ante as dúvidas
deixo o curso da vida fluir,
a carinhosa liberdade seja
o ponto cardeal a te seguir
onde quer que o destino
leve é contigo que quero ir.
Tudo o quê me der
receberá de volta,
Você pode me pintar
com as cores que
moram na tua alma.
Tudo isso tem a ver
com recíproca,
Você ouviu a minha
voz como pediu,
e resolvi não jogar.
Da vida foi feita
uma pista de corrida,
e a transformamos
numa pista de dança;
Nunca foi certo
correr sem olhar
a paisagem de perto.
O seu coração se
une ao meu que
te leva para dançar,
em mim não vai
mais parar de pensar.
Do amor a colheita
das flores e frutos
a nós nos pertencem,
Os giros dos astros
e da Lua os afagos
por obra do destino
estamos reunidos.
O amor chegou
de vez para ficar,
com o quê faz
flutuar e canções
só para te mimar.
Porque o Universo
parou para nos olhar,
Estamos amando
a cada dia com
pressa e devagar.
Minh'alma de akhalteke
forage pela estepe
porque não se permite
e nem se dobra a jogos
de sedução perigosos,
Porque indomável persiste
a busca por amor verdadeiro,
paixão e encantamento,
Aquele que me vê até
mesmo sem eu estar
presente ao lado do travesseiro.
A minh'alma, o meu corpo,
o meu amor e o impulso
de Hemisfério a Hemisfério
à ti estão entregues para
te derreter e fazer você
flutuar até o céu noturno
para com as tuas mãos
amenas me tocar como
eu fosse feita de estrelas.
Não é segredo para ninguém
que a cada dia você é meu,
que a gente de pertence,
que um dia você vem
e o amor tem sido o regente.
A rota equatorial orienta
que toda a fortuna poética
do teu amor por mim se
encontra onde as estrelas
são sempre mais visíveis.
Sei que não é do nada
que a insônia romântica
tem me tirado da cama
para sonhar de olhos abertos
com o teu desejo e chama.
É a tua fascinação tão sidérea
que pela lei da atração
tem me feito tua por intuição,
que na madrugada surge dizendo etérea que é o amor chegando para ficar.
Há quem tente mudar
a alma deste poemário
feminino, romântico e feito
de espera sob o céu austral;
e as oitenta e oito galáxias
estão para lá e para cá
ondeando em minhas mãos.
Nada pode apagar o quê
está escrito nas estrelas
o quê pertence a História
aos caribenhos ritmos onde
o Cruzeiro do Sul é o guia
mesmo num mar convertido
na salvação dos desterrados.
Das minhas mãos escapuliu
a Constelação do Boieiro
que guarda o nosso amor secreto
de Hemisfério a Hemisfério,
porque mesmo que eu olhe
para o céu onde as Galáxias
podem ser contempladas:
O teu amor por mim sempre
se encontrará onde as estrelas
serão sempre mais visíveis
e sem a necessidade de lunetas;
estou presente em todas elas,
e no prelúdio da madrugada
que nem o destino pode deter.
Afetuoso segredo
venerado silencioso
na noite profunda,
A tua alma me ama
nua e nas tuas
veias a doida jura
do melhor de ti
nunca deixar faltar
no infinito siderar.
Flores nascendo, aromas dos desertos,
Peito batendo, paixões da alma,
Fortes amores, montanhas de versos.
Povos se uniram, nômades tribos,
Juntos uniram-se, hoje são Nação;
Pátria escolhida, casa erguida!
Dores abandonadas, unidade existente,
Certo destino, poemas da calma,
Fortes histórias, âmbares belos.
Magtymguly, poeta dos corações,
Licença assim me conceda:
À trazer a sua poesia e devoções.
Primavera eterna, rota da seda,
Tapetes tecidos, amor encontrado;
Fortuna e festa, que Deus interceda!
Prosperidade flórea_ multicor,
Felicidade etérea, amor que envereda,
Intensidade, brinde e candor,
No ritmo que o coração celebra.
A hora certa surpreende
No poema que cura a alma,
A alma seca plangente
Da terra que não pertence.
A Pátria desconhecida,
Na poesia imaginada,
A alma surge extasiada
De tê-la assim escrita.
No galope do verso,
Na glória do Ahalteke,
Que o destino não me negue.
Na rima do deserto,
No rodopio do vento,
Que o som seja o do saltério.
Não estou autorizada,
A inspiração me encontrou;
Sei que ando radiante,
O Universo me iluminou.
O céu se desdobra em luzes,
O amor se enfeita de brilho,
A alma se abre de satisfação,
Conhecendo a origem de tudo
Em busca da felicidade,
E de um país que trata bem
A sua gente e a sua flora,
Em honra de tudo o quê foi,
E daquilo que será construído;
E será pelo seu povo amado.
O Sol acariciando as plantações,
E deslizando nas montanhas...,
O herói voltando às origens
E se aproximando das estrelas...,
O coração batendo emocionado
Diante do cortejo das borboletas.
A Lua dançando nas emoções,
É chegada a eterna primavera...,
A estação das maiores sensações,
O Universo conspirando a favor...,
- de nós dois -
Nos aproximará com a força do amor,
- que aceita -
Imensamente da forma que ele vier,
- mansamente -
Fazendo de mim a tua amada mulher.
A minh'alma jamais se deixa
capturar - sou livre para amar,
A minha'alma nasceu livre,
e por isso sou a tua poesia...,
O amor da sua [vida]...,
e isso ninguém pode negar.
A poesia escrita intensa
é a dos loucos amores,
Desenho com todas as cores,
pinto a sua pele com a cor
Que vier a me [inspirar]...,
A minh'alma tu bem enaltece,
o perfume que ninguém esquece,
Ele só você bem conhece,
o rumo a se enveredar.
A minh'alma não cede nunca
a oportunidade de remar,
A minh'alma é embarcação
e emoção à beira mar....,
O amor nela [reside]...,
e ele ninguém pode despejar.
A poesia do mistério bailado,
e que nunca será desvendado.
É essa poesia a te convidar
para preencher a tua vida toda.
Para você amar e ser [amado]...,
e fazê-lo sempre sorrir à toa.
Mantenha a alma atenta:
Premedita, goza e silencia
Diante do mar de violeta.
Desarma a alma inquieta:
Procura o Ano Novo
Brinde-o com bom gosto.
Suspenda a ânsia intensa:
Entrega, sorria e repouse
Somos feitos de poesia.
Liberta o prisioneiro:
Procura a liberdade
Celebre a vida em verdade.
Proponha a vontade tua:
Desafia, ritualize e vivencia
Diante da minha letra nua.
Enfeite com o quê mais fulgura,
Eterniza com a tua doçura,
Inscreva-me no teu peito ternura.
A minha presença é permanente
na tua lembrança e na retina,
A alma jamais irá se aquietar
na tua memória e na rotina...;
A minha pertença é iminente
na tua vida e na história,
A inspiração que vem de mim
na tua caminhada é perpétua,
A verdade é que tua alma ama
a minha: sofrendo, muda e quieta.
A rima que nasce e cresce da ginga
amada, sentida, adorada e 'revivida',
É poesia que nasce de um amor
deixado para trás e dos dias de Sol,
Que para você não estou redimida.
A ginga que dança e sacode-me
apaixonada e fervente: virou poesia
É beijo que toca as constelações
comovendo todas as emoções,
Que não me deixam esquecida.
A minha poesia mora em você
relembrada em cada gota de prazer,
É sede que jamais irá [acabar];
promessa que não te deixa esquecer:
- Que sou o amor da tua vida!...
Indomável é o mar de resistência,
Verdadeiro reencontro da alma,
Incrível é a luz da [lembrança]...,
Relembro, respiro e me emociono;
Exilo o teu nome dos meus versos,
Assim assumo que sinto a tua falta.
Memorável é a nossa história,
Sublime convivência em paz,
Perpétua é a minha [presença]...,
Relembra, respira e se emociona;
Sente a minha ausência poética,
Assim convive com a tua dialética.
Amando-me intensamente calado,
Sofrendo todas as dores do [mundo,
Sou a flor que falta no teu canteiro,
Doendo lateja o teu [corpo,
Respirando a minha poesia,
Preenchendo o vazio das tuas horas,
Procurando-me até em desculpas
Só para eu não caber dentro do teu peito.
Coração repleto de santidade,
Alma inquieta de [emoção,
Corpo aberto de solicitude
Para render-se à [paixão.
Serenas redescobertas,
Mergulhos íntimos,
Reconhecimento mútuo,
Desejos intensos,
Para serem rasgados,
Como pedem os protocolos.
Nos bosques dos imortais,
Rastros do meu [perfume,
Você não me esquece mais,
Conheceste a [plenitude.
Nos sinos das catedrais
Escutarás os meus [sinais],
Amor, tu buscas nas vivendas
Algo que tu não te [arrependas].
Êxtases experimentadas
Nas leituras deleitosas,
Dos poemas vibrantes,
Alvíssimas intenções
De entregar-se à indiscrição
Das irremediáveis seduções.
No espaço sideral,
Pude vê-lo como um cometa:
- Enganchado e em riste
No meu corpo celeste
Envolvido pelo véu lunar
E assim, nós dois suspensos no ar.
