Olhos Alma

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O desgosto é uma noite profunda da alma,
uma sombra que pousa silenciosa sobre o peito
como se o mundo perdesse, por instantes, a própria cor.


Mas até a noite mais escura
carrega em si o sussurro de uma aurora.
Assim também é o desgosto:
um véu que desce,
não para sufocar,
mas para revelar o que estava invisível na luz.


Ele chega quando a alma está madura o bastante
para compreender o que ainda não queria aceitar.
E no seu amargor, há um convite secreto:
o de voltar-se para dentro,
onde mora um sagrado que não se abala.


O desgosto dobra o ser humano por fora,
mas desperta, por dentro, aquilo que jamais se dobra:
a centelha divina,
o fio luminoso que liga cada coração ao eterno.


A dor, então, deixa de ser ferida
e se torna passagem.
A queda vira caminho.
O silêncio vira oração.


Porque cada desgosto,
por mais duro ou injusto que pareça,
é também um gesto misterioso da vida
guiando-nos de volta ao essencial —
ao que não depende de ninguém,
ao que não se quebra,
ao que é nosso desde antes
de qualquer tristeza.


E quando o espírito percebe isso,
o desgosto não some,
mas se transforma:
vira sabedoria,
vira força,
vira luz que, lentamente,
começa a brilhar onde antes havia apenas sombra.

O Novo Mundo não passa de um mar de promessas onde cada alma busca sua própria ilha, sem notar que o silêncio de Roanoke é o eco do nosso eterno desejo de desaparecer, apenas para recomeçar no instante em que nasce uma nova Virgínia.
Reno Fioraso

“Tenha sonhos.
Os sonhos nos mantêm vivos.
Mantêm nossa alma jovem.
Os sonhos são uma fonte eterna, que jorra esperança para o futuro.”

Crua identidade espelhada
Quando olho o caminho da alma, vejo uma paisagem movediça. Atravesso ela com demasiada calma. Vejo a poeira das memórias, cruzo a linha tênue do caráter. Navego por calorosas histórias. Transcendendo a consciência, Estou vendo lá de cima, o cume da vaidade. Me comove tamanha veemência.
Agora domino o horizonte ilimitado. Moralmente entendo seus princípios, e me afogo vendo tantas falhas.

A religião é como um cobertor miseravelmente curto diante do inverno eterno da alma humana — cobre uma parte insignificante do corpo, enquanto o que realmente importa permanece nu, exposto ao gelo cruel da solidão que nada, nem mesmo a fé, consegue aquecer.

“O ego deseja aplausos; a alma deseja significado.”

A prova é a alma do processo.

O corpo é uma metáfora ambulante da alma.

AMOR


Um dia salpiquei teu sorriso...
Te roubei as cores de teu ser...
Esqueci,que a alma sente...
Que todos,sem sermos iguais...
Somos iguais a toda a gente...




Amtonio José Ferreira

Bom dia!
Que as águas de oxum banha nosso corpo e purifica nossa alma, trazendo a calma, a sabedoria e prosperando nossa vida. Feliz sábado 🌹
Ery santanna

O sol da manhã ilumina minha alma, infundindo-a com calor e alegria. É essa luz radiante que me guia ao entardecer, mesmo quando a escuridão se aproxima. Pois carrego em mim a chama do sol, que queima em cada passo e me inspira a seguir em frente. Com determinação e esperança, sigo adiante, sabendo que a luz sempre prevalece, mesmo quando a noite se instala.⁠

A manhã é o convite, a licença poética para a alma que anseia.
Não deixe de aproveitar a unicidade de cada estrofe e cada verso que a vida lhe oferece hoje.

Às vezes é preciso se afastar de tudo para existir de novo.

Sempre que a sua alma gritar por um tempo de pausa, por um recuo estratégico para existir de novo em sua essência, não hesite. Não se negue este intervalo sagrado!

O mundo, com toda a sua pressa e urgência fabricada, continuará a girar. Estará aqui em um mês, dois meses ou até um ano. A vida não se desfaz por sua ausência temporária.
Já você, talvez não tenha esse tempo
para viver se deixando para depois.
E embora o peso das responsabilidades insista em sussurrar: "E as pendências? O caos que exige forma?"
Lembre-se: você é maior que as suas preocupações. Não se afogue nesse mar de ansiedade.

Se a situação for daquelas que têm solução, a resposta – o Caminho – encontrará você no tempo certo, com a clareza que só o seu retorno a si mesma pode oferecer.
Primeiro, a sua paz. Depois, a ordem externa.

Ninguém O anunciou ao meu ouvido,
mas quando Ele falou,
minha alma reconheceu lar em Sua voz.


Não precisei de sinais,
nem de provas.
A eternidade tocou meu espírito
e eu soube:
era Ele.


Quando me afastei,
não foi por causa d’Ele…
mas foi d'Ele...


No dia do reencontro,
nenhuma mão humana me trouxe de volta.
Bastou abrir as portas da casa
e as janelas do coração.


Ele entrou como quem sempre pertenceu,
olhou para mim
e perguntou com doçura:
“Há espaço para Eu ficar?”


Em um suspiro,
o mesmo da primeira vez,
respondi com tudo o que sou:


“Tu és meu primeiro amor.
Aqui não há reservas,
nem territórios fechados.
Tudo é Teu.
Não precisava nem perguntar.
Senti a Tua falta, Pai.”


E ali,
onde antes houve distância,
Deus fez morada.
Não foi apenas um retorno…
foi um alinhamento.
Não foi só reencontro…
foi restauração de uma aliança perdida.

A herança crua de um toque que corta sem lâmina,
instala seu frio nas dobras da alma e chama isso de casa.
Amor sem nome, aprendido no avesso. Ardor confundido com abrigo,
pressão travestida de cuidado,
silêncio pesado chamado de paz.
E então derrama,
em gotas quase invisíveis,
aquela mesma ferrugem que um dia bebeu. Inteiros são partidos em estilhaços mansos,
feridas plantadas como quem oferece flores tortas, e quem recebe nem sempre entende, só sente o desalinho.
Mas pra quem carrega, é lógica, é caminho, é o único idioma que respira.
Até que um instante rasga o véu do costume,
um espelho sem anestesia,
um cansaço que grita baixo.
E vê.
Não era amor, era eco.
Não era cuidado era defesa com gosto antigo.
E no susto da lucidez,
começa o desvio do próprio rastro:
mão contida antes do corte,
palavra filtrada antes da queda,
impulso domado na beira do abismo cotidiano.
Troca-se a migalha densa do caos
por gestos ainda frágeis de inteireza.
E onde antes rastejava a repetição cega,
ergue-se, hesitante,
um novo jeito de existir que não fere pra sentir.

Repetir coisas sem alma não nos faz melhores; o que nos torna melhores é ter um coração humilde que nunca despreza ninguém.

Nobreza de alma é a capacidade de estender a mão a quem cai, transformando a compaixão em uma ferramenta de elevação humana.

O propósito é o norte magnético da alma; sem ele, a riqueza é apenas acúmulo de coisas sem significado.

Fugir da indolência é libertar a sua alma para alcançar os níveis mais altos de excelência.

A vida é muito curta para ser gasta em práticas que envergonham a sua alma; escolha a honra todos os dias.