Olhos
Era ela
Estava triste, cabisbaixo, as lágrimas escorriam lentamente pelos meus olhos; um vazio profundo. Mas, de repente, uma voz doce e suave me perguntou: por que choras, poeta? Por que choras, poeta? Ah, meu deus, era a moça do sorriso lindo! A moça das flores, a musa dos meus versos. Ah, meu deus, era ela! Era ela! Era ela!
Que os nossos olhos não se dispersem dos céus, pois daqui a pouco veremos o nosso amigo fiel, jesus Cristo.
Passos lentos...
que desalento.
Caminho desconhecido...
corações desunidos.
Cruzando olhos vazios
os sonhos todos por um fio.
Para o Meu Filho
Meu maior sonho é você.
É ver seus olhos brilharem diante de cada conquista, acompanhar seus passos e testemunhar você realizando os sonhos que um dia guardou no coração.
Quero ver sua vida cheia de momentos felizes, de aprendizados, de conquistas e vitórias. Porque, meu filho, a sua felicidade também é a minha. Cada sorriso seu ilumina meu coração e cada conquista sua é como se fosse minha também.
Tenha coragem para seguir seu caminho. Quando a vida parecer difícil, respire fundo, erga a cabeça e continue. Não tenha medo de tentar, de errar ou de recomeçar. Nunca desista dos seus sonhos.
E, por mais longe que você vá, nunca se esqueça de uma coisa: eu estarei sempre torcendo por você, acreditando em você e caminhando ao seu lado.
Nunca se esqueça: eu te amo, meu filho. Hoje, amanhã e para sempre.
Conhecer novas paisagens nunca foi apenas mudar de horizonte. É permitir que os olhos aprendam um vocabulário que ainda não conheciam.
Tenho a impressão de que os olhos também colecionam memórias. Cada paisagem bonita amplia o repertório da alma. Depois de contemplar certos reflexos, certas luzes e certos horizontes, voltamos diferentes, não porque o mundo mudou, mas porque carregamos dentro de nós mais maneiras de enxergá-lo.
“Nos olhos dele, ela se reconhece; nos olhos dela, ele encontra seu próprio reflexo. Um olhar herdado, um amor multiplicado.” ❤️
AQUILO QUE A ALMA RECONHECE
A beleza agrada aos olhos,
faz o instante despertar,
mas a essência, quando toca,
faz a alma querer ficar.
Há quem chegue como vento,
sem promessa, sem intenção,
e há quem deixe, ao ir embora,
mais que marcas: uma sensação.
Tem gente que chega e deixa pegada,
mesmo sem querer permanecer;
deixa o pensamento inquieto,
deixa a vontade de entender.
Talvez seja só a beleza,
um encanto passageiro,
ou talvez seja essa essência
que transforma o “por quê?” em “quero”.
E há músicas que dizem muito
sem precisar nada explicar;
uma batida, um olhar, um silêncio,
e já existe algo no ar.
Não é somente sobre desejo,
nem somente sobre admirar;
é aquela estranha curiosidade
de saber onde isso pode chegar.
Porque os olhos podem escolher
aquilo que querem contemplar,
mas é a alma, quase em segredo,
que decide o que vai guardar.
E talvez seja esse o mistério,
a parte difícil de compreender:
quando alguém mexe com os sentidos
sem sequer tentar mexer.
Não precisa haver certeza,
nem promessa para cumprir;
às vezes basta uma presença
para fazer o coração sorrir.
A beleza chama atenção,
a essência consegue encantar;
mas quando as duas se encontram,
fica difícil não notar.
E entre uma música e outra,
entre o querer e o disfarçar,
fica aquela pergunta suspensa
que ninguém se atreve a perguntar:
foi apenas uma pegada
de alguém que chegou e passou,
ou foi a alma reconhecendo
alguém que, de algum modo, ficou?
Porque talvez seja esse o segredo
que ninguém consegue explicar:
algumas pessoas os olhos admiram…
mas existem aquelas
que a alma parece reconhecer
antes mesmo de o coração confessar.
ESMERALDAS DE SOMBRAS.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Ah… teus olhos.
Teus olhos esmeraldinos — não simples gemas, mas abismos translúcidos onde a razão vacila e o verbo morre. Como desejaria eu colhê-los, não com a volúpia do desejo vulgar, mas com a devoção de um monge alquebrado que recolhe as relíquias de sua santa. Tê-los… não em meu peito, mas suspensos num relicário de silêncios, entre as páginas que ainda choram por ti.
Mas tu sabes…
Sabes que eu te amo — e em mim esse amor é um espólio de lâminas cravadas por deuses mudos. Ser atravessado por mil espadas seria um refrigério frente ao que sinto ao ouvir teu nome no mármore frio do esquecimento. O teu nome, Camille, dilacera-me com a precisão de uma nota errada no adágio final de um maestro enlouquecido.
É mister, sim, dormir — dormir não para esquecer, mas para habitar os interstícios oníricos onde tu ainda existes sem dor. Nessas infinitas noites de ti e em ti, faço do teu perfume um incenso que queima devagar nos altares escurecidos da minha alma.
Porque tu sabes —
Sabes que meus olhos só foram feitos para contemplar o teu universo pairante, esse cosmos que se verte do teu semblante com a serenidade trágica de uma musa condenada a existir apenas nas entrelinhas. Viver, criar e pairar sobre mim — pobre poeta das sombras, órfão de sol e exilado da tua claridade.
E eu permaneço — espectro lírico e infecundo, sobrevivente do teu último olhar, compondo com palavras rarefeitas a sinfonia muda da tua ausência.
Joseph Bevoiur.
