Olhos Alma
no meu rosto ainda estam há vestigios,
o meu coração ainda chora,
Os meus olhos ainda sagram,
e na minha alma ainda restam marcas.
E eu olhar no espelho,
eu recordo de tudo,
tua lembrança ta em mim,
dentro de mim,
e ao meu reflexo eu lembro do teu.
dos dias juntos, das horas juntos dos minutos juntos
de todo tempo bom.
Mais as marcas não me fazem esquecer o passado ruim,
tua falta de atenção,
tuas desconfianças,
teus ciumes
tua impossibilidade de mostrar que tua eras de verdade,
mais tu consiguio mostra.
mostrou tudo tão rápido,
que assustou, chocou, e separou.
E tudo o que eu sabia não passava de uma projeção,
depois da explosão nada mais soubrou,
nada consigiu viver a tantas mentiras,
tantas falsidades, tantas farças.
Num choque rápido,
eu tive que crescer, crescer e aceita tudo aquilo,
ir além de apenas conformar tal situção.
precisava crescer, crescer psicologicamente, só assim poderia definitivamente aceitar.
Pas comme les légendes urbaines
No alto da montanha
A Loba senta alerta.
Com seus olhos tudo observa
Seu corpo sempre tenso.
Os seus pelos prateados
sob os dedos da Lua reluzem
escondendo sob seu manto sedoso
as cicatrizes de uma vida.
Depois de tantas Luas permanece solitária
escorraçando inúmeros lobos
que não conquistam seu interesse,
não despertam sua curiosidade,
e não a excitam pelo desafio.
Um dia uma outra Loba se aproxima.
Cautelosa, de passada firme, forte.
Senta devagar perto da Loba
encarando os olhos dela com respeito e desafio.
Devagar, com admiração e curiosidade
seus olhos percorrem a pequena e orgulhosa fêmea.
Reconhece as cicatrizes,
sua força,
sua astúcia
e agilidade.
Percebe a inteligência inibriante
e sua combatividade instigante.
Então decide.
Sem levantar-se, devagar,
avança as patas da frente até deitar-se.
Olhando afetuosamente para essa magnífica Loba.
Determinada a ser dela e conquistar seu coração.
Não importa o calor do dia,
a força da tempestade,
a proximidade dos raios,
a altura das ondas,
o frio da noite,...
Ela nunca arreda pé do lado dela.
Quieta, determinada.
Sempre atenta aos desejos dela,
aos seus temores e fantasmas.
Sempre pronta para incentiva-la
quando ela está sem forças ou em duvida.
Sempre firme ao lembra-la
da sua força e coragem quando ela hesita.
Sempre cuidadosa procurando respeitar
o desejo de independência dela.
Loba fêmea
Que reconhece, na sua amada Loba,
a necessidade crônica em provar
o quão forte e independente é.
Loba fêmea
Que aguarda, paciente,
o dia em que ela perceber
que não precisa provar nada.
Não para ela fiel Loba
que reconhece sua dona.
E quando simplesmente seus olhos se abrirem, você verá que a chuva não enxarcou o que há de melhor, o seu eu. Porque longe se vai, rápido se corre quando é ele quem está morrendo. Você instantaneamente ultrapassa o limite,o limite do seu eu, nunca previsto antes.
Sei que quando se afasta
Troca as roupas
Sobe degraus
Pula
De olhos abertos
Sem rede
Finge voar
Enquanto na verdade corre
No ar
O risco do trapezista
Não me venha com falsa metassíncrise cerebral
Equilibrar agora rapaz?
Justo a mente?
As idéias?
Pegue o guarda chuva
Que segura na mão direita
E o faça de estranho-chapéu
Da corda onde finge pisar
Não se desatine
A enrole logo no pescoço
Faça dela teu punhal
Assim talvez exista um maior sentido
Menos palco
Picadeiro
Palhaços consternados
Observando sua queda
Transbordando sorrisos de gratidão
Ponha-se em teu lugar!
Seu falso equilibrista...
“Quando ele dizia que me amava eu não escutava a sua voz, ele pronunciava isso com seus olhos. Me questiono, será possível mesmo um olhar falar tanto quanto as palavras? Os olhos dele fitavam os meus e me diziam tanto que eu não saberia descrever, eu sempre chamava esse momento de dialogo entre olhares”
“Ela se deitava e fechava os olhos para dormir desejando não acordar mais, a rotina era angustiante, quando não agüentava mais ela se refugiava em sua cama, somente dormir fazia com que ela saísse de tudo aquilo que parecia ser um pesadelo real. Ela esperava por ele, mais ele não vinha, a demora era muito grande, tão grande que ela chegava a pensar que até o sono tinha se esquecido dela”
Ler é romper barreiras, quebrar limites, ultrapassar fronteiras, olhar além do que os nossos olhos possam enxergar. É sair do lugar comum, aventurar-se por caminhos vários. É olhar através das imagens e captar significados além do que a própria vista possa imaginar.
Para se entender como alguém lê, necessita-se saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo: como vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta. Isto faz da compreensão sempre uma interpretação.
Com os olhos abertos posso enxergar o mundo aqui fora, com os olhos fechados o mundo que há dentro de mim.
Sentada aqui na lan, olhando o tempo passar, fico olhando pro lanche, vejo olhos voltados para cá. Feriadão , também uma data muito especial, dia do meu ani... , mas um ano se passando, olhando pela vidraça todos sorrindo, mas problemas na mente, problemas vem e vão, mas as lições ficam, novas experiências nesses anos que passou.Não posso dizer que foi ruim, foi muito bom , cada ano que passas aprendemos coisas novas, novas experiências, novas lições, novo aprendizado , novos amores, novos amigos...
eu tentei ler entre as linhas, eu tentei olhar em seus olhos. eu quero uma explicação simples, o que eu estou sentindo por dentro. tenho que achar uma saída, talvez haja uma saída.
Me olho no espelho e em meus olhos procuro respostas às perguntas
que não me atrevo fazer a ninguém. Mas não encontro respostas, encontro
apenas minha alma tão inquieta quanto meu coração que neste momento pulsa
com a força de ondas numa tempestade. Quero colocar em palavras o que sinto
mas não encontro tradução para meus sentimentos, não existe forma para concretizar
verdades que somente eu acredito, e que o mundo ignora existir dentro de mim. Às vezes
voar é o que mais desejo, contemplar o mundo por outra perspectiva trará novos sonhos,
novos objetivos e novas realizações. O mundo das pessoas consideradas normais é
limitado, que haja em mim sempre algo de louco e perdido, que paire entre o perverso e
o inocente, consciente e insano. E que não haja limites nunca para sonhar.
Seus olhos formam lagoas de lágrimas!
Suas bocas formam desejos inesperados...
Meus olhos captam imagens que queria esquecer, mais parece que as imagens ficam cravadas nos meus pensamentos.
Impossível seria não perceber que o tempo pode existir de formas diferentes, ou não podem existir formas de tempo.
O tempo consome nossas palavras e aliviam dores jamais cicatrizadas, contorcem agonias eternas, submetem o alivio da vida a um ponto onde jamais existiram segundos!
As formas mais obscuras de ver o tempo seria perceber que o tempo é mais claro que a luz do sol, porque o sol impõe sua claridade com o tempo, e o tempo necessita do sol para que seja contemplada a escuridão dos anos.
Independente de quanto tempo passe, as tristezas futuras serão as mesmas.
Independente de quantas pessoas venha a morrer diariamente, o alivio da morte será a mesma, e o sofrimento da perda sempre será pior do que se imagina.
Posso me mover de forma que o tempo passa despercebido, posso caminhar como se o tempo se alastrasse por mim, ou quem sabe ele se lembre de mim como se eu não fosse alguém que corresponde suas dádivas, ou quem é menos apropriado para que o tempo faça eterno.
Tenho saudades
Do meu tempo de criança
Brincadeira todo dia
Olhos cheios de esperança
Andar descalço, figurinha
Jogar bola no campinho
Presentes do papai noel
A primeira namorada
Ainda lembro seu rosto
Meu primeiro beijo
Estranho gosto
Lembranças que trago comigo
Guardado na mémoria
Dos momentos que fizeram
A minha história
Problemas virão e passarão, como tudo passa.
Nostalgia!
Acho que meus olhos vão ficar vermelhos e assustados.
